Bem, lá vamos nós (re)começar com o uma espécie...Agora é que vai ser! Mas uma espécie de quê? Nem eu sei, mas parece que é uma espécie de porra nenhuma...Um blog onde nada fica por dizer!
sábado, outubro 17, 2009
Eleições - quem ganhou, quem perdeu
sexta-feira, outubro 09, 2009
Fim de campanha
À distância de Esposende ficou mais complicado acompanhar in loco as incidências. Mas isso não impediu de tomar pulsação ao que se ia passando pelo Concelho, e registar o mais e o menos da campanha.
Ponto negativo foi sem dúvida a ausência de debates entre os principais candidatos. Um erro grave, e que já não se usa nos dias de hoje. Por muito que haja candidatos não se suportem pessoalmente (e é tão fácil encontrar casos desses em Lisboa, Porto ou Sintra), tal não impede que estes aceitem e participem em debates com os seus adversários, para esgrimir ideias e mostrar porque merecem ser eleitos. Infelizmente, os candidatos em Esposende não deram esse exemplo.
Ponto positivo foi a qualidade dos cartazes dos 3 principais candidatos. Cartazes elegíveis, com bom fundo, mensagem simples. Nada de extravagâncias como se viu em muitos sítios do País. Aí Esposende deu o exemplo! Ainda sobre os cartazes, cabe dizer que os do BE não lembram a ninguém. Mal se vê a cara da candidata.
Relativamente às eleições do Domingo próximo, os desafios que se colocam a cada um dos Partidos são os seguintes:
PSD - Para João Cepa a vitória passa por manter a maioria, manter as Juntas ganhas há 4 anos, e ganhar a Junta das Marinhas.
Já aqui o referi várias vezes: João Cepa tem obra feita para ganhar mais 4 anos. Quanto a ganhar 1 vereador acho muito complicado.
Fica a nota de curiosidade de se saber até que ponto a mudança de toda a equipa da vereação prejudicará ou não João Cepa. Nomeadamente, será que os descontentes do PSD irão transferir os seus votos para o CDS? Por outro lado, o descontentamento da JSD pela exclusão dos seus membros da lista poderá surtir algum efeito desmobilizador.
PS - Para João Nunes, um bom resultado passa por manter os 2 vereadores eleitos há 4 anos, reforçando a votação; manter as 2 Juntas de Freguesia em Esposende e Marinhas, e conquistar uma 3ª Junta (pelo menos) ao PSD.
CDS - Para o CDS um extraordinário resultado assenta na conquista de um 2º vereador e passar a 2ª força política em Esposende. Há o risco de alguns descontentes do PSD transferirem os seus votos para o CDS, como aconteceu nas últimas legislativas, o que poderá mudar a relação de forças entre os 3 principais partidos em Esposende.
CDU - Manter o deputado eleito para a Assembleia Municipal é desafio da CDU. O candidato à câmara é pouco visível, e não passa boa mensagem. Nesse aspecto, Manuel Ribeiro só houve um, aquele e mais nenhum.
Pessoalmente, gostava que Manuel Carvoeiro continuasse como deputado na AM, uma vez que acho importante para o debate político em Esposende haver várias sensibilidades representadas, e que ainda que só saibam falar mal e mal, às vezes costumam acertar, e isso é bom para o debate.
BE - a grande incógnita. Um partido que não tem expressão autárquica, mas que por força dos últimos resultados de legislativas e europeias promete algumas boas surpresas em autarquias do País.
Quanto a Esposende, o melhor resultado era eleger alguém para a Assembleia Municipal. Vai ser difícil, até porque a candidatura surgiu há pouco tempo.
quarta-feira, outubro 07, 2009
Onda laranjinha
No relato fotográfico sobre a onda laranja que invade o Concelho nestas alturas, não deixa de ser curioso observar, nesta foto, a composição da assistência nas primeiras filas. Aí estão eleitores que farão toda a diferença já este domingo!PSD Esposende - o inimigo público nº 1
Só agora?
terça-feira, outubro 06, 2009
Aposta forte
domingo, outubro 04, 2009
Debates...ou a falta deles!
quinta-feira, outubro 01, 2009
E um project-finance não?
segunda-feira, agosto 31, 2009
Indecisão 2009
quinta-feira, agosto 27, 2009
Um contratempo inesperado
Já se sabe que a elaboração das listas para as autárquicas é sempre um grande quebra-cabeças para quem tem a tarefa de as realizar, uma vez que há muita gente para agradar e os lugares disponíveis não são suficientes. Para piorar, o sistema de cotas que obriga a colocar nas listas uma mulher por cada 3 lugares, veio complicar as contas. Por um lado, porque não há mulheres suficientes na vida política activa, tornando o recrutamento difícil; por outro lado, porque tal critério obriga a preterir candidatos homens válidos e dedicados ao partido, criando algumas indigestões.
Dito isto, não constitui nenhuma supresa o facto de a ter que se excluir algum sector/facção esta tenha recaído sobre a juventude partidária, afinal, o elo mais fraco no que toca a compor listas. Porque os jotas são por norma os mais disciplinadamente obedientes ao Partido, logo os menos prováveis para levantar ondas em caso de desagrado.
Mas assim não sucedeu no caso da JSD Esposende e João Paulo Torres optou pela via mais radical, demitindo-se do cargo, a pouco mais de 1 mês das eleições, e denunciando publicamente a relação de João Cepa com a juventude do seu partido.
Terá sido a melhor opção?
Tenho sérias dúvidas. Basta pensar no caso das listas do PSD para as legislativas, em que várias distritais, como Vila Real, Lisboa ou Setúbal, mostraram o seu descontentamento público com os nomes escolhidos, ameaçaram demissões, mas no final acabaram todos por se manter no Partido em nome da unidade do mesmo, e visando o grande combate político que se avizinha, o qual propõe-se a repor o Partido no Governo.
João Paulo Torres terá meditado muito bem sobre as consequências do seu gesto político. Porque pôs em cheque público o desagrado para com a estrutura do Partido, nomeadamente o seu líder e candidato à Câmara, ao mesmo tempo que deu um valioso argumento político aos adversários de Cepa, o Presidente que supostamente se diz amigo dos jovens, a quem dá prioridade máxima, mas, pelos vistos, não promove a renovação geracional necessária e ideal nas equipas camarárias.
Não foi o melhor gesto de solidariedade política em tempos de grandes combates políticos, e o melhor mesmo talvez fosse aguardar pelas eleições e só então depois exigir contas aos que proclamaram apostar na juventude mas fizeram exactamente o seu contrário aquando da elaboração das listas.
Por outras palavras, ainda que a manifestação pública de descontentamento mais eficaz da JSD fosse a demissão do seu Presidente ainda antes das eleições, julgo que os seus efeitos no futuro serão contraproducentes. Por um lado, porque a JSD com esta atitude não resolveu a questão de fundo que é a inclusão dos jovens nas listas autárquicas. Por outro lado, porque prestou grande falta de solidariedade política para com o candidato do Partido, numa altura em que a união é imperativa, caucionando hipoteticamente o futuro da próxima liderança jota junto da liderança concelhia, pois nenhum Presidente por certo irá incluir os jovens movido pela chantagem destes.
Mas numa coisa o caso de João Paulo Torres tem mérito. O facto de nos consciencializar para a ainda escassa participação política activa dos jovens nos partidos concelhios, e nas suas listas aquando das eleições. Não é por certo um problema exclusivamente local, mas que deverá merecer maior atenção no futuro disso não tenho dúvidas.