Bem, lá vamos nós (re)começar com o uma espécie...Agora é que vai ser! Mas uma espécie de quê? Nem eu sei, mas parece que é uma espécie de porra nenhuma...Um blog onde nada fica por dizer!
O Benfica não jogou nada para merecer ir à Champions. Mas o Belenenses também não jogou nada há 3 anos para permanecer na 1ª Liga e ficou, porque houve um Clube que não cumpriu os Regulamentos e a sanção era a despromoção. O Belenenses bateu-se, e fez pela vida, que é o que o condenado à morte faz quando tem uma réstia de salvamento que pode aproveitar. O comportamento do Benfica vai na mesma linha. Não se pode criticar. Há muito dinheiro em jogo envolvido, patrocinadores por agradar, sócios a quem prestar contas, por isso as motivações do Benfica eram legítimas. Só que há muito de ajuste de contas nesta questão toda, pelo que a actuação do Benfica tem levado as mais veementes reprovações. Com certeza que sim, mas nisto tudo, era o que mais faltava que o Benfica deixasse a questão passar e assobiar para o lado sendo o mais directo interessado. Significaria que não estavam a zelar pelos interesses do Clube, e com uma direcção assim no meu clube eu diria não obrigado. O Porto a partir do momento em que deixa passar o prazo para interpor recurso, logo aceitando a condenação de culpado de tentativa de corrupção, o Benfica não podia deixar que um Clube acusado de corrupto pudesse participar na prova maior de Clubes como se nada fosse. Outro plano diferente é o que a UEFA diria a este respeito. Mas havendo fundamento para levar a questão para discussão, o Benfica só tinha que fazer isso. Concordo com o leitor António de Souza Cardoso quando refere que o Benfica não tinha outra solução. Se a forma e o estilo com que fizeram a defesa não foi o mais correcto e foi de cariz duvidoso, admito. Mas daí gritarem que o Benfica devia era tar quieto, trata-se da mais absurda inversão da ordem natural que as coisas devem ser. Penso que o Felgueiras, fosse isto a acontecer ao Porto, também estaria a esta hora a apoiar os recursos que o Porto intentasse na UEFA para poder chegar à Champions. Mas como é ao Clube dele que toca ser o batoteiro, compreende-se a irritação. No fim disto tudo, penso que o Sporting poderá sair a ganhar. Esta época Benfica e Porto vão andar às turras como nunca, e o Sporting pode ter aí boa oportunidade. A ver vamos.
Simplesmente ridícula a forma como Ricardo atacou esta bola. Esta imagem diz tudo do que foi a época do Labreca, em que passou boa parte dela no banco do seu clube que lutava para...não descer, e com níveis exibicionais tremidos nas partidas deste Euro.
Portugal tinha uma equipa melhor do que há 4 anos. Por outro lado, o primeiro encontro contra a Turquia, e a atitude no segundo jogo, denunciavam que a armada lusa estava fortíssima como já não se lhe via há muito tempo (porventura, até mais do que no Mundial de 2006).
Mas depois veio o longo descanso para preparar os quartos, a notícia da saída do Scolari, alguns suplas a aproveitarem a deixa e a começarem a fazer-se a outras paragens, e a anedota de esses suplas jogarem miseravelmente contra a Suiça. A partir daí a coisa começou a descambar.
A Alemanha não teve problema em dizer saber quais os pontos fortes de Portugal a anular, quais os pontos fracos a explorar. Portugal, em resposta, disse saber também de onde vinham os obstáculos germânicos.
90m depois, fica-se com a ideia (sobretudo após a primeira meia-hora) de que a mannschaft veio com o trabalho de casa muito melhor preparado do que nós. E, pasme-se, com menos dias de descanso!
Por saber que os alemães não brincam em serviço, durante o dia de ontem nas trocas de impressões dava conta de não achar que Portugal passasse. Tomara que engolisse essas palavras!
Scolari é grande motivador, se há legado que lhe devemos é o facto de nestas alturas os portugueses torcerem pela Selecção, e não pelos jogadores do Sporting, Benfica ou Porto, mas tacticamente não é brilhante. Aliás, tendo sido central de formação, só era de esperar uma equipa com mentalidade securitária, por contraponto à Holanda, que sendo treinada por Van Basten, é um regalo vê-los atacarem e em força as balizas adversárias.
Gostaria agora que viesse um treinador italiano. Mas parece que vem outro com sotaque português. Zico??? Mas que créditos tem Zico como treinador?
Adiante. Nota final para dizer que gostei muito de Deco e Pepe. João Moutinho, Petit, Simão, Nuno Gomes, Raúl Meireles e Hélder Postiga também justificaram a aposta. Os restantes não deslumbraram por aí além. Miguel Veloso, Jorge Ribeiro e Miguel, muito fraquinhos.
Ao preço que está a gasolina até o autocarro da selecção tem de ir ao empurrão. E quem é que empurra? O povo. O povo é quem paga td, com o corpo ou com a carteira. Ainda para mais isto é de um anúncio de uma gasolineira. Não é ficção é pura realidade!!!
Colocar o símbolo do SLB neste blog foi sem dúvida um momento de insanidade total. Peço imensa desculpa, pela desagradavél aparição. É claro que esteticamente o blog ficou muito pior com esta aparição, mas desculpem, teve de ser e por mais que eu lutasse contra mim mesmo, teve de ser. Foi um momento de insanidade, mas já fui amarrado a cadeira e já me deram os comprimidos...
Lotação esgotada na última noite do festival (um mar de gente a perder de vista), com o melhor cartaz das 5 noites, teoricamente. E a prática veio a dar razão...
Reza a história que a inclusão dos Muse no cartaz deveu-se aos imensos pedidos feitos, que foram de tal ordem que não deram hipótese aos organizadores. Muse no cartaz era um imperativo! E em boa hora, devem hoje estar a pensar...
Infelizmente, não deu para meter os Muse como cabeças-de-série, em 1º ou 2º lugar, pelo que sendo a 3ª actuação da noite, seria de esperar um concerto de curta duração (12 músicas, 1 hora). O que se confirmou, para grande pena minha. Mas pior foi que tocaram apenas 11 músicas. Damb it!
Nas vésperas do concerto, troquei algumas impressões com outros colegas festivaleiros que iam a Muse, sobre o alinhamento possível. Era quase certo que iriam começar com a Knights, apesar de eu achar que esta ficaria muito melhor a acabar (como aconteceu no Campo Pequeno). Devo dizer que hoje revejo a minha posição. A Knights foi simplesmente de arrasar. Um início épico, que deitou a casa abaixo. Grande, grande começo! Depois veio a Hysteria, e então aí foi a p*** da histeria, hehe!
O último concerto datava de Abril, e notou-se um pouco a falta de treino, nomeadamente, pelo facto de haver algumas pausas entre as músicas para afinar guitarras. Ou talvez estas já estivessem com defeito.
É que quando se segue a New Born (aí a 5ª música) aconteceu então algo que nenhum músico gosta que aconteça, e que proporciona os maiores pavores/pânicos, que é a guitarra falhar (corda partida, por exemplo). Na New Born depois do início do piano, vem uma parte de guitarra a abrir. Entre a última nota do piano e a guitarrada a abrir o Matt Belamy costuma fazer uns sons a prolongarem (conforme terão oportunidade de escutar). Ora, sucede que assim que começa a fazer esse som, alguma corda se terá partido porque ele imediatamente se dirigiu para o técnico de guitarras, para arranjar uma guitarra de substituição. Aí também não teve sorte que ainda demorou até ter a guitarra apropriada. Bom, mas enquanto não tinha, notou-se ele e o técnico a carregarem um bocado na guitarra avariada para o efeito do som não se perder, e então vem ao de cima a maestria e genialidade dos Muse ao vivo, em que de facto são do melhor que há por aí, quando o baterista e o baixista começam a encher o som. Por momentos pensei que iam parar a música e começar de novo. Mas não, não deram a música por perdida, e até que conseguiram sair por cima. Com nova guitarra o Matt regressa eufórico, pronto pra partir a loiça, e foi o que de facto aconteceu. Não foi a New Born perfeita, mas é uma New Born que ninguém se vai esquecer. Se havia mais algum pretexto a dar para provar que os Muse são um caso muito muito sério nos dias de hoje (e por isso também a minha 2ª banda preferida), a execução da New Born, com todas as adversidades, foi disso um gritante exemplo.
Terminada a New Born, com todo o público eufórico, o Matt regressa ao piano. Queres ver que vai tocar a Feeling Good? É que não estão bem a ver, se havia razão principal para querer ver os Muse, para dar 53€, era eles virem tocar essa música. E mal começa a tocar no piano as primeiras notas, foi outra histeria! A minha primeira vez de Feeling Good!!! Extraordinário! Uma música intemporal! Depois disto, já tinha realizado a vinda ao RiR...
As outras músicas que se seguiram, todas extraordinárias, não foram surpresa face aos alinhamentos anteriores: Starlight, Plug in Baby, Time is Running Out, Stocholm Syndrome e Take a Bow. A meios da Plug, a atenção desviou-se para a enorme pressão humana que vinha lá de cima (estava aí a umas 15/20 cabeças do palco), malta pra mochar nos Offspring, e então outros valores levantaram-se mais alto, nomeadamente, não acabar nalguma caixa do Bom Petisco. A Take a Bow foi a música que finalizou a actuação, e também ela muito valorosa.
Terminada a actuação, fica a sensação de que soube a muito pouco, mas não menos maior era a de que se assistiu a um concerto muito muito bom. Apesar de os concertos das bandas a solo serem muito melhores, devo dizer que este mesmo assim conseguiu encher as expectativas. Por contrapartida por exemplo aos Pearl Jam no Alive que não conseguiram serem tão arrebatadores como foram nas noites do Atlântico.
Estava todo roto de saltar, cantar, defender-me de alguns esmagamentos, do cheiro a ganza, do cheiro podre dos sovacos sempre que as pessoas levantavam as mãos, mas lá consegui sobreviver!
Foi no entanto uma noite muito muito boa, em que para além dos Muse, gostei muito de ver os Kaiser e até mesmo os Linkin Park, numa actuação nada a ver com a do ano passado, e que, segundo os jornais, terá até sido a sua melhor de sempre em Portugal. Os Offspring só ouvi as 2, 3 primeiras músicas, e depois fui reconhecer o recinto. No entanto, rezam as crónicas que também foi uma actuação muito boa.
Em suma, a ida ao RiR valeu, os Muse são a melhor banda do mundo ao vivo, e fiquem aí com alguns recuerdos da actuação deles:
Fora da Champions. Independentemente do mérito ou demérito da decisão, uma conclusão se pode retirar desde logo. O departamento jurídico do Porto foi duma incompetência gritante. E na mesma linha se situa a actuação de Pinto da Costa. Ao não ter decidido recorrer da decisão da Liga, o Porto assumiu-se culpado da corrupção, e a nódoa ficou, sem qualquer hipótese de se retirar. Mas pior, foi não terem previsto as hipotéticas consequências da decisão a nível uefeiro. Por meras reduzidas que fossem, o sentido de responsabilidade impõe que se equacionem todas as consequências. Resta saber se a direcção/departamento jurídico saberão retirar as suas próprias conclusões após este triste acontecimento na história do FC Porto...
Nesta altura, as palavras do João Miguel Tavares, mais do que nunca, fazem todo o sentido.
Cara imprensa desportiva:
Depois de eu ter engolido o Roberto Leal numa conferência de imprensa da selecção portuguesa sem que um único jornalista na sala questionasse os presentes sobre que raio era aquilo, decidi escrever-te esta carta. Há já bastante tempo que me interrogo porque se te funde o raciocínio sempre que a selecção nacional chega à fase final de uma competição importante. Acaso há alguma alínea na Constituição que obrigue um jornalista a deixar de fazer jornalismo quando confrontado com o bigode de Scolari? Não há. Só que o hino toca, o jornalista desportivo ouve o hino, o hino acaba, e aquela conjugação de acordes d'A Portuguesa provoca no jornalista desportivo uma imensa vontade de recuperar Olivença. Ora, se nenhum estudo científico deu como provado que o contacto com símbolos nacionais destrua a massa encefálica dos indígenas, como explicar este estranho ímpeto nacionalista, que tudo aceita e nada pergunta? É essa - como dizer educadamente? - saloiice, que ataca de modo particularmente agudo em europeus e mundiais, que eu gostava que tu ultrapassasses.
Quando a Federação Portuguesa de Futebol patrocina uma conferência de imprensa de louvor a Luiz Felipe Scolari abrilhantada por Roberto Leal e seu filho, o que tu tens a fazer não é pedir para Scolari dedilhar umas notas na guitarra enquanto Roberto canta de improviso uma versão homicida de Uma Casa Portuguesa. O que tu tens de fazer é perguntar se é suposto que a selecção sirva para polir o ego do seu treinador e promover os discos da família Leal. Uma Casa Portuguesa, ainda por cima, é toda ela "conforto pobrezinho do meu lar", grande defensora de um Portugal satisfeito com a sua menoridade. Não é brilhante mensagem para passar a jogadores, e muito menos para animar palestras. Além de que colar a selecção à música sofisticadíssima de Roberto Leal e Tony Carreira é pôr a imagem de Portugal ao nível da rulote das bifanas.
Eu aturo tudo. Aturo chusmas de directos. Aturo conferências de imprensa diárias. Aturo peladinhas cobertas à exaustão. Aturo a transformação de Viseu na capital do País. O povo gosta e as empresas que investem rios de dinheiro no futebol precisam de antena. O que já não aturo é que tu, imprensa desportiva, comprometas o teu bom-senso, imoles qualquer réstia de discernimento e deixes de saber distinguir o que está bem do que está mal, o que é falta do que não é falta, quem joga bem e quem não joga só porque à tua frente correm uns tipos vestidos de verde e vermelho. Sei que para ti cada europeu de futebol em que Portugal participe é como levar um alcoólico a uma prova de vinhos - tremendamente difícil manter a sobriedade. Mas, asseguro-te, não tem de ser assim. Há quem consiga apreciar a selecção e continuar com actividade cerebral. Vá lá. Tu também consegues.
Com muita pena minha não pude assistir ao regresso da A.D.E aos grandes palcos. Final da taça da A.F. Braga.
Infelizmente, culminando com uma pesada derrota de 4-0. Daquilo que me foi dado a perceber pelo Felgueiras, inteiramente merecida. É pena. Em todo o caso, só não perde quem não está nas finais. Essa é que é essa.
Resta que este pequeno rasgo que foi dado pelo clube, ao chegar a uma final de uma importante competição, lance as bases para um próximo campeonato mais competitivo, quiçá lutando pela subida de divisão.
Por muito que Marinhas e Fão se destaquem no presente, é o Esposende que continua a ser a colectividade mais emblemática do nosso concelho, e a condição actual é desencontrada dos pergaminhos e da história do clube. Força Esposende!
Não estou a reconhecer o Sporting neste defeso. Depois do regresso de Rochemback, segue-se o ingresso de Postiga. Bons reforços sem dúvida. A fazerem adepto sonhar. Para tudo acabar bem, resta manter o Moutinho (custe o que custar!) e, eventualmente, o Miguel Veloso. Ah, claro está, tratar de assegurar o Caneira e porventura o Hugo Viana. Um bom redes, central e defesa-esquerdo. Assim se lançam as coordenadas pra se criar uma equipa matadora.
Vários colegas interrogam-se por que é que tenho comigo um livro de verbos e provérbios. Porque dá jeito respondo. E em jeito de brincadeira, nessas alturas, costumo abrir ao calhas o livro, e citar-lhes alguns provérbios do mais fino requinte.
Hoje, a cena repetiu-se. E eis que me deparo com este singelo provérbio
Olhos azuis em cara portuguesa, ou é filho da puta, ou aborto da natureza.
É costume dizer-se que os provérbios encerram muita da sabedoria do nosso povo. Quem tudo quer, tudo perde ou Quem não arrisca, não petisca são disso bom exemplo.
Mas o acima citado, não lembra ao diabo. Será que este provérbio vem do período dos Descobrimentos, em que vinham pra cá os alemães, suecos ou dinamarqueses, e as nossas mulheres começaram a dar umas por fora? Talvez. Caso contrário, fica mesmo difícil perceber.
Preço dos combustíveis voltam a subir... Está tudo louco, o mundo anda maluco, os especuladores estão a levar a humanidade para uma situação complicada (para o qual também eles serão arrastados). Não vamos aguentar por muito tempo nesta escalada. Tudo tem um limite!!!
Já agora uma proposta. Estamos numa onda de revivalismo de filmes antigos, que voltam novamente a encher salas de cinema. No contexto actual que tal um novo MadMax???
Sobre este desencantamento e outros, uma nota muito pertinente do Nuno Markl, que apanha muito bem o pouco entusiasmo de quem assistiu ao tomo IV da saga Indiana Jones.
O que me parece - e já há quem, entre os espectadores que não gostaram tanto do filme, assuma isso - é que muita gente envelheceu antes de Indiana Jones. E a culpa disso não é do filme... De 1989 a esta parte perdeu-se alguma da inocência que fez com que muita gente amasse os três filmes anteriores, ao ponto de eu achar que se, por exemplo, A Grande Cruzada estreasse hoje, levaria exactamente com as mesmas críticas sobre "inverosimilhança" e "estupidez" que, tristemente, O Reino da Caveira de Cristal está a levar. Parece que estou a ver: "Como é possível, eles encontrarem um cruzado vivo a guardar o Graal? Tão forçado!"
Ainda não vi o filme. Apesar da euforia inicial, já estou mais de reserva atrás. Em todo o caso, não devo exagerar se disser que há um antes e um pós Indiana Jones. Mais, nem o melhor Benjamin Gates consegue bater o pior Indiana Jones. E atenção que eu gosto muito do Nicolas Cage e gostei do Tesouro. Mas Indiana é Indiana.
No sábado passado, regressei ao passado. Dediquei o meu serão a acompanhar o longo Festival da Eurovisão. Cada vez mais um Festival de cromos. Impressionante as pirosadas que por lá vão aparecendo. Até dá para irem candidatos que gozam com o próprio conceito. Como o caso do representante espanhol.
Quanto à participação portuguesa, até que não esteve mal. Recebemos alguns votos, e até não desgostei, face ao restante panorama desolador.
Mas, permitam-me a inconfidência, não era pela Vânia que eu estava à torcer. Mas sim pela representante grega, a Britney Spears do certame. Tal como a original, a cópia não canta nada de outro mundo, a música tá boa pros Morangos, mas a imagem e presença são de derreter qualquer homem. Adoro-te Kalomoira. Quando for à Grécia, hei-de levar também o meu saco do amor, para fidelizar a nossa união.
Ontem com as espectativas elevadas, aprontei-me para o visionamento do "Indiana Jones e o reino da caveira de cristal". Como eu, muitas pessoas esperavam ansiosamente pelo início do filme, tal era o elevado número de pessoas, que esgotaram por completo as duas salas onde o este se encontrava em exibição.
As espectativas eram elevada porque sou fã do Indy e a triologia estava muito bem conseguida. Este filme desapontou-me profundamente. O início ainda conseguiu atrair, mas depois a história sofre um enorme revés e torna-se entediante, com muitos bocejos pelo meio. Esperava mais de uma parceria entre George Lucas, Spielberg e Harrison Ford. Sem momentos de grande espectacularidade, a não ser a imagem, que fica marcada na memória, de um Indiana Jones no cimo de um vale, olhando para um gigantesco "cogumelo" provocado pela explosão atómica. Mas sem grandes detalhes de maior e com muita americanice pelo meio, coisa que não acontecia tanto nos filmes anteriores.
Depois de ter visto dois filmes do Benjamin Gates, com Nicolage Cage, os filmes de uma arqueólogo mais modernaço, digo que superam em muito este Indiana Jones. Até porque a história do segundo filme de Gates se cruza em muito com a deste filme do Indy, batendo aos pontos este último.
1 - Pedir meias doses. Se se chama dose, é porque está calculado: é uma dose. Um homem, uma dose. Quem pede meia dose é meio homem. Cozido à portuguesa: é comida de homem. Meia dose de cozido... é mariquice. O pior é pedir meia dose de qualquer comida terminada em "inho" ou "inhos": meia dose de bifinhos, meia dose de lulinhas... Comidas que são de homem, para além do cozido: feijoada, mão de vaca, coelho à caçador e todas as partes do porco. Tudo o que tiver porco é de homem. 2 - Chegar aos trinta anos e não ter barriga. É panasca ! 3 - Comer Cornetos e outras tretas dessas. As únicas coisas que um homem pode chupar são patas de sapateira, percebes, cabeças de pescada e charutos. 4 - Ter gatos. Um gato não passa dum cão abichanado - Tem guizo; Toma banho com a própria língua, come peixinho e nunca se embebeda. Ou seja, um homem que tenha um gato em casa está no fundo a viver uma intensa relação homossexual. O dono dum cão chama-o com dignidade masculina: "Savimbi, anda cá meu sacana!" E assobia: "Aqui já !" O dono dum gato chama-o "Bsss-bsss-bsss-bsss-bsss, bichaninho". Ridículo! 5 - Não ir à caça porque não há sítio para fazer as necessidades. Um homem fá-lo quando e onde lhe apetece. Quem nunca experimentou atingir um javali a zagalote com as calças em baixo não sabe o que é ser homem. O que as mulheres não sabem é que a caça é apenas uma grande desculpa para o homem poder ir para o mato mijar para marcar território. 6 - Ver o correio todos os dias... É mariquice! Um gajo chega a casa depois de oito horas de trabalho e três de copofonia, cansado e meio grosso, cheio de fome e qual é a primeira coisa que faz? Um homem só abre o correio quando lhe cortarem a água, a luz ou o gás. E que homem é que consegue pegar numa chave do correio...? Aquilo é feito para dedos de gaja. 7- Pedir garotos... É de homossexual!!! Ou bicas escaldadas, ou bicas cheias, ou duplas, ou cariocas, ou italianas ou abatanados... Café é café. A única coisa que se pode acrescentar a um café é um bagaço ou um uísque. Mas o pior de tudo são os descafeinados: "Ai, menino, tire-me a cafeína do meu café". É mariquice! 8 -Deixar que uma gaja nos esprema as borbulhas... É totalmente maricas! As borbulhas de um homem não são para espremer. Um homem é uma máquina auto-suficiente em termos de saúde e higiene. Os homens só vão ao médico e tomam banho porque senão as gajas não se deitam com eles. 9 -Saber o nome de mais de quatro bolos de pastelaria ... Um homem que é homem só sabe o nome da bola de Berlim, do bolo de arroz, do croquete e do rissol. E mesmo assim só para poder pedir uma sandes de torresmo com rissol. Ver um... "homem"... entrar numa pastelaria e dizer: "Olhe, se faz favor, embrulhe-me aí dois garibaldis, uma pirâmide, um éclaire..." Com plantéis de 24 jogadores e 18 equipas na primeira liga, quem é que ainda tem espaço na memória para decorar nomes de bolos? 10 -Pescar à linha... É maricas! Uma coisa é sair para o mar alto às duas da manhã com doze mânfios perdidos de bêbedos para deitar redes e cargas ao mar numa traineira chamada "Barba de Goraz".. . Outra é ir aos domingos para a Torre de Belém de carro com uma caninha, umas minhocas, um tupperware para guardar os peixinhos e um lanchezinho para meio da tarde. O bom da pesca é irem quinze gajos para alto mar e não se saber quantos é que vão voltar. 11- Alimentar o cão com latinhas de comida para cão... É mariquice! A comida para cão é uma invenção das multinacionais para enganar bichos e rabichos. Não há cá comida para cão. Os cães comem o que cai no chão ou o que desenterram. É que depois de comerem aquelas mixórdias, começam a ficar esquisitos. Deixam de beber água do esgoto, já não tocam em nada que esteja podre, e começam a deixar os gatos a meio. 12 -Ir à Feira do Livro. É ma-ri-qui-ce! Para quê gastar trinta ou quarenta contos em livros quando se pode ir à Ovibeja e trazer uma ovelha para casa? Ir a uma feira de homens é acordar bêbedo às sete e meia da manhã, calçar umas galochas, pôr uma broa debaixo do braço e ir à Feira da Cebola ou à Fatacil. Ou, aos sábados de manhã, ir na carrinha para a Feira de Recauchutados e Rações nas traseiras da Siderurgia Nacional. Feira de homens pressupõe porrada, coiratos, chouriços, botas caneleiras e bonés. Não é cá livros do dia e gajos amaricados magrinhos de óculos e sessões de autógrafos. 13 -Conduzir com as duas mãos no volante. É maricas! Então se os "cóbois" conseguem laçar um bisonte só com uma mão, porque é que um homem há-de precisar das duas para agarrar o volante? O último sítio onde um homem precisa de ter as duas mãos é no volante. O volante só serve para duas coisas: ultrapassar ou buzinar. De resto, a mão direita é para andar livre, para a poder meter na tranca da gaja que vai ao lado, sintonizar a rádio no relato de futebol, agarrar na cervejola, falar ao telemóvel e dar calduços nos putos. 14 -Passear cães com trela. Os cães é para andarem soltos. Passear um cão é uma actividade de risco. O giro é não saber nunca se o cão vai voltar a casa, esfacelar a perna de um bófia, atirar velhas ao chão ou ser atropelado por um combóio. Trelas é para miúdos e não há mais conversa. 15 -Gostar de Fado de Coimbra. ... da-se...!!!! O fado é para ser cantado em tascas por gabirus com gajas por conta, que só conhecem sete letras do abecedário e que julgam que tremoço é marisco. E o fado não é cá para falar de amores de estudante. O fado é para contar histórias com porradaria, campinos, naifadas, marinheiros, gajas, sarjetas e vinho tinto. 16 -Combinar encontros com homens à porta de cafés, cinemas ou centros comerciais. "Ai filho, vem ter comigo à porta da pastelaria "Mirita"?! Eu não me encontro com um homem à porta de sítio nenhum. Homem que é homem marca encontros é na estrada para Alcochete, no quilómetro dezasseis ao pé do cão morto. Mais nada! 17 -Dormir com o cãozinho aos pés da cama. Um cão é para ficar no quintal ou fechado na marquise a ladrar a noite inteira para moer a cabeça aos vizinhos. Os únicos mimos que um homem dá a um cão são estaladões ou ossos gamados no talho. Brincar com o cão é soltá-lo no pombal do vizinho. 18 -Usar calçadeira. A calçadeira é a vaselina dos pés! Se um homem tem problemas em enfiar um pé num sapato à força, é claramente panasca. Os sapatos foram feitos para cheirar mal e andar com 120 quilos em cima a arrastarem-se pela calçada em cima do que acabámos de vomitar. 19 -Comer em restaurantes chineses COM PAUZINHOS!!! Um homem a agarrar em pauzinhos??? A única coisa delicada que um homem é capaz de segurar nas mãos é uma chave de rodas nbvc, e é para a torcer. Nunca ninguém viu um estivador, um tractorista, um calceteiro, ou um gajo dos altos-fornos a comer com pauzinhos! 20 -Usar shampoo e amaciador para o cabelo. Um homem que se preocupa em ficar bonito tem de ser rabicho. "Ai, mas é bom porque o cabelo fica mais fofinho..."?! Um homem que é homem não quer ter nada no corpo que seja fofinho. 21 -Ter uma carrinha familiar. Ter uma carrinha é um anúncio público de que se é casado e de que se tem filhos. Ora, o único homem que pode querer que isso se saiba é o larilas, para despistar os polícias no parque Eduardo VII. 22 -Usar cigarreira ou uma boquilha... "Ai não, é mais higiénico porque os maços apanham humidade e podem contaminar os cigarros com bactérias. Ai, não, assim assimilo menos nicotina" Bactérias?! Nicotina??!! Um gajo anda a descarregar quilos de alcatrão para dentro dos pulmões há vinte ou trinta anos e está preocupado com uma bicharada que só se vê ao microscópio? 23 -Pedir descontos... Ai, não me faz uma atençãozinha?" Mas isto é conversa de homem??? 24 -Não ser emigrante e falar francês. O francês é a língua oficial dos rotos e a mais apasnacada do mundo. Nem uma avó balhelhas a falar com um recém-nascido usa tantos "nhô nhôs" e "bibidus" como um francês. 25 -Estar mais de seis minutos e meio na Internet sem ver gajas nuas. E não há cá desculpas de que é a pagar e não sei quê, e que não quero dar o número do cartão de crédito ...
Neste momento, coloca-se toda a esperança no computador poder estar dentro na garantia. Ah, garantia!!...Uma estória mais ou menos convicente a dar à garantia, e pode ser que nada se tenha perdido irremediavelmente.
São as fotos da viagem de finalistas, os tesourinhos dos U2, toda uma história que aquele portátil já leva consigo, e que não pode ser desfeiteada assim de repente, sobretudo dum modo tão infeliz e tão ridículo.
Acabei de partir o ecrã do portátil. Mãos de manteiga. A querer evitar co carregador caísse ao chão, não só não consigo evitar a queda, como a emenda acabou em tragédia.
Tá bonito o ecrã. Às corezinhas. Muito fofinho.
Acabam de me dizer que um novo deve levar cerca de 500 Euros. Estou sem aceder à internet. Posto isto, permitam-me que lance um sonoro e barbárico
A arbitragem foi vergonhosa? Foi. Mas percebe-se Raúl Meireles. Quem jogou no Boavista e no Porto não está habituado a ser prejudicado..... Não foi uma partida de encher o olho, apesar da boa primeira parte do Sporting, sobretudo os primeiros 20m que se traduziram numa entrada à leão. Na segunda parte o equilíbrio entre as equipas foi mais notório, até ao momento em que uma entrada duríssima de João Paulo sobre Moutinho leva à expulsão do jogador portista, cuja reacção para com o árbitro não foi a melhor. A partir daí a pressão sobre Olegário Benquerença foi uma constante, e tal perturbou-o a atender à sequência de erros cometidos. O Porto queixa-se da falta de Polga sobre Lisandro. É verdade. Do mesmo modo que o Sporting se pode queixar do golo anulado a Romagnoli. O Porto queixa-se que Abel também merecia vermelho. A ser assim, pergunta-se o que não merecia aquela rotação de Quaresma a acertar em cheio no Moutinho. Se Inácio diz que aquilo é normal, pergunto se aquela força é normal, ou será Quaresma o Hércules. Como tá fácil de ver, a arbitragem prejudicou as duas equipas, pelo que não foi um exclusivo apenas do Porto. Para o Sporting fica o culminar duma época razoável. A nível de resultados foi melhor que a anterior, mas a oscilação de resultados e as exibições em campo muito fraquinhas é que ficam, e para a posteridade esta temporada fica como exemplo a não repetir. Fica também a bolsa de oxigénio (alargada) para Paulo Bento iniciar a nova temporada. Pense-se o que quiser sobre ele, mas a verdade é que o homem tem cumprido. Gostei de ouvir os dirigentes dizerem que para o ano vão apostar forte no campeonato. O Sporting parte à partida em desvantagem porque tem o orçamento mais baixo dos 3 grandes, mas o pecado original desta última temporada teve menos aí, mas sim no facto de com o orçamento disponível não se ter segurado alguns dos elementos mais importantes do plantel e, por outro lado, ter-se adquirido reforços de qualidade bem duvidosa. Agora siga o Euro, mas antes disso a final da Champions. O futebol, esse, nunca pára!
1. Fábio Rochemback, primeiro reforço anunciado. É um jogador muito apreciado pela torcida, em campo do melhor que já vi passar por Alvalade nos últimos anos, e o selo de garantia que traz consigo é de confiar. Prevê-se que a sua vinda visa colmatar alguma saída do meio-campo. João Moutinho ou Miguel Veloso. Julgo que o Sporting não pode facilitar neste aspecto, e a não ser que venha proposta milionária, não sai ninguém. E a sair, que saia o Miguel Veloso. Por outro lado, cogita-se em Alvalade por Hugo Viana e Caneira. Outros dois belíssimos reforços. Já estive mais longe de renovar a gamebox...
2. Directas no P.S.D. Em conversas de corredor avisam-me que Manuela Ferreira Leite não vai chegar lá. Com o decorrer do tempo, começo a levar a sério a previsão. Por um lado, são as bases mais militantes e com maior peso (Porto e Lisboa) que se afastam dum apoio à ex-ministra das Finanças. Por outro lado, desde que entrou na corrida, que não se ouve uma única ideia de MFL que a diferencie dos outros candidatos. Como se não bastasse, quando lhe perguntam o que a distingue de Sócrates, responde "sou uma pessoa séria". Se é assim que pensa tirar a maioria a Sócrates, então MFL bem pode ficar em casa, a tomar conta dos netos.
3. Sócrates apanhado a fumar. Tal como Ricardo Costa refere na sua crónica de hoje no D.E. era de prever que isto viesse a acontecer. O Estado não prima propriamente pelo cumprimento das suas leis (rigor na execução de obras públicas, viaturas do Estado cumprirem os limites de velocidade, etc), pelo que esta não iria ser excepção. Sócrates devia ter sido menos ingénuo, mas também não saiu bem com aquela promessa de que doravante irá deixar de fumar. Mas a quem é que isso interessa?
4. Porto fora da Champions. O assunto da semana. Para Portugal, poderia significar a possibilidade de 3 equipas na Champions (Sporting e Guimarães entrada directa; Benfica cabeça-de-série na pré-eliminatória). Assim como está, com Guimarães a poder apanhar Barcelona, Arsenal, Atlético Madrid ou Liverpool, é muito provável que só fiquemos com 2 equipas na fase de grupos. Mas quanto à polémica propriamente dita, julgo que não vai dar em nada. Em todo o caso, não deixa de ser preocupante que o Porto, não tendo recorrido da condenação sofrida, para todos os efeitos práticos, assumiu ter (tentado) corromper árbitros no campeonato, o que por si já é grave. Como tal, deveria arcar com as consequências. Não é boa imagem um clube corrupto poder participar nas provas uefeiras. Aquando do calciocaos foi um escândalo o Milan ter ido à taça Uefa, que agora ir o Porto à Champions, não vejo onde é que está a diferença. Eu se fosse portista ficaria irritado pelo Porto não ter recorrido. Assim, fica para sempre a mancha da corrupção.
5. Presidenciais norte-americanas. Está mais do que visto que vai ser Obama o candidato democrata. Ainda bem! Agora, é esperar até Agosto/Setembro, que é quando a corrida propriamente dita vai começar a carburar.
6. Teresa Portela. Jovem canoísta de Esposende, tenta este fim-de-semana em Milão o apuramento para os Jogos Olímpicos de Pequim. Seria fantástico que o conseguisse! Seria então, se não estou em erro, o 2º atleta do concelho a ir ao mais importante evento desportivo do Mundo. Por outro lado, seria o tirocínio, para os Jogos seguintes, em Londres, onde então, com 24/25 anos, a Teresa poderá tentar lograr grandes resultados! Natural de uma família de desportistas, gostaria de evocar a sua irmã Sílvia, minha colega no ciclo, também ela canoista, e durante muitos anos campeã na especialidade. Sempre pensei que a Sílvia fosse tentar os Jogos. Mas não sei o que se passou. A certa altura a sua carreira eclipsou-se, e terá largado a carreira cedo demais. Também por isso, porque a família Portela teve grandes resultados na canoagem, era merecido que uma representante sua fosse aos Jogos. A torcer então pela Teresa este fim-de-semana.
P.S: A Anabela parece ter regressado da sua jornada italiana. Bienvenu!
Ontem à noite em Braga, Gabriel deu show. Grandes músicas, grande banda e, sobretudo, um grande tratamento, como poucos, à língua portuguesa. Extraordinário!
Estreou ontem à noite a nova série de humor da RTP "Os Contemporâneos". Não é fácil numa era de gatomania fazer vingar outro programa de humor. Herman José foi trucidado com o seu "Hora H", e Luis Filipe Borges, autor do aclamado "A revolta dos pastéis de nata" passou despercebido com o seu projecto seguinte"Sempre em Pé". Mas sobre os Contemporâneos, cabe dizer, o 1º programa passou com distinção! Há muito material promissor, e o naipe de actores é do melhor que há. Vale a pena acompanhar com atenção os próximos programas, de uma série que, ou muito me engano, promete ser um sério caso de sucesso. Este skecth do Presidente de clube de futebol tá genial. Não fica nada atrás do melhor do melhor dos Gato.
Há 14 anos atrás o Mundo assistiu chocado ao brutal desaparecimento de Ayrton Senna. O ídolo das massas, o campeão dos campeões, morria em combate, por uma das maneiras mais estúpidas que existem em perder a vida, num acidente. No dia 1 de Maio de 1994, tinha eu 11 anos, recordo-me de assistir impávido e incrédulo ao embate violento de Senna contra um muro da pista de Imola, e aí ficar inanimado no seu Williams, sem qualquer sinal de vida. O fim de semana de pesadelo em Imola, como é possível esquecê-lo passados estes anos todos? Tudo começou nos treinos livres de sexta-feira, com o arrepiante acidente de Rubens Barrichello. No sábado, nos treinos de qualificação, a morte regressava às pistas da F1 com o trágico acidente que vitimou Roland Ratzenberger. Nessa altura, o ambiente era o pior, e as críticas à segurança dos monolugares começavam a ganhar uma inesperada amplitude. Senna começava a por em causa a sua participação na corrida. Mas os interesses em jogo eram muitos, Senna não tinha terminado qualquer corrida desde que a época se iniciara e, por outro lado, fazer a corrida talvez fosse a melhor homenagem que os corredores poderiam fazer a Ratzenberger. Infelizmente, aquela era uma corrida para acontecerem todos os horrores. E quando pensávamos não haver nada de mais trágico que ainda nos pudesse surpreender, eis que na corrida de Domingo, um brutal embate de Ayrton Senna numa curva gera momentos dramáticos por todo o Mundo. O nº 1 estava em apuros. Momentos de pânico seguiram-se com o estado inanimado de Senna. O tempo passava, e quanto mais passava, mais refreavam as esperanças de que pudesse estar tudo bem com o corredor brasileiro. Nada se conseguiu fazer nas horas que se seguiram, e perto do final da tarde anunciava-se a morte de Ayrton Senna. A Lenda desaparecia! A corrida de Imola fica tatuada nas nossas memórias de um modo dramático. A morte entrou-nos em casa, como nunca antes visto. Só muitos anos mais tarde é que pude passar por semelhante sensação com os ataques do 11 de Setembro. Mas até então, o fim de semana de Imola ficara gravado nas nossas memórias pelos piores motivos possíveis. Foi um luto que custou certamente muito a fazer, onde uma multidão imensa acompanhou o cortejo fúnebre de Senna, onde milhares de adeptos da modalidade se foram desligando a pouco e pouco da modalidade, perdendo o interesse, onde ainda hoje antigos corredores, responsáveis técnicos e, particularmente, fãs, se continuam a referir ao antigo campeoníssimo brasileiro, cujas façanhas e glórias desportivas continuam bem presentes. O luto deu lugar à saudade, e 14 anos depois, a Lenda continua bem viva! Recentemente, mergulhei no youtube em busca de vídeos sobre Senna e encontrei um em especial, que escolho como homenagem à memória do ídolo da F1. Trata-se de uma animação em 3D com os carros pilotados por Senna ao longo da sua carreira desportiva. Senna forever!
Pois é, existem dias em que uma pessoa tem de ser mesmo encarnada. Hoje é um desses dias. Há alguns anos que a ADE não chegava a umas meias-finais (a última foi mesmo da taça de Portugal), mas hoje faz-se novamente história e teremos uma deslocação (espero que em massa dos adeptos) ao estádio Adelino Ribeiro Torres em Barcelos, para assim ajudar a equipa a conquistar mais uma vitória e a carimbar o bilhete para a Final da Taça da Associação de Braga a disputar no Estádio D. Afonso Henriques.
Peguem nos cachecois, pequem nas bandeiras, peguem nos Chapéus e cantemos todos em unissono.
ESPOSENDE, ESPOSENDE, ESPOSENDE !!!!!!!!!!!!!!!!
P.S. - A redondinha começa a rolar as 16h e o Esposende tem como adversário a equipa do Vilaverdense.
Já vou na 5ª audição. Não é fácil entranhar o single. Não é tão óbvio como "Yellow" ou "In my place" que entraram facilmente no ouvido, mas parece-me melhorzito que "Square One". Nota-se que mantiveram a opção por (primeiro) single elaborado, iniciada com X&Y, que puxam por várias audições até nos rendermos, ou então detestarmos irreversivelmente. Em todo o caso, uma música a puxar para Oasis, Kaiser Chiefs, enfim, britpop ao melhor estilo que os Coldplay sabem executar como ninguém.
P.S: O youtube anda a retirar os vídeos todos. Estes foram postos há pouquíssimas horas, mas com paciência acabei por descobrir este. Se amanhã já não conseguirem ver, lamento. Em todo o caso, fica a letra.
VIOLET HILL
Was a long and dark December From the rooftops I remember There was snow, white snow Clearly I remember from the window They were watching while we froze Down below
When the future's architectured By a carnival of idiots on show You better lie low If you love me, won't you let me know
Was a long and dark December When the banks became cathedrals And the fog became God Priests clutched onto bibles I went out to fit their rifles And the cross was held aloft Bury me in honor/armor When I'm dead and hit the ground Legs are cold, unfolds And If you love me, won't you let me know
[Guitar solo]
I don't wanna be a soldier With a captain of some sinking ship With snow Far below So, if you love me, why'd you let me go
I took my love down to Violet Hill There we sat in snow All that time she was silent still So, if you love me, won't you let me know If you love me won't you let me know
Depois de Marisa Cruz e Soraia Chaves, Cláudia Vieira é outra das "namoradinhas" de Portugal a preparar estreia no grande ecrã! E, como não podia deixar de ser, vai dar a conhecer a Portugal inteiro o par de argumentos que levou a Triumph a escolhê-la como corpo de promoção. Check it out!
O PSD é realmente o partido mais português de Portugal, o maior partido do País! A corrida que se vê agora para tomar de assalto o lugar de Menezes revela o pior que há nestes tipos que fazem da política profissão. O que interessa é tomar o lugar. Estão-se marimbando para a falta de pensamento político, currículo ou vaga de apoios necessários, suponho, para se ser Presidente do maior partido da oposição e candidato a Primeiro-Ministro. Patinha Antão? Passos Coelhos? Santana Lopes? Por amor de Deus!...
É extraordinário como depois da copiosa derrota de 2004 o partido ainda esteja entregue a esta gente, e esta gente não desgruda do lugar. Não admira como o P.S. apesar de tudo, ainda se mantém confortavelmente instalado no primeiro lugar.
Neste momento já há 5 candidatos anunciados, mas fala-se que mais poderão avançar nos próximos dias. Agora com a comunicação social virada para o Partido, muitos não enjeitarão a oportunidade de marcarem posição para outros vôos (europeias, autárquicas, lugarzinho na lista de deputado, etc).
Até ao Congresso de Guimarães muita água vai passar por debaixo da ponte, mas se por um lado foi importante Menezes ter-se posto fora antes do descalabro, não deixa de ser preocupante ver como muita gente não se toca até agora, e insisti em não sair de cena. Quanto mais tarde aí tiverem, pior será para o Partido. E como já se começa a ver, apesar de Ferreira Leite ser a candidata do crédito, não é suficientemente federadora para pôr na ordem os "desalinhados". Só que Rio e Marcelo não estão para aí virados, daí o mal o menos. Aguardemos portanto. A este assunto voltarei em breve.
Na semana passada era o 2º lugar que só dependia de nós, há menos de um mês ainda estávamos em 3 frentes, há 40 dias éramos a única equipa em 4 frentes, realmente, este Sporting de semana para semana é sempre a descer.
Confesso que admiro como o Paulo Bento ainda consegue ir para as conferências de imprensa. Felizmente que o campeonato está mesmo a acabar e vem aí o "defeso" para animar a malta com os novos craques, as novas promessas, e assim esfregarmos as mãos de contentes "este ano é que vai ser!".
Ao meu terceiro concerto no Pav. Atlântico decidi experimentar as bancadas. Experiência traumatizante. Sempre ouvi dizer que o grande problema do Pav. Atlântico estava na acústica, que esta deixava muito a desejar, e muitos potenciais "bons" concertos perdiam por causa disso . Pessoalmente, no que toca aos concertos que assisti, sempre na plateia de pé, nunca tive por que me queixar. Mas ontem à noite, o som esteve de facto muito mau. Não sei se foi geral, se apenas da bancada, mas se por um lado é outro conforto assistir a um concerto descansadinho na bancada, não é menos verdade que não se saboreia convenientemente o concerto (por causa do som). Mas tirando esse pormenor, sobre o meu primeiro concerto ao vivo dos GNR, e da GNR, devo dizer que a experiência foi interessante, sem atingir o brilhantismo de um S&M por exemplo. Também não deve ser fácil num par de semanas tratar convenientemente dos arranjos de 15 músicas. Mas foi interessante. Esperava um Rui Reininho mais provocador, boémio, fazendo jus ao mito, mas a noite de ontem revelou-nos um Rui Reininho contido. Talvez fosse a presença maciça da outra GNR a impor respeito. Mas gostei muito da set. Um best-of claramente. E apesar de não saber o nome de muitas músicas, uma houve que fixei o nome quando Reininho a introduz, por ser a preferida do maestro da GNR, e quando a oiço, em particular quando chega ao refrão, não pude deixar de me emocionar porque lembro-me perfeitamente de ser uma música que na infância me tinha ficado marcada. Morte ao Sol assim se chama o tema. Os GNR fizeram de facto grandes hinos pop e são uma banda incontornável da história da música portuguesa. É interessante ver como tantos e tantos temas sobreviveram ao teste do tempo e hoje são inolvidáveis hinos. Pessoalmente, não posso deixar de gostar cada vez mais da Sexta-feira em Albufeira que é uma música - o.k que este não é o seu nome - verdadeiramente hit de Verão, ao bom estilo Beachs Boys. Popless e Asas foram os temas que mereceram bis, e Dunas teve grande entrada por parte da GNR. Mais pormenores é ver na RTP que anunciou transmitir proximamente o concerto. Recomendo vivamente. E outra review poderá ser feita então, pelo exegeta de excelência sobre a obra dos GNR, Felgueiras.
A emoção toma conta do sentimento, do pensamento, da alma, pra expressar seja o que for. Foi o jogo mais belo que assisti em toda a minha vida, em que estive lá no fundo, na fossa (a fazer recordar claramente outro momento importante da minha Vida, naquele mesmo estádio, em 14/08/2005), achando que estava tudo perdido e a questão a colocar era "quantos mais vamos sofrer". No segundo tempo, havia querer, vontade, esforço, dedicação, a devoção começava a reaparecer, mas a Glória teimava em não surgir...Até que veio o primeiro. De Yannick, aquele que eu tanto dizia mal na partida. Depois caímos em cima deles. Estávamos a entrar de novo no jogo. Virámo-nos para o rival e dissemos "We're back". E foi questão de minutos até vir o 2 igual. De seguida, só a vantagem no marcador para deitar abaixo o estádio. E essa veio, logo daquele que muitos adeptos gozaram e troçaram o ano todo, do velho que estava desacreditado, mas que eu vi a atitude para os colegas de equipa quando entrou, como estando a dizer "malta, não podemos acabar assim. Esta família não merece! Vamos lá reagir pô!". Logo nesse instante comecei a adivinhar o porquê de Paulo Bento ter lançado o velho Ninja 7 meses depois de ausência e logo num jogo destes! Mas o Ninja entrou bem, e foi o tónico decisivo para a reviravolta! Fez o golo merecido, no entanto ainda faltavam cerca de 15m para o fim da partida, e ao contrário de muitos adeptos que já gozavam, não achei que estivesse tudo terminado. Pois não. O Benfica empatou. No entanto, tal não foi tónico suficiente para eles. O Sporting voltou a cair em cima. E numa jogada individual do Yannick, em que achava que ia dar em disparate, eis que ele nos surpreende com um golo fantástico. 4-3, Meu Deus!! Meu Deus!! Já faltava pouco para acabar. Agora era sermos inteligentes. Guardar a bola. O Benfica poderia empatar novamente. Aproximaram-se da nossa área. Tremi. Estava com calafrios. Rematam, boa, chutámos a bola para longe! Bolas! A bola parou nos pés deles. Nova investida! Mas oh sorte, que foram pouco expeditos e perderam-se nesse ataque. Sporting guarda a bola, já só falta pouco, não vamos ser burros. E numa daquelas jogadas de antologia, cruzamento para o outro flanco, onde quase não havia ninguém para Vuk, o grande Simon Vukcevic, meu jogador preferido (a fazer lembrar a garra e talento do Balakov), aquele que por sorte conseguimos desviar do Porto, de primeira, a fazer um golo de antologia!!! Era muita emoção para um coração com 25 anos!!! Por muitos anos que viva, este jogo ficará para sempre guardado no meu coração. Novamente o Estádio José Alvalade XXI como palco dos acontecimentos da História da minha Vida :) TE AMO SPORTING pa-ra-ra-ra-ra-ra-ra TE AMO SPORTING pa-ra-ra-ra-ra-ra-ra TE AMO SPORTING
Começou por ser o «derby» das feridas, de todas as crises, um salve-se quem puder. Acabou por ser um dos mais fantásticos jogos entre Sporting e Benfica. Numa noite, as duas equipas fizeram os adeptos esquecer a amargura e ofereceram-lhes 90 minutos inesquecíveis. Os «leões» seguem para a final da Taça de Portugal. Merecem-no. Estiveram no fundo e subiram a pulso cada centímetro.
Os adeptos foram os primeiros a evitar que o «derby» fosse apenas uma deprimente comparação de dificuldades. No Benfica a surpresa da noite tratou de ser o primeiro a mostrar-se. Aos nove minutos, Dí Maria aproveitou uma falha de Adrien mas ao passar por Rui Patrício escolheu o caminho mais fácil. Caiu. O «penalty» não saiu, o cartão amarelo sim. Mas o lance era uma antecipação do que aí vinha.
Adrien estava perdido à frente dos centrais e isso foi exibido publicamente no lance do primeiro golo do Benfica. Rui Costa e Dí Maria anunciaram durante breves segundos o que ia passar-se. O «10» marcou.
O golo, como se esperava, aumentou a confiança do Benfica e sublinhou a fragilidade leonina. Dí Maria era agora acompanhado pelos «sprints» sem piedade de Rodriguez, mas o 2-0 seria ditado pelos mais velhos. Rui Costa respirou, percebeu Léo num movimento a caminho da linha e deu-lhe a bola. O resto foi simples. Cruzamento, cabeça de Nuno Gomes na pequena área. Fim? Ainda não, mas o Sporting precisava de reagir depressa. Paulo Bento acabou com o repouso de Izmailov e impediu que se prolongasse a agonia de Adrien.
De onde saiu este Sporting?!
A segunda parte trouxe um problema novo ao Sporting. Agora tinha intensidade e organização, o Benfica estava encostado lá atrás. Mas como fazer um golo? Os cruzamentos acabavam quase sempre em Luisão e Katsouranis, as tabelas à entrada da grande área nunca passavam por Petit. João Moutinho ia encontrando a solução aos 60 minutos, quando um remate espantoso encontrou a barra de Quim.
Chalana percebeu o sinal. A ganhar por 2-0, o Benfica estava a correr demasiados riscos por ter tão pouca bola. Sepsi rendeu Dí Maria. Os adeptos gritaram o nome do argentino com entusiasmo e fizeram bem. Mereceu-o. Mas naquela altura os «encarnados» necessitavam sobretudo de colocar gelo no jogo. Não se pode dizer que o tenham conseguido. Um minuto depois Vukcevic apareceu sobre a direita, deu a volta ao romeno e cruzou para o golo de Yannick. Faltavam 22 minutos, o «derby» estava emocionante.
O Sporting empolgava. Era uma torrente de futebol de ataque. Uma, duas, três oportunidades, Quim a salvar o Benfica do empate. Ninguém respirava. O melhor jogo do ano? Sim, sim, mil vezes sim!
Derlei era agora o companheiro de Liedson, sete meses depois. Yannick jogava nas costas de ambos. Izmailov estava em grande, João Moutinho parecia segurar sozinho o meio-campo e finalmente havia Vukcevic. «Até morrer!», gritavam os sportinguistas. E parecia. Insistência do capitão pela direita, cruzamento e Liedson de primeira para o 2-2!
O que faltava ao Sporting? Ganhar 3-2 com um golo de Derlei. Assim foi. Os «leões» viviam uma daquelas noites que os avós contarão daqui a uns anos aos netos. Cruzamento de Izmailov e entrada do «11» para a baliza. Festa? Cedo de mais. A bola chegou à grande área de Rui Patrício, sobrou para Rodriguez e 3-3. Não havia táctica, apenas alma. Não havia sinal de crise, apenas o desejo de heroísmo. Ninguém mandava no melhor jogo da temporada, o mais espantoso «derby» desde os 7-1 e 6-3. Era como se as duas equipas quisessem compensar os adeptos por tanta amargura. Corriam, corriam. Podiam tudo. Yannick Djaló pegou na bola, foi direito a Luisão. Tinha duas opções de passe. Claro que seguiu em frente. Claro que rematou. Claro que foi golo. 4-3. Claro que ainda houve mais um. 5-3, agora Vukcevic. O Sporting derrubou o Benfica naquele que começou por ser o «derby» das crises e terminou com uma das mais brilhantes páginas da história centenária dos dois clubes. Luís Sobral
Jardim quer esconder «bando de loucos» que é a oposição do PR
O presidente da Região Autónoma da Madeira, Alberto João Jardim, disse ontem concordar que não se realize uma sessão solene com os deputados na visita do Presidente da República, Cavaco Silva, à região autónoma, porque daria «uma péssima imagem da Madeira mostrar o bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa Regional».
Em declarações reproduzidas na edição desta segunda-feira do Jornal de Notícias, Jardim considera que «o fascista do PND, o padre Egdar (do PCP) e aqueles tipos do PS» iam dar «uma imagem péssima da Madeira e ia ter repercussões negativas no Turismo e na própria qualidade do Ambiente».
Falando, em tom de gracejo, à chegada a Palma de Maiorca, onde participou numa reunião der arquipélagos, o líder do PSD/Madeira disse ainda sentir vergonha dos seus opositores, ao mesmo tempo que garantia que «eu não apresento aquela gente a ninguém».
"Sou sócio do Benfica e estou a fazer a minha declaração de IRS. Como pago a quota de sócio todos os meses, devo colocar o Benfica como meu dependente?"
Resposta das Finanças: "Claro que não. Só pode colocar dependentes na Declaração de IRS quem ganhou alguma coisa em 2007. No seu caso, uma simples Declaração de Isento é o suficiente."
Ontem à noite fui assistir à ante-estreia do U2 3D. Concerto na América do Sul, 85min do melhor dos U2. Foi o terceiro passatempo que ganhei na U2Portugal, ahah.
Esmagadora, é a palavra que me ocorre para definir a experiência vivida. Ver a bateria do Larry por cima, e este a tocar deixou-me rendido, ia o filme no minuto 2, pra aí.
Edge em grande forma, Bono soberbo, Larry e Adam na postura de sempre, foram os U2 como os conhecemos, a melhor banda do mundo, consideração que saiu reforçada (mas precisava?) depois de prolongada ausência (de os ver e escutar).
Momentos altos por esta ordem: Sunday Bloody Sunday, Vertigo, Where the Streets Have no Name, Bullet the Blue Sky, Pride e One.
A sensação, bom a sensação foi a mesma de 14 de Agosto: concerto soube a rápido de mais, e transcendeu-me por completo.
Palavra final para a dedicatória que aparece nos créditos finais da banda aos fãs. Os U2 agradecem a lealdade e compromisso dos fãs, com particular atenção para a Vertigo Tour, que ajudaram a moldar a forma de eles serem. Fiquei com uma pontinha de comoção.
Este é um filme que vale bem a pena ver, e da minha parte acho que não me vou ficar por aqui. Este é dos tais que só no cinema. E enquanto tiver em exibição, é de aproveitar.
Os Muse vão actuar no Rock In Rio a 6 de Junho. A banda junta-se a Kaiser Chiefs, Orishas, Linkin Park e The Offspring no cartaz para esse dia.
O Rock In Rio já tinha fechado o cartaz mas após insistentes pedidos contratou mais um nome. O festival decorre a 30 e 31 de Maio e 1, 5 e 6 de Junho no Parque da Bela Vista.
Bem sei que disse que queria ir ver os Metallica, mas perante isto, vi-me forçado a requacionar as opções. Perder a minha 2ª banda preferida?? Naahhh....
«Nunca é Tarde Demais», uma comédia dramática, conta com as interpretações de Jack Nicholson e Morgan Freeman, ambos já premiados com Óscares, e Sean Hayes, também já galardoado com um Emmy.
O executivo multimilionário Edward Cole e o mecânico da classe operária Carter Chambers vivem em mundos diferentes, mas, numa reviravolta do destino, os seus universos cruzam-se num quarto de hospital e descobrem que têm duas coisas em comum: um desejo de gastar o tempo que lhes resta a fazer tudo aquilo que sempre desejaram e uma necessidade inconsciente de se aceitarem, tal como são. Juntos embarcam numa viagem única, tornando-se amigos e aprendendo a viver a vida no seu melhor, com sensatez e humor. Cada uma das aventuras elimina uma das alíneas da lista.
Ficha Técnica:
Título: «Nunca é Tarde Demais»
Título original: «The Bucket List»
Realização: Rob Reiner Elenco: Jack Nicholson, Morgan Freeman, Sean Hayes, Rob Morrow e Rowena King
Género: Comédia/Drama
País: EUA
Ano: 2007
Duração: 97 min.
Estreia já a partir de amanhã, numa sala de cinema perto de si!
"There's something about performing our songs in front of a large crowd which works and it's to do with the fact I think, that a lot of those people at those shows are there to celebrate not just their favourite band, or a favourite band of theirs, but part of their history, their life and the music they've grown up with, that has meant a lot to them, so in some ways, as much as we're getting applauded, I think people are also applauding themselves and their experiences in their life." Edge
No final do ano passado, num inquérito feito pelo http://www.atu2.com/ perguntava-se, entre outras coisas, qual era o músico mais importante dos U2, e qual era o membro cuja saída a banda se iria ressentir mais. Nas respostas dadas, os fãs responderam....The Edge. Não me surpreendeu.
Bono é o frontman, o capitão, o líder da banda, mas o número 10 da equipa, o tipo de jogador que vale cada cêntimo do bilhete, aquele que arranca jogadas inesquecíveis, é o Edge.
É um músico extraordinário, que quando tive oportunidade de o ver ao vivo, trocou de guitarra pra aí umas 18 vezes, sempre senhor do seu perfeccionismo, mas correspondendo muito bem aos desafios de Bono, e interagindo muito bem com o público. Estará o leitor a pensar "mas que raio interessa o pormenor das guitarras trocadas?". Se calhar nenhum, mas normalmente um bom guitarrista toca no máximo 5, 6 guitarras diferentes por concerto, e no caso do Edge foi pelo menos uma dezena. Pequeno grande pormenor que atesta a excelência do guitarrista, sempre a figurar nos top-10 ou top-20 de qualquer publicação da especialidade, que volta e meia se lembra de escolher os maiores guitarristas de todos os tempos.
Bono é a alma da banda, mas muito do que consegue deve-o a ter a seu lado um músico extraordinário como o Edge, que lhe assegura as costas, e continua com a mesma voz como lhe ouvimos em Red Rocks, por exemplo. Aliás, pergunta-se por que é que o Edge não canta mais. Já sentimos falta de uma Numb ou Van Diemen's Land.
Lembrei-me de trazer hoje o Edge à colação, porque lhe li a frase que inicia este post, proferida há pouco tempo, e que assume inteira verdade. E porque as pessoas estão a aplaudir as suas vidas, estão também a venerar aqueles que lhe dão banda-sonora aos momentos das suas vidas, e aí, é forçoso associarmos as linhas magistralmente tocadas pelo Edge. Um fenómeno!
Um actor italiano faz-se passar pelo Nicolas Cage e a malta do Real de Madrid cai que nem um patinho. É camisola com o nome estampado, cartão de sócio, visionamento do jogo na tribuna VIP. Muito bom!
Faz lembrar o outro processado por se ter passado por Mick Jagger e com isso ter conseguido companhia para o leito, ahah.
Ontem à noite assisti a uma cena deveras lamentável. Um carro parado num triângulo, uma mulher exaltada a discutir com um homem, e outra senhora dentro do carro. Às tantas o homem manda uma bofetada à senhora, que não se fica, e tenta responder. A tudo isto, a assistir uma miúda de 10, 12 anos. Não tardou muito para se perceber do que se tratava. A mulher que levou a bofetada era a esposa ou companheira do sujeito, sendo a outra mulher do carro a amante deste. Gritos de "vaca" para aqui, "puta" para acolá, "vou contar tudo ao teu marido" e outras pérolas que tal, eis que o homem mete-se no carro, e quando menos se espera, a senhora abre a porta do pendura, e começa a mandar bofetadas de meia-noite pra amante. O senhor sai do carro exaltadíssimo, preparado para encher de pancada a companheira, a miúda começa a chorar aos berros, e eis que alguns transeuntes entram em acção para evitar consequências maiores. Da polícia, nem sinal. E estávamos no Largo do Chiado, zona por norma com vigilância. Mas aquela hora não era a deles. Depois de alguns minutos em suspenso, o homem e amante foram embora, enquanto a companheira continuava aos berros e a dizer que isto não ia ficar assim. Fiquei com pena da miúda, que ficou a assistir a tudo isto, e por certo tão cedo ou nunca se esquecerá do que aconteceu e estará para acontecer, uma vez que depois dos incidentes de ontem, a estória não acaba aqui.
Logo a noite o último representante Português nas Competições Europeias entra em campo. O Sporting tem a seu favor trazer um golo marcado no campo adversário e tem também o factor casa (apesar de muitas vezes este não funcionar, como na final da Uefa em 2005).
Hoje o Levezinho (Liedson) volta à frente de ataque. Eu sinceramente espero que o Liedson hoje não seja levezinho, mas seja Garfunkel.
Assim teremos a dupla Simon and Garfunkel (Simon Vukcevic e Liedson).
Faço parte de uma geração que, arrastada pelos pais, fazia das noites da Eurovisão um acontecimento bem importante, como se de uma final de um Europeu ou Jogos Olímpicos se tratasse. Era um momento de convívio e celebração familiares.
Porém, com o passar dos anos, tornou-se incontornável o declínio do Festival, a começar pela adopção do inglês como língua oficial de 2/3 dos concorrentes, até à insistente aposta num tipo de sonoridade que, dizem, é "festivaleira", certo, mas que de tão repetida e pouco original se encontra, que pouco a pouco só os revivalistas continuaram a ligar ao Festival, que ainda hoje é promovido como se da última novidade se tratasse, mas quem anda no meio musical com vontade de singrar já nada ou pouco ligar...
E o extraordinário é que de tão miseráveis que são as representações lusas, que não há ainda ninguém que consiga apresentar uma canção que devolva alguma dignidade ao cancionismo luso. Pelo contrário, assiste-se a "mais do mesmo", sem rasgos ou criatividades que nos ponham a pensar "este/a vai longe". Quando ouvi a Lúcia Moniz não tive dúvidas.
Adiante. Ontem à noite, ao contrário do que seria de esperar, estive por uns bons minutos preso ao pequeno ecrã a assisitir a mais uma edição do Festival. O motivo era a presença de um concorrente da terra, colega de aventuras musicais em idos tempos, e que parece querer fazer da música modo de vida. Nada a apontar. O Carluz Belo não me enche as medidas como cantor, onde são nítidas as suas limitações, no entanto, sempre lhe reconheci boas qualidades como produtor, "metier" em que tem jeito e vontade de aprendizagem. Pelos vistos veio cá para Lisboa para se cultivar nessa área, e parece-me uma aposta acertada. Já cultivar o ofício de cantor é que coloco mais reservas. Se os Gato Fedorento, representam as suas "estórias" porque não nenhum actor aceitaria ser pago para tal, e são os primeiros a dizer que são maus actores, já Carluz Belo vir cantar as suas próprias canções, não tem porque a aplicação do princípio ser igual. Há canções dele com valor, e há muito bom cantor/a por aí fora que não se importaria de interpretá-las. Será uma jogada mais inteligente.
Da experiência "banda de garagem", pude acompanhar algum do repertório do Carluz. Inclusivé, este "Cavaleiro da Manhã". Confesso que já não me recordava da música. O Felgueiras sim. Bastou os primeiros acordes para me lembrar, e lamentar ter sido essa a escolha. Havia músicas bem melhores que essa. Penso, por exemplo, em "Somos a diferença!" que tocámos em Ílhavo e que porventura teria encaixado melhor na noite de ontem.
Foi outra a escolha, e sobre a actuação, devo dizer que no panorama geral (bastante desolador), o Carluz não se saiu mal, apesar de se notarem as limitações vocais, o guarda-roupa um tanto ou quanto floribelístico, e a chamada "presença em palco" também não foi a melhor. Ainda houve uma tentativa de dueto com a bailarina, mas às tantas o Carluz terá pensado "é melhor não me esticar muito". Foi pena. Poderia ter treinado essa parte, que daria outro movimento à interpretação da música, ao invés do plano "à manoel de oliveira" que suscitou a representação.
Mas pronto. Há que dizer que foi bastante meritório da sua parte ter ido ao "Festival" ainda com tão pouca idade e experiência. É bem provável que o Carluz ainda volte mais vezes como produtor, mas como cantor é melhor não. Mas pensando no que foram os outros concorrentes, devo dizer, em abono da verdade, que uma segunda chance não ficou queimada....
Quanto a prognósticos de Portugal na Eurovisão, será mais do mesmo. A ver pela Televisão. Nós, e a concorrente....
Hoje é dia de derby, um grande derby por sinal. Duas das equipas que mais rivalidade têm no nosso Portugal. Comparado com este derby o jogo da 2ª circular de logo a noite parece um jogo de meninas. Falo claro está do Derby que oporá a equipa de Esposende à equipa de Fão. Esse sim será o derby deste Domingo. E vamos todos a bola!!!
Já preparei a bandeira, o cachecol e o chápeu, hoje teremos um domingo à antiga portuguesa. Ou não...