eXTReMe Tracker
Mostrar mensagens com a etiqueta Indecisão 2009. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Indecisão 2009. Mostrar todas as mensagens

sábado, outubro 17, 2009

Eleições - quem ganhou, quem perdeu

As eleições autárquicas do Domingo passado no Distrito de Braga trouxeram indicadores muito interessantes: com a vitória em Barcelos, a par das de Braga e Guimarães, o PS detém as câmaras mais importantes do Distrito. O PSD tem assim em Esposende a sua câmara mais representativa no Distrito, sendo a sua principal referência nos próximos 4 anos. Pode ser que, finalmente, o PSD Esposende veja a seu posição devidamente reconhecida, e tenha uma palavra a dizer na composição das listas para as legislativas daqui a 4 anos. Porque os últimos 14 anos só levam a concluir que o PSD Esposende não sabe negociar.
Relativamente aos resultados autárquicos em Esposende, seguem-se umas breves notas:
PSD - João Cepa ganhou sem problemas, tendo aliás tido o seu melhor resultado desde que é candidato. Venceu com uma maioria inequívoca, com quase 60% dos votos, recuperou o 5º vereador perdido há 4 anos, e ganhou a Junta das Marinhas. Melhor era impossível! Apenas perdeu a Junta de Fão, mas aí pouco poderia fazer, já que o seu candidato (presidente em funções), segundo consta não goza de grande apreço pessoal naquela freguesia.
Afinal nem a mudança de toda a equipa da vereação, nem a falta de abertura à JSD Esposendee aos jovens nas listas, tiveram quaisquer implicações na campanha e depois na votação, com eventual passagem de votos para o CDS (que até acabou por baixar um pouco a votação) ou não recuperação do 5º vereador, que tinha aqui indiciado como o mais provável.
Há que reconhecer o mérito de João Cepa e da obra e boa campanha feitas, e reconhecer também que o PSD em Esposende é cada vez mais sinónimo de João Cepa. É um bom Presidente, com importantes obras estruturais concretizadas, que a todo o Concelho agradam, e consegue cativar. Depois, o PS não tem conseguido apresentar um candidato mais fresco e carismático, e o CDS como tem eleitorado comum com o PSD sai prejudicado quando é hora de optar entre um e outro.
Agora que as principais obras estruturais do Concelho estão bem encaminhadas, julgo que o grande desafio de João Cepa para os próximos 4 anos residirá no capital humano, no combate aos fenómenos de exclusão social que surjam (porque os tempos não estão fáceis), bem como em tornar Esposende um pólo de fixação para os jovens (dinamizar os cluster actuais - Turismo, Ambiente- e tentar captar novos clusters, como por exemplo as Energias Renováveis).
PS - o grande derrotado da noite. Perdeu milhares de votos, perdeu o 2º vereador, perdeu a Junta de Marinhas e quase perdia a Junta de Esposende. Ganhou a Junta de Fão é verdade, mas isso não impediu que a sua noite eleitoral fosse um desastre.
João Nunes foi um candidato esforçado, mas a sua falta de carisma foi um grande óbice. Confrontado com a juventude de João Cepa e frescura de Hersília Brás Marques, o candidato do PS surgia sempre como alguém com imagem pesada, não criando empatia com o eleitorado.
Já aqui referi em tempos: o PS só se safa em Esposende se arranjar um candidato novo, boa imagem, e que entre na corrida para daqui a 8 anos. Olha-se para o PS em Esposende e as figuras de referência são as mesmas de há 10 anos atrás. Dá ideia que o partido não consegue rejuvenescer.
Daqui por 4 anos, José Felgueiras já terá 16 anos de presidência da Junta, se Losa Esteves candidatar-se a Marinhas será mais do mesmo, e João Nunes candidato à câmara não se repetirá, depois da derrota pesada. Tem assim o PS um grande desafio pela frente, em encontrar esse novos rostos.
CDS - teve um resultado relativamente bom. Consolidou o vereador ganho há 4 anos é certo, mas não afasta o certo sentimento de desilusão, já que apostara bem forte nestas eleições, mas baixou a sua votação em 1 milhar de votos, viu o PSD ter um resultado fantástico, e também não conseguiu aproximar-se do PS, que se mantém confortavelmente como a 2ª força política.
Teve um bom resultado na Junta de Freguesia de Apúlia é verdade, mas de resto não há dados de relevo a registar já que não se candidatou em quase todas as outras Juntas. Assim, a expressão política do CDS em Esposende reconduz-se à câmara e a 3 deputados municipais. Não chega, para quem quer ter mais força no Concelho.
CDU - manteve o seu deputado municipal, que era o principal objectivo. No demais teve um resultado inexpressivo para a Câmara, o que não é novidade nenhuma. É bom para o Concelho esta representação partidária diversificada na Assembleia Municipal. Só por isso torcia para essa vitória da CDU, e fico contente.
BE - foi a estreia nestas andanças. Um resultado fraquito, ao nível da CDU. Se trabalhar bem a implantação no Concelho poderá ultrapassar a CDU daqui por 4 anos, que é o seu primeiro desafio. No entanto, julgo que nos próximos anos o BE não poderá ambicionar a mais no Concelho do que a 1 representação sua na Assembleia Municipal.

sexta-feira, outubro 09, 2009

Fim de campanha

Termina hoje a campanha eleitoral para as Autárquicas 2009.
À distância de Esposende ficou mais complicado acompanhar in loco as incidências. Mas isso não impediu de tomar pulsação ao que se ia passando pelo Concelho, e registar o mais e o menos da campanha.
Ponto negativo foi sem dúvida a ausência de debates entre os principais candidatos. Um erro grave, e que já não se usa nos dias de hoje. Por muito que haja candidatos não se suportem pessoalmente (e é tão fácil encontrar casos desses em Lisboa, Porto ou Sintra), tal não impede que estes aceitem e participem em debates com os seus adversários, para esgrimir ideias e mostrar porque merecem ser eleitos. Infelizmente, os candidatos em Esposende não deram esse exemplo.
Ponto positivo foi a qualidade dos cartazes dos 3 principais candidatos. Cartazes elegíveis, com bom fundo, mensagem simples. Nada de extravagâncias como se viu em muitos sítios do País. Aí Esposende deu o exemplo! Ainda sobre os cartazes, cabe dizer que os do BE não lembram a ninguém. Mal se vê a cara da candidata.
Relativamente às eleições do Domingo próximo, os desafios que se colocam a cada um dos Partidos são os seguintes:

PSD - Para João Cepa a vitória passa por manter a maioria, manter as Juntas ganhas há 4 anos, e ganhar a Junta das Marinhas.
Já aqui o referi várias vezes: João Cepa tem obra feita para ganhar mais 4 anos. Quanto a ganhar 1 vereador acho muito complicado.
Fica a nota de curiosidade de se saber até que ponto a mudança de toda a equipa da vereação prejudicará ou não João Cepa. Nomeadamente, será que os descontentes do PSD irão transferir os seus votos para o CDS? Por outro lado, o descontentamento da JSD pela exclusão dos seus membros da lista poderá surtir algum efeito desmobilizador.

PS - Para João Nunes, um bom resultado passa por manter os 2 vereadores eleitos há 4 anos, reforçando a votação; manter as 2 Juntas de Freguesia em Esposende e Marinhas, e conquistar uma 3ª Junta (pelo menos) ao PSD.

CDS - Para o CDS um extraordinário resultado assenta na conquista de um 2º vereador e passar a 2ª força política em Esposende. Há o risco de alguns descontentes do PSD transferirem os seus votos para o CDS, como aconteceu nas últimas legislativas, o que poderá mudar a relação de forças entre os 3 principais partidos em Esposende.

CDU - Manter o deputado eleito para a Assembleia Municipal é desafio da CDU. O candidato à câmara é pouco visível, e não passa boa mensagem. Nesse aspecto, Manuel Ribeiro só houve um, aquele e mais nenhum.
Pessoalmente, gostava que Manuel Carvoeiro continuasse como deputado na AM, uma vez que acho importante para o debate político em Esposende haver várias sensibilidades representadas, e que ainda que só saibam falar mal e mal, às vezes costumam acertar, e isso é bom para o debate.

BE - a grande incógnita. Um partido que não tem expressão autárquica, mas que por força dos últimos resultados de legislativas e europeias promete algumas boas surpresas em autarquias do País.
Quanto a Esposende, o melhor resultado era eleger alguém para a Assembleia Municipal. Vai ser difícil, até porque a candidatura surgiu há pouco tempo.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Onda laranjinha

No relato fotográfico sobre a onda laranja que invade o Concelho nestas alturas, não deixa de ser curioso observar, nesta foto, a composição da assistência nas primeiras filas. Aí estão eleitores que farão toda a diferença já este domingo!
Agora falando sério, quando se trata de publicitar, promover uma onda de apoio público, para mostrar a dinâmica de vitória existente e quiçá cativar ainda mais eleitores, não há necessidade de encher a moldura humana com figurantes que ainda não têm idade para votar. Porque soa a ridículo.

PSD Esposende - o inimigo público nº 1

Para o PSD a principal batalha nestas autárquicas é recuperar a presidência da Junta de Freguesia das Marinhas. Porventura até mais do que recuperar o vereador perdido nas últimas eleições, algo que se afigura mais complicado. Prova disso, as sucessivas acções de campanha que têm vindo a ser feitas na freguesia durante a campanha eleitoral.
O último ano foi pródigo na troca de acusações mútuas entre João Cepa e Losa Esteves, o qual se revelou particularmente hábil em provocar e enervar o edil da nossa autarquia.
O cartaz de Losa Esteves sobre as promessas que João Cepa não cumpriu para o Concelho foi paradigmático do verniz estalado entre ambos.
Agora o PSD aposta com toda a força em retirar a presidência da Junta das mãos de Losa Esteves. Será, sem dúvida, um dos pontos altíssimos da noite eleitoral do próximo Domingo no nosso Concelho.

Só agora?

Para quem ainda não reparou, foi actualizado o link relativo ao candidato João Cepa na secção Indecisão 2009.
Finalmente o site de apoio oficial a João Cepa conheceu a luz do dia. Nele poderá ser encontrado o programa eleitoral, bem como os candidatos à Câmara, Assembleia Municipal e Juntas.
Pena é que o site surja só agora, a menos de 1 semana das eleições. Há já algum tempo que os cartazes do PSD estão espalhados nas ruas, e não se vislumbra neles qualquer referência ao site.
Na passada sexta-feira quando me dirigi à sede de campanha do PSD em busca do programa eleitoral e elenco dos candidatos, informaram-me que tais documentos só estariam disponíveis daí a dias. Mas, para não ir de mãos a abanar, deram-me o folheto relativo à candidatura de José Magalhães à Junta de Esposende.
Portanto, já dentro do período oficial de campanha eleitoral, não havia o livrinho ou folheto com o programa eleitoral e candidatos por distribuir, nem o site oficial estava operacional. Nisso aí o PS esteve bem melhor. Quanto ao PSD, a conclusão que se retira é que o marketing da campanha falhou porque não teve, pelos vistos, tudo preparado a tempo e horas.

terça-feira, outubro 06, 2009

Aposta forte

O CDS é hoje um partido com modesta expressão autárquica a nível nacional, tirando aquela que lhe advem das coligações com o PSD. Se no passado possuía a liderança de dezenas de autarquias, hoje tem na Vila de Ponte de Lima o seu último bastião.
No entanto é em Esposende que têm surgido alguns dos melhores resultados eleitorais a nível nacional do Partido, tendo o Concelho sido aliás apontado como exemplo das poucas vitórias nas últimas autárquicas, através da recuperação do vereador perdido.
Nas legislativas deste ano, nomeadamente no combate eleitoral pelo distrito de Braga, o CDS voltou a apostar forte, com a presença assídua de Telmo Correia no Concelho.
Agora que a luta é outra, o CDS não deixa de aproveitar o capital de confiança que o extraordinário resultado das legislativas lhe trouxe e de que os 15% em Esposende foram um bom tónico.
Nuno Melo e Telmo Correia, braços-direitos de Paulo Portas, têm aparecido em importantes manifestações de apoio à candidata Hersília Brás Marques. Nesse aspecto, a candidatura do CDS em Esposende tem contado com a presença de pesos-pesados do Partido, ao contrário do que sucede com as candidaturas rivais de PSD e PS. Mas também Esposende é dos poucos redutos onde o CDS pode fazer um brilharete, daí a forte aposta.
Neste sábado último, houve um jantar de apoio a Hersília Brás Marques, que segundo consta contou com a presença de 950 apoiantes.
Independentemente do número de apoio, destaca-se a presença de José Paulo Carvalho, o vereador eleito nas últimas eleições e que entretanto se desvinculou do Partido. Recorde-se que este Verão José Paulo Carvalho protagonizou uma troca de palavras algo azeda com Berta Viana. Mas os superiores interesses do Partido, pelos vistos, falaram mais alto, e José Paulo Carvalho não se coibiu de manifestar o seu apoio de forma pública.
Um bom exemplo que se aplaude. O CDS foi sempre caracterizado por algumas guerrilhas entre os seus membros, que nada ajudaram à imagem de coesão e solidariedade que devem marcar um partido. E no caso de Esposende, em que há uma aposta fortíssima em reforçar a expressão eleitoral do Partido no Concelho, foi importante superar essa guerrilha entre os 2 principais protagonistas das últimas autárquicas, que poderia condicionar a candidatura de Hersília Brás Marques, desviando a atenção ao seu programa para a troca de palavras que se ia gerando.
P.S: A ausência de uma candidatura à Junta de Freguesia de Esposende foi um erro. Filipe Lima há 4 anos realizou um trabalho meritório, numa candidatura voluntariosa, que começava a lançar as bases para uma nova candidatura este ano. Não o fazendo, o CDS abriu o flanco ao PSD em Esposende, e deixou de capitalizar a aposta em Filipe Lima que trouxe um discurso refrescante com boas ideias, deixando antever um bom valor político para o Concelho.

domingo, outubro 04, 2009

Debates...ou a falta deles!

Há 4 anos o Jornal de Esposende organizou um debate no Hotel Suave Mar com os principais candidatos à Câmara Municipal, debate esse a que faltou João Cepa invocando recusar-se a debater com Tito Evangelista, que lhe tinha feito graves acusações sem qualquer fundamento. Foi pena porque os debates são muitas vezes a sede própria para de forma directa e pública se desmontarem certas acusações, incluindo as falsas. Por outro lado, o Concelho merece o respeito de todos os candidatos, sem excepção, e tal respeito realiza-se também em eles virem a terreno defender as suas propostas, seja de forma isolada, seja sobretudo em debate com os adversários, comparando as propostas, desmontando as críticas, tudo contribuindo para que os eleitores tenham melhor percepção do que é que se está a propor para o Concelho e quem oferece o melhor programa autárquico.
Dito isto parece que este ano os nossos debates vão voltar a ficar marcados pela falta de comparência.
A Esposende TV realizou ontem um debate a que faltaram João Cepa e João Nunes, logo os 2 principais candidatos entre quem se vai discutir a eleição.
Pode ser que ainda venham a debater durante a semana, mas sendo ontem dia de fim-de-semana, perdeu-se uma boa oportunidade de se realizar um debate alargado, onde o público pudesse comparecer e colocar as suas questões.
A partir desse debate poderiam surgir novos dados interessantes para debater e retorquir na semana que falta de campanha, o que é aliás normal em campanhas eleitorais. Mas Esposende, pelos vistos, parece continuar à margem desse processo. E com grande pena digo, porque não é assim que se faz a democracia.

quinta-feira, outubro 01, 2009

E um project-finance não?

João Nunes anunciou um princípio de acordo com o Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais (I.E.S.F.), para a criação de um pólo de ensino em Esposende. Confesso a minha ignorância quanto à existência de tal instituição.
Mas independentemente de considerações quanto ao mérito/utilidade de tal instituição de ensino, não deixa de ser um pouco estranho que a instalação de Universidades se possa basear em princípios de acordos com candidatos a autarquias! Uma novidade para mim.
Que seja uma Câmara a celebrar um acordo desse tipo ainda se aceita, dada a autoridade que lhe está associada para poder vincular o concelho, agora um candidato, que pode nem ganhar as eleições para as quais concorre (que é o que irá acontecer neste caso)? Que levará uma instituição de ensino a sujeitar-se a uma situação deste tipo? Confesso o meu espanto.
Ocorrem-me, aliás, as palavras de José Eduardo Bettencourt quando comentou o anúncio do princípio de acordo de Eriksson com o outro candidato: treinadores de prestígio não assinam princípios de acordos com candidatos.
Com as devidas adaptações, diria também que instituições de ensino de prestígio não assinam princípios de acordos com candidatos.
Que João Nunes enuncie o projecto de trazer uma instituição universitária é uma coisa, agora dizer que já assinou um princípio de acordo soa a ridículo, porque a Universidade é uma coisa muito mais séria e grave do que ficar dependente de resultados de eleições.
O tema da Universidade é recorrente no debate político autárquico. Há dezenas de instituições universitárias espalhadas pelo País, e cabe perguntar se há lugar para mais alguma.
Nos dias que correm, em que o ensino profissional conhece nova pujança, estando a mostrar-se muito mais empregador do que o ensino universitário, talvez fosse melhor repensar-se o ensino profissional que actualmente temos no Concelho, visando um ensino mais diversificado, em vez de se sonhar com Universidades e respectivos pólos.

segunda-feira, agosto 31, 2009

Indecisão 2009

Já está disponível no lado direito da página do blog a barra intitulada "Indecisão 2009" que apresenta os blogs e sites de apoio aos candidatos das eleições autárquicas em Esposende.
Para já apenas o blog de João Cepa e o site de candidatura de João Nunes, os únicos elementos conhecidos até à data. Mais se seguirão à medida que forem sendo conhecidos.
Em destaque, igualmente, o blog "imagens de campanha" que faz um levantamento de todos os outdoors panfletários espalhados pelo País. Cartazes esses que variam entre o burlesco e o bom gosto, passando pelo muito mau até ao bom. Não deixem de passar por lá que tem cartazes bem engraçados, que valem umas boas gargalhadas.
Esposende, aliás, já foi alvo de uma primeira análise do "imagens de campanha", e os dois candidatos com cartazes expostos, Hersília Brás Marques e João Nunes, passaram no teste. Um bom apontamento aqui para a nossa terra. Tomara que PSD e CDU mantenham o nível quando publicarem os seus cartazes.

quinta-feira, agosto 27, 2009

Um contratempo inesperado

A demissão de João Paulo Torres da presidência da JSD Esposende, em protesto pela forma como foram elaboradas as listas autárquicas do partido para Esposende, as quais não deram presença de destaque à juventude por ele liderada, é um contratempo de última hora e argumento inesperado para os adversários políticos de João Cepa, o qual por certo os dispensaria.

Já se sabe que a elaboração das listas para as autárquicas é sempre um grande quebra-cabeças para quem tem a tarefa de as realizar, uma vez que há muita gente para agradar e os lugares disponíveis não são suficientes. Para piorar, o sistema de cotas que obriga a colocar nas listas uma mulher por cada 3 lugares, veio complicar as contas. Por um lado, porque não há mulheres suficientes na vida política activa, tornando o recrutamento difícil; por outro lado, porque tal critério obriga a preterir candidatos homens válidos e dedicados ao partido, criando algumas indigestões.


Dito isto, não constitui nenhuma supresa o facto de a ter que se excluir algum sector/facção esta tenha recaído sobre a juventude partidária, afinal, o elo mais fraco no que toca a compor listas. Porque os jotas são por norma os mais disciplinadamente obedientes ao Partido, logo os menos prováveis para levantar ondas em caso de desagrado.


Mas assim não sucedeu no caso da JSD Esposende e João Paulo Torres optou pela via mais radical, demitindo-se do cargo, a pouco mais de 1 mês das eleições, e denunciando publicamente a relação de João Cepa com a juventude do seu partido.


Terá sido a melhor opção?


Tenho sérias dúvidas. Basta pensar no caso das listas do PSD para as legislativas, em que várias distritais, como Vila Real, Lisboa ou Setúbal, mostraram o seu descontentamento público com os nomes escolhidos, ameaçaram demissões, mas no final acabaram todos por se manter no Partido em nome da unidade do mesmo, e visando o grande combate político que se avizinha, o qual propõe-se a repor o Partido no Governo.


João Paulo Torres terá meditado muito bem sobre as consequências do seu gesto político. Porque pôs em cheque público o desagrado para com a estrutura do Partido, nomeadamente o seu líder e candidato à Câmara, ao mesmo tempo que deu um valioso argumento político aos adversários de Cepa, o Presidente que supostamente se diz amigo dos jovens, a quem dá prioridade máxima, mas, pelos vistos, não promove a renovação geracional necessária e ideal nas equipas camarárias.


Não foi o melhor gesto de solidariedade política em tempos de grandes combates políticos, e o melhor mesmo talvez fosse aguardar pelas eleições e só então depois exigir contas aos que proclamaram apostar na juventude mas fizeram exactamente o seu contrário aquando da elaboração das listas.


Por outras palavras, ainda que a manifestação pública de descontentamento mais eficaz da JSD fosse a demissão do seu Presidente ainda antes das eleições, julgo que os seus efeitos no futuro serão contraproducentes. Por um lado, porque a JSD com esta atitude não resolveu a questão de fundo que é a inclusão dos jovens nas listas autárquicas. Por outro lado, porque prestou grande falta de solidariedade política para com o candidato do Partido, numa altura em que a união é imperativa, caucionando hipoteticamente o futuro da próxima liderança jota junto da liderança concelhia, pois nenhum Presidente por certo irá incluir os jovens movido pela chantagem destes.


Mas numa coisa o caso de João Paulo Torres tem mérito. O facto de nos consciencializar para a ainda escassa participação política activa dos jovens nos partidos concelhios, e nas suas listas aquando das eleições. Não é por certo um problema exclusivamente local, mas que deverá merecer maior atenção no futuro disso não tenho dúvidas.

domingo, novembro 30, 2008

Indecisão 2009


Como temia João Cepa aceitou o repto de se recandidatar às eleições autárquicas de 2009, propondo-se a um novo mandato de 4 anos, a adicionar aos 10 que já leva de Presidente.
É o candidato mais forte que o PSD poderia apresentar e, como diz o povo na sua sabedoria, em equipa que ganha não se mexe.
A pouco menos de um ano para a ida às urnas, a João Cepa bastará gerir o trabalho feito até agora e depois, na altura certa, colher os frutos.