Bem, lá vamos nós (re)começar com o uma espécie...Agora é que vai ser! Mas uma espécie de quê? Nem eu sei, mas parece que é uma espécie de porra nenhuma...Um blog onde nada fica por dizer!
quinta-feira, setembro 20, 2007
Baú de Sigmund Freud
o surrealismo é uma maneira de não explicar nada
entre a prece e a charada
há-de haver uma outra estrada
que eu ainda hei-de
percorrer
(isto disse o doutor Freud )
Não nego que olhar pra dentro
não digo que olhar pró ego
não desmanche o fingimento
não faça ver quem é cego
Mas que trabalho, que canseira (não há maneira)
nos salões do inconsciente
há baús de tantas cores
tanto pó por sobre as dores
tanto dos nossos insides
que nos sai desnaturado
Eu sei, eu sei, Freud explica
o b-a-bá do baú
mas
se eu fosse a, ti Segismundo
não teria vindo ao mundo
pra nos fazer vir a nós
que quem quiser vir a si
vai ter que abrir o baú
Outro dia levantei-me tão bem disposto
até o espelho sorria ao olhar para o meu rosto
deitei-me logo outra vez
há que ser poupado e parco
pra não lhe perder o gosto
pra não afundar o barco
Tanta cobrança afectiva
vinda a boiar do passado
fica um sujeito á deriva
sem saber do que é culpado
Mas que trabalho, que canseira...etc
Eu sei, eu sei, Freud explica...etc
O cobarde é uma pessoa que foge pra trás
o herói é uma pessoa que foge prá frente
em maior ou menor grau
todos nós fugimos ao
medo que faz o cobarde
medo que faz o valente
O certo é que quando te olhas
te entregas à introspecção
nem que seja a saca-rolhas
(passa o vulgar da expressão)
Mas que trabalho, que canseira...etc
Eu sei, eu sei, Freud explica...etc"
Sérgio Godinho
quarta-feira, setembro 19, 2007
Porque me apetece…
Porque me apetece…
Porque me apetece escrever sem estrutura;
Porque me apetece falar de ti;
Porque me apetece acabar com a lógica matemática,
Mostrar que 1 + 1 (eu e tu) podem ser um em vez de dois;
Porque me apetece ver o “sol” nos teus olhos,
Vê-lo “nascer” num sorriso teu;
Porque me apetece pensar em ti;
Porque me fazes falta;
Porque estou a escrever para dizer que te adoro;
Porque quero o teu mundo perto do meu;
Porque nunca te esquecerei, nunca te abandonarei,
Nunca te vou deixar de apoiar;
Porque há pessoas únicas, porque há dias em que nos sentimos assim;
Porque quero partilhar contigo as derrotas;
Porque quero partilhar contigo as vitórias;
Porque quero ser o teu apoio;
Porque quero partilhar contigo as promessas e desejos que fazemos do berço até ao túmulo;
Porque não te quero ver partir;
Porque não te quero ver chorar;
Porque te quero alegre como és;
Porque bate a saudade e não me coíbo em palavras;
Porque não me apetece rever o que escrevi;
Porque tu já sabes, mas todos precisam de saber;
Porque tudo isto parece piroso e lamechas;
Mas porque isto é Amor.
domingo, setembro 16, 2007
Colin McRae 1968-2007
Foi com grande incredulidade que ontem à noite, enquanto passava em revista as notícias de Portugal e do Mundo, tomei conhecimento do trágico desaparecimento de Colin McRae.Por força do meu avô, desde pequeno que tenho fascínio particular pelos Rallies, e aprendi a vibrar e admirar os grandes corredores, como muitos da minha geração o faziam relativamente ao Senna, ou ao Prost. Nunca fui de ficar colado por causa da F1. Mas o Rally era diferente.
E lembro-me muito bem de Colin McRae. Numa época de domínio avassalador dos finlandeses e Carlos Sainz, a determinada altura um jovem piloto escocês intromete-se na luta, piloto de uma condução avassaladora, arriscada, e emotiva quanto baste. Depois, pilotava um carro que se destacava por uma cor azul bem vincada, mas bonita, com um amarelo a pontuar. Toda a gente falava dos Subaru.
Colin McRae morreu cedo demais, e o desporto motorizado fica mais pobre. Fica no entanto, no dia de hoje, a bonita dedicatória do campeoníssimo Valentino Rossi a Colin McRae da sua vitória no grande prémio de motociclismo no Estoril, umas das mais emocionantes do ano. Obrigado Colin!
sábado, setembro 15, 2007
Bravos Lobos!
Mas não é todos os dias que se joga contra a Nova Zelândia, e sabendo à partida que para este Mundial qualquer adversário é melhor do que nós, antes perder com os melhores de todos. Por outro lado, ver os jogadores da Nova Zelândia jogarem é um regalo. Fortes, poderosos, e rápidos que nem foguetes, construiram jogadas pra "ensaios" com um à vontade impressionante, próprio de quem é bom e sabe que é bom.
Portugal bateu-se com dignidade, e foi fantástico quando fizémos os 3 primeiros pontos. Já não íamos a 0. Depois, na 2ª parte, com muito sangue, suor e lágrimas, conseguimos converter um ensaio, e aí foi bonito ver a enorme festa que ia no estádio.
A Nova Zelândia não humilhou, mas também não deu borlas. Tivémos uma ou outra situação perto de converter novo ensaio, mas os All-Blacks não facilitaram.
Infelizmente perdemos por 3 dígitos, mas isso foi o menos, porque o facto de termos pontuado várias vezes foi algo que poucos vaticinavam, e muitos não acreditavam.
No final da partida, jogadores a trocarem cumprimentos, sorrisos, e algo que não conhecia no râguebi, e que o faz uma modalidade à parte. Os jogadores portugueses fazem um corredor, e os jogadores da Nova Zelândia passam por ele, sob fortes aplausos. De seguida, é a vez dos All-Blacks fazerem um corredor, e aplaudirem não com menos veemência os Lobos, à medida que estes iam passando.
De facto, o futebol tem muito que aprender. Aqui não há simulações, todos têm que suar, fair-play não é letra morta, e o espírito de camaradagem é uma constante.
A selecção portuguesa é indiscutivelmente a coqueluche do campeonato. Estão a tirar grande prazer nos jogos, não viram cara à luta, e lá vão conseguindo pontuar. Depois, não menos importante, não têm tiques de vedetismo e cantam o hino que arrepia: Orgulho ser Portugês, é o que nos gritam. Por isso é que conquistaram toda a gente, e vão ter certa e merecidamente calorosa recepção no regresso do Mundial (até aposto que do tipo que a Selecção de Futebol teve depois do Mundial). E merecem-no.
Oh, quanto não dava para estar hoje a assisitr a este encontro.
sexta-feira, setembro 14, 2007
Violência Desportiva
A selecção de Futebol, 'brindou-nos' com duas exibições de péssima qualidade a nível técnico e a nível táctico. A nível técnico, ainda se dá um desconto, as equipas podem não jogar bem, mas têm de fazer aquilo que lhes compete que é ganhar, no entanto quando o nível táctico falha aparece o problema com que a selecção se deparou; perder 4 pontos em dois jogos...
Vergonhoso, porque não há melhor adjectivo para classificar o final do jogo contra a Sérvia, aqueles actos de violência por parte do nosso seleccionador. A agressão, que a mim não parece ficar apenas pela tentativa, fica muito mal ao seleccionador, que deve ter a plena consciência que está a representar um país, apesar de não ser o dele. Provavelmente está-se nas tintas para o que venha a acontecer, mas a imagem da nossa selecção ficou novamente manchada por actos de violência; tal como a presença da selecção de Rugby, onde um jogador alegadamente agrediu um jogador da selecção escocesa, e tal como o Scolari, também ele não é português de 'gema' como se costuma dizer...
Será que estamos a ser invadidos pelo espírito da padeira de Aljubarrota e começar a bater em toda a gente que do lado oposto? Fica a dúvida, mas que isto parece os velhos tempos das nossas selecções lá isso parece!!!
terça-feira, setembro 11, 2007
segunda-feira, setembro 10, 2007
domingo, setembro 09, 2007
Rugby
A selecção gladiou-se bem, com garra... Mas fica aqui um pequeno comentário, para a "alma" que aqueles jogadores tiveram a cantar o nosso hino! Foi de arrepiar ver aqueles jogadores a cantar o nosso hino a plenos pulmões e ver alguns deles a chorar perante a emoção de estar ali e da importância que isso tinha para a modalidade em Portugal. Os meus aplausos!!!
Para os jogadores da selecção nacional de futebol, fica uma achega: "Que tal aprenderem o hino com os jogadores de Rugby?".
sábado, setembro 08, 2007
Nessum Dorma
quinta-feira, setembro 06, 2007
Luciano Pavarotti 1935-2007

quarta-feira, setembro 05, 2007
sexta-feira, agosto 31, 2007
Ah fadista!
Pela primeira vez, Mariza (e creio mesmo que um artista português) foi nomeada para os Grammy, os Óscares da música.A pouco e pouco a fadista vai marcando passo forte na sua carreira, sobretudo na vertente internacional, e é já um caso bastante sério para atingir um protagonismo à imagem (e alguma semelhança) da grande Amália Rodrigues. Que dia 8 de Novembro tragas a taça Mariza!
Evocação

Fiquei grudado na Madeira, e com vontade de lá voltar. Hoje que reparo que já lá vai uma década, pelo que é altura de aproveitar as connections que se foram fazendo na faculdade, e procurar cravar nova ida à pérola do Atlântico.
Esta viagem fica indissociavelmente ligada ao falecimento da Princesa Diana. Primeiro, porque no dia em que faleceu parti para o Funchal. Depois, no dia em que foi enterrada era o penúltimo dia da estadia. Por isso, no meio deste enjoo todo que é a evocação escalpelizada até ao tutano do desaparecimento da Lady Di, resta a consolação de ocupar o pensamento com coisas mais agradáveis, como é o caso da lembrança dos grandes 7 dias passados na coutada do Tio Alberto. E que rico trabalho ele fez por lá, senhoras e senhores!
quinta-feira, agosto 30, 2007
Adrenalina...
Ainda não é desta (será?)
Que olharemos com mais confiança quando se tratar de atacar a Champions. Mais uma vez a sorte não foi amiga, irmã ou madrinha, e calhou-nos um grupo complicado. Man Utd, Roma e Dinamo Kiev são equipas com presença mais ou menos regular nos últimos anos na Champions, e adversários temíveis. Paulo Bento já nos habituou a ser um general sem-medo, e se há coisa que Liedson, Miguel Veloso, Romagnoli e companhia desejam, são mesmo estes palcos para mostrarem a sua mais-valia além Portugal, e quiçá despertarem o interesse de algum clube que lhes proporcione os contratos das suas vidas. É mais por isso que sinto que os nossos jogadores jogarão sem medo. Mas que não será fácil, lá isso não será.No entanto, a calhar num grupo de morte, ao menos que fosse este. Primeiro, pelo valor sentimental que representará a ida de Cristiano Ronaldo e Nani a Alvalade. Espero que dêem uma boa bofetada a Figo. Nani, se marcares, nada de mortais. Depois, porque a Roma foi sempre um clube pelo qual nutro grande simpatia, possuindo mesmo uma camisola sua comprada algures a uns marroquinos em Roma. Grande cidade. E jogar no Olímpico de Roma deve ser qualquer coisa...
E pronto..
Pepe foi oficialmente convocado para a selecção. Segundo Scolari, tal chamada deve-se ao facto de a nossa defesa não ser forte em centrais velozes e cabeceadores. Aceita-se. Acrescentaria que somos ainda menos fortes em homens-golos. Liedson à selecção já! Gilberto Madail que comece a tratar dos papéis.Aquando do chama-não chama Deco à selecção, não coloquei grandes entraves a essa possibilidade. Deco fez-se jogador em Portugal, o seu amor pelo País era indiscutível, e se tinha grande vontade em representar a nossa selecção, por que não? No entanto, reconheço que ao admitir-se esta excepção, estaria aberta uma caixa de pandora. Que limites, que critérios a balizar as convocatórias da selecção?? Hoje, confesso, estou preocupado. Pepe é excelente jogador, será sem dúvida uma mais-valia. Mas de bons centrais não reza a história de Portugal nos campeonatos de futebol??
É um assunto delicado. Hoje triunfamos grandes vitórias protagonizadas por não naturais do País. Nélson Évora, Naide Gomes, Francis Obikwelu. Por quê aceitar uns casos, e no de Pepe ficarmos indignados? Hipocrisia, não? Não é fácil, de facto. Mas, tirando o caso de Obikwelu (um paradigma na conduta desportiva), todos os outros casos são de atletas que radicam no país há larguíssimos anos, ao contrário dos futebolistas que páram onde surjam as melhores oportunidades financeiras. E o problema dos futebolistas é que a selecção é a maior montra de valorização. E isso perverte aquilo que deveria ser a genuinidade e dedicação na representação das cores verde-rubra. Obikwelu já era atleta de craveira antes de representar a selecção. Nélson Évora e Naide Gomes poderiam representar outros países, que na mesma obteriam grandes resultados (porque treinam em Portugal). Agora, Kurany, Pepe e Eduardo da Silva, seriam contabilisticamente (e quiçá desportivamente) os mesmos se não representassem outra selecção, visto nunca chegarem a actuar pelo Brasil?? Não é fácil este dossier...
quarta-feira, agosto 29, 2007
Exemplar!

Ontem, numa atitude inédita, os jogadores do Liverpool entraram em campo ao som do hino do Everton (clube rival) antes do jogo com o Toulosse para o apuramento para a Champions. Tal iniciativa visou homenagear Rhys Jones, de 11 anos, grande adepto do Everton, e que recentemente foi assassinado por um indivíduo encapuzado.
Foi um gesto muito bonito, e se de Inglaterra veio o hooliganismo, não é menos verdade, que é a pátria do fair-play.
Será que se sucedesse tragédia semelhante em Portugal, o Sporting entraria em campo ao som de "Ser Benfiquista", ou o Benfica ao som da "Marcha do Sporting", ou então no Porto, o FCPorto entraria ao som do hino do Boavista, ou o Boavista ao som do hino do FCPorto? É bem capaz de não...
