Bem, lá vamos nós (re)começar com o uma espécie...Agora é que vai ser! Mas uma espécie de quê? Nem eu sei, mas parece que é uma espécie de porra nenhuma...Um blog onde nada fica por dizer!
No passado Domingo (30 de Julho) terminou na cidade de Moncton, no Canadá, a digressão «360º Tour» dos U2.
Foi a digressão mais lucrativa de sempre de uma banda, tendo feito mais de 736 milhões de dólares (518 milhões de euros) nas bilheteiras, ao longo de 2 anos.
Mais de 7 milhões de espectadores assistiram à digressão que arrancou no dia 30 de Junho de 2009, em Barcelona.
Depois das marcantes Zoo Tv e Popmart Tours nos anos 90, os U2 fizeram da «360º Tour» a sua tournée mais ambiciosa de sempre. O tempo certamente a julgará como a melhor de sempre.
Não apenas pelo palco, o conceito de todos os espectadores onde quer que se situassem conseguirem ver bem o palco e os músicos, mas também pelos alinhamentos.
Ao contrário das últimas Elevation Tour e Vertigo Tour, os U2 desta vez não se fixaram rigidamente a um set alternando muitas músicas, recuperando velhos clássicos (i.e.Zooropa), estreando inéditos que os fãs suspiravam por ouvir ao vivo (i.e. Mercy), o que tornava cada novo concerto dos U2 um desafio.
Pessoalmente, a «360º Tour» ficará na minha memória pelas melhores razões. Cumpri um velho sonho de ver os U2 na sua pátria - Dublin - e quando vieram cá a Portugal também tive a felicidade de os rever, com o adicional de ter sido feito na melhor companhia do mundo :)
Diria que só mesmo ficam a faltar ver os U2 nos States e ouvir a Stay. E quando eles voltarem a Dublin também farei por lá estar de novo pois é um concerto diferente de todos os outros que eles possam dar.
Já cinquentões, os U2 deram provas de que são grandes animais de palco e sabem como ninguém levar as expectativas do público para o infinito e mais além.
Obrigado Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen pelos 3 magníficos concertos que tive a honra de assistir, e pela «360º Tour». Vocês são a banda-sonora da minha vida e mais uma vez fizeram por isso... :)
Já sabia que o www.u2gigs.com é um site incrível, com actualidade impressionante das Tours dos U2, e vídeos logo na hora. O que não sabia, e descobri, é que também fazem um levantamento das músicas que uma pessoa ouviu, respectivos álbuns e snippets tocados. Basta seleccionar os concertos a que assistimos. Ficou assim o meu historial:
You've seen the following 4 shows:
·2005-08-14 - Lisbon, Portugal - Estadio Jose Alvalade (23 songs) · 2009-07-24 - Dublin, Ireland - Croke Park (24 songs) · 2009-07-25 - Dublin, Ireland - Croke Park (23 songs) · 2010-10-02 - Coimbra, Portugal - Estádio Cidade de Coimbra (24 songs)
We found 46 different songs played during these shows.
Songs from 13 U2 albums have been played during these shows. Snippets are not counted.
· How To Dismantle An Atomic Bomb (7 songs) · All Because Of You · City Of Blinding Lights · Love And Peace Or Else · Miracle Drug · Sometimes You Can't Make It On Your Own · Vertigo · Yahweh · No Line On The Horizon (7 songs) · Breathe · Get On Your Boots · I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight · Magnificent · Moment of Surrender · No Line On The Horizon · Unknown Caller · Achtung Baby (6 songs) · Mysterious Ways · One · The Fly · Ultra Violet (Light My Way) · Until The End Of The World · Zoo Station · All That You Can't Leave Behind (5 songs) · Beautiful Day · Elevation · In A Little While · Stuck In A Moment You Can't Get Out Of · Walk On · The Joshua Tree (4 songs) · Bullet The Blue Sky · I Still Haven't Found What I'm Looking For · Where The Streets Have No Name · With Or Without You · The Unforgettable Fire (4 songs) · Bad · MLK · Pride (In The Name Of Love) · The Unforgettable Fire · Unreleased Songs (3 songs) · Mercy · North Star · Return Of The Stingray Guitar · War (3 songs) · 40 · New Year's Day · Sunday Bloody Sunday · Boy (2 songs) · I Will Follow · The Electric Co. · Rattle And Hum (2 songs) · Angel Of Harlem · Desire · Cover songs (1 song) · The Auld Triangle · Non-album songs (1 song) · Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me · Passengers: Original Soundtracks1 (1 song) · Miss Sarajevo
Opening songs · Breathe (2) · Vertigo (1) · Return Of The Stingray Guitar (1)
Neste fds que passou fez 1 ano da minha peregrinação à pátria dos U2, jornada histórica marcada por 2 concertos irrepetíveis no Croke Park, mas também por outros momentos turísticos que assinalaram um dos fds mais saborosos de sempre da minha vida.
Dá que pensar como o tempo passa tão rápido...
24 Julho 2009, 23h (mais ou menos) e estava a ligar para o Felgueiras para dar-lhe a ouvir em directo, a "Bad", a sua música preferida dos U2.
24 Julho 2010, mesma hora, e estava no seu casamento.
Engraçado como no espaço de um ano, tanta coisa muda na nossa vida, e mais especial se torna, quando essa mudança é para melhor.
Já sinto saudades de Dublin e dos momentos que lá passei.
Terminou esta semana em Vancouver a 2ª légua da 360º Tour dos U2.
Uma Tour que marcou o regresso em grande dos U2 aos palcos europeus, ao fim de 4 anos de ausência, com 1 palco soberbo, muito bem conseguido, e um alinhamento onde as músicas falaram mais alto, mostrando uma banda em excelente forma, que revisitou a sua carreira, não deixando de apontar caminhos interessantes para o futuro.
Pessoalmente, foi a concretização de um sonho, de ver os U2 no estrangeiro, designadamente na sua terra natal, em Dublin, onde assisti a 2 concertos memoráveis.
Para o ano há mais, e a presença no concerto do dia 2 de Outubro em Coimbra está garantida!
Será uma oportunidade para até lá ver as músicas de sempre da banda que me faltam ainda ouvir. Stay, é garantidamente uma delas.
Para a história, ao fim de 3 concertos de U2, ficam as 42 músicas que tive o privilégio de ver e ouvir ao vivo.
1- Where the Streets Have No Name (3) 2- With or Without You (3) 3- One (3) 4- Beautiful Day - Sgt. Pepper's - Here Comes the Sun/Blackbird (3) 5- Vertigo (3) 6- City of Blinding Lights (3) 7- Pride (3) 8- Sunday Bloody Sunday (3) 9- Elevation (2) 10 - I Still Haven't Found What I'm Looking For (2) 11 - Breathe (2) 12 - No Line On The Horizon (2) 13 - Get On Your Boots (2) 14 - Magnificent (2) 15 - The Unforgettable Fire (2) 16 - I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight (2) 17 - MLK (2) 18 - Walk On - You'll Never Walk Alone (2) 19 - Ultraviolet (2) 20 - Moment of Surrender (2) 21 - I Will Follow (1) 22 - The Electric Co. (1) 23 - New Year's Day (1) 24 - Miracle Drug (1) 25 – Sometimes You Can't Make It On Your Own (1) 26 - Love and Peace or Else (1) 27 - Bullet the Blue Sky (1) 28 - Miss Sarajevo (1) 29 - Zoo Station (1) 30 - The Fly (1) 31 - All Because of You (1) 32 - Yahweh (1) 33 - 40 (1) 34 - Desire (1) 35 - Stuck In A Moment (1) 36 - The Auld Triangle (1) 37 - Until the End of the World (1) 38 - Bad (1) 39 - Unknown Caller (1) 40 - In a Little While (1) 41 - Angel of Harlem (1) 42 - Mysterious Ways (1)
Já era mais ou menos notícia esperada, mas foi com muito agrado que se soube do anúncio oficial do regresso dos U2 a Portugal. Mais concretamente a Coimbra, e no dia 2 de Outubro de 2010.
Estranho o concerto ser só daqui a 1 ano, mas a banda lá sabe os seus timings.
O concerto calha a um Sábado, e sendo véspera de fds prolongado, é uma óptima oportunidade para passar uma belas mini-férias.
Gostava que marcassem ainda uma segunda data. Infelizmente não estou a fazer planos para ir vê-los lá fora, mas isto de ter visto 2 concertos de U2 criou um hábito que não queria perder... :)
Ir a Dublin ver os U2 era ambição que me acompanhava há já muitos anos.
E valeu muito, muito, muito a pena!
Foram 2 concertos fantásticos, em que pude ouvir músicas que tanto queria ouvir e que fazem parte da banda sonora da minha vida desde sempre! Stuck in a moment, Desire, Mysterious Ways, Bad, Walk On, Until the End of the world…como poderei esquecer-vos? A banda esteve em grande forma, com a voz do Bono em grande nível.
A atmosfera no Croke Park também será inesquecível, com a peregrinação que foi de fãs de U2 vindos de toda a parte do mundo.
Há um antes e um pós Croke Park. Não tenho dúvidas que os melhores concertos da minha vida que assisti/assisitirei de U2 foram na Irlanda, na sua terra pátria! Os jornais, a banda, bem tinham razão quando disseram que o melhor sítio do mundo para ver os U2 ao vivo é Dublin!
Estou muito orgulhoso por ter conseguido concretizar esse grande objectivo de toda uma vida, e quero agradecer do fundo do coração ao Zé Paulo e à Leonor por terem embarcado comigo nesta jornada que mal o avião levantou voo já se sabia que seria inesquecível!
Foram dois companheiros de viagem e concerto fantásticos, os melhores que poderia levar comigo, e estou certo que outra viagem em conjunto se seguirá no futuro, porque férias passadas com estes 2 são memoráveis!
E especial se tornou ir com estes dois, ou não fosse o Zé Paulo o grande responsável por me ter dado a conhecer U2, e a Leonor ter feito a sua estreia de concertos de U2, logo na terra deles, ela que de há longos anos para cá gosta muito da banda, e ficou muito entusiasmada com este concerto!
Até lá, vemo-nos em 2010 em Alvalade ou noutro spot qualquer, para o concerto dos U2 em Portugal! J
Uma penúltima palavra para dizer que gostei muito de Dublin, uma cidade que figura no nosso imaginário desde sempre, e que me conquistou pela sua simplicidade, riqueza, poesia, e atmosfera! Quero lá voltar!
E também fazer a tal viagem pela Irlanda toda, como fez a minha amiga Inês Nogueira, e que voltou de lá super-encantada.
Por fim, quero dedicar a música que se segue, na expressão máxima de todos os grandes momentos que vivi em Dublin, muito em particular os do Croke Park, à Elena!
Querida, ainda que à distância, nunca deixaste de estar comigo em todos esses momentos (muitos deles foste acompanhando ao vivo), e por Ti todos eles tiveram um sabor ainda mais especial! Porque os U2 escrevem grandes canções de Amor, e ouvi-las foram ocasiões únicas, em que me senti ainda mais e mais enamorado por Ti! Porque only love leaves such a mark... ;)
Como o avião partia às 7h da manhã, achámos não se justificar pagar mais uma noite no hotel para dormir poucas horas. A ideia seria andar pelos pubs de Dublin até se fazer hora para ir para o aeroporto. Está bom de ver que não fizemos nada disso.
E não fizemos, porque 3 dias de passeios e concertos acumulados nas pernas fizeram sentir-se e muito.
Não havia forças para fazer noitada nos pubs e então decidimos ir logo para o aeroporto onde ficaríamos a descansar por lá.
Infelizmente quando chegámos, os bons spots para dormir já estavam ocupados. Acabámos por fazer camas improvisadas no McDonalds, mas a afluência de consumidores nunca parava e então nunca deu para dormir direito.
Associado a isso, a partir das 4h da manhã, começaram a dizer às pessoas para ocuparem apenas uma cadeira, pelo que as nossas camas improvisadas foram à vida.
Ficámos 1h a queimar tempo até que às 5h fomos para o check-in, e depois queimaríamos o resto do tempo no duty free.
Ter feito directa no aeroporto foi doloroso, sobretudo porque este não reunia as condições mínimas indispensáveis para uma pessoa descansar direito.
Mas, como gritava com razão um garda a um passageiro que teimava em não sair do lugar “se quer ficar a dormir então vai para um hotel”!
7h da manhã, caía chuva miudinha em Dublin, nevoeiro, e foi com estas condições atmosféricas que parti para Lisboa.
A aterragem em Lisboa, de dia, é um prazer inolvidável! Recomendo vivamente, que a vista sobre a cidade lá do alto é magnífica, sendo fácil identificar alguns dos seus lugares de encanto.
24 e 25 de Julho eram as datas dos concertos que ia assistir no Croke Park para ver os U2.
A primeira noite ia sozinho, que o meu primo e a Leonor só queriam ir a um concerto, tendo optado pelo 2º.
No entanto, havia os bilhetes do Felgueiras para vender e então fomos os 3 rumo ao Croke Park. O Zé e a Leonor ficariam a tentar vender os bilhetes e a não serem apanhados pela Garda!
GA standing, o mesmo é dizer, relvado, era o local para assistir aos concertos. No entanto, e já não bastava os kms acumulados nas pernas ao longo dos passeios por Dublin, e ainda tive que dar volta enorme ao estádio todo para entrar na porta que dava acesso ao relvado. Assim estava determinado pela organização e assim fui em romaria até à minha entrada no estádio.
Sobre os concertos de aquecimento, nada a reter. Todos fraquinhos. Os Kaiser Chiefs ainda foram menos maus, mas não causaram o mesmo entusiasmo que aquando da Vertigo Tour ou mesmo do concerto que vi deles em Janeiro no Porto. Afinal, este seria o meu 4º concerto de Kaiser e estou naquela fase em que tenho que fazer um intervalo da banda. Ainda assim, tocaram os hits e ajudaram a queimar muito tempo.
Sobre os concertos dos U2, seguem-se os momentos altos:
Kingdom – é o tema de entrada, de autoria dos U2. Um tema diferente do que eles têm composto e muito, muito interessante. Cria uma dinâmica em crescendo de emoção, pela aproximação rápida da banda. Pensava no quão seria difícil os U2 arranjarem outro tema tão grandioso de entrada como a Wake Up dos Árcade Fire, mas este Kingdom tirou-me as dúvidas todas! Ainda por cima, aparece logo a seguir ao Space Oddity do David Bowie, uma parelha fantástica.
No Line on the horizon – o primeiro grande momento da noite, de comunhão com o público. Um tema bem rockeiro, com muitos oh-ohs para serem cantados e não desiludiu. Quando a música começa a abrir precisamente nos oh-ohs o “everyyyyyboooodyyyy” da primeira noite e o “crooookeeee paaaaaarrrkkkkk” da segunda levaram o estádio abaixo e soube bem como tudo gritar com todo o coração e alma! É um tema brutal!
Get on your boots – como single nunca entusiasmou, sendo até a primeira pedra por onde pegam muitos desiludidos com o último disco. Mas ao vivo transfigura-se. O the future needs a big kiss a meias com o hino da Europa dá um início vigorante que depois com os primeiros acordes do Edge conquista toda a gente e é ver o estádio todo a pular. É um óptimo tema ao vivo, e foi muito saboroso nas duas noites.
Beautiful Day – com intro diferente, a apelar a sons médio-orientais, e depois a guitarrinha do Edge, lindo, lindo, lindo! Foi outro tema alto da noite! Na primeira noite teve direito a snippet da Blackbird (tão linda!) e na segunda foi como em Alvalade, a Here comes the Sun (que saudades de Lisboa!).
Mysterious Ways – se na noite anterior Until the End of The world já tinha dado o mote nos temas que “sempre quisera ouvir”, mysterious abriu o mote nesta 2ª noite. Dedicado a Sinnead O’ Connor, foi igual a si próprio (isto é, como surge nas edições em DVD), com direito a menina em palco e tudo! It’s allright, It’s allright, It’s allright que fantástico soube cantar a plenos pulmões estes versos!
Angel of Harlem – Outro tema que ao vivo supera 150% a versão em estúdio. Igualmente cantado a meias com o público, teve no final ainda direito a snippet de Don’t stop till you get enough de Michael Jackson. Outro momento alto da noite! Still haven’t found – com início diferente, desta feita com os 4 a tocarem logo de início, é um tema que não pode falhar de qualquer setlist dos U2. Tal como a One da noite anterior, que tinha sido bem melhor que em Alvalade, também no dia 25 a still haven’t found foi muito melhor que a versão tocada em Alvalade. E, mais uma vez, o público a puxar da garganta. 80,000 em coro, foi arrepiante!
In a little while – dos melhores temas de ATYCLB, não esperava nada ouvi-la ao vivo. Foi muito boa, adorei! É um tema que me dá sempre imenso prazer tocar na garagem do 26, e ouvi-la no Croke Park deu mais ainda. Ou não fossem os autores originais da canção que estavam a tocá-la diante de mim!
Desire/Stuck in a moment – o set acústico da noite e logo duas das minhas músicas preferidas de sempre da discografia da banda! A desire foi cantada a meias com o público (arrepiante) e a stuck teve o Edge a puxar dos galões na parte que lhe competia. Uma coisa é ver estes temas repetidas vezes em dvd, mas quando tamos lá ao vivo é um impacto que não tem explicação. Nem o melhor dos dvds consegue repetir essa experiência. Nem 20m de concerto tinham passado, e os U2 já tinham mostrado porque são eles a maior banda do mundo. Estavam em grande!
The auld triangle/One – o momento que confirmou porque é que é imperativo ver os U2 na Irlanda, porque é que não há concerto igual a um dos U2 em Dublin. Um tema dedicado ao Ronnie Drew, figura mítica da música tradicional irlandesa, e o Bono depois a agradecer aos visitantes que vêm de todo o mundo para ver os U2 “because they know that the best place to see U2 live is right here! Best place in the world!” .
A One não tinha impressionado em Alvalade, não impressionou muito na segunda noite (porque tanto num como noutro caso foi tocada já para o fim), mas neste caso, tocada assim logo de início, sem discurso de 5m do Bono, deu-lhe outro encanto especial, que ajudado pela voz em boa forma do Bono fez-me voltar a apaixonar de novo pela One e cantar o “do you hear us come lord” com um vigor como só cantava no dvd da Popmart. Amei o momento!
Until the End of the World – logo a seguir à One, um dos temas por que esperei toda a vida! Entrei em histerismo! É a par da Bad e da Streets o melhor tema ao vivo dos U2! Brutal! Cantei, saltei ao mesmo compasso que o Bono, enquanto este agitava a bandeira da Irlanda, saltei que me fartei, a Until é um tema do caraças! Muito bom mesmo!
Unknown Caller – se para o dia 24 os jornais anunciavam “heavy showers” o mesmo é dizer chuva forte e da grossa, mas no final não choveu, para o dia 25 as previsões eram de bom tempo, mas a verdade é que durante o concerto começou a chover..e forte, obrigando até o Larry a tocar debaixo de um guarda-chuva engraçado. Valeu o impermeável e capuz que tinha levado e que grande jeito me deu na estadia em Dublin.
Unknown Caller é uma música que me diz muito, a par da Moment of Surrender. E não desiludiu! Foi um dos melhores momentos de sempre que assisti dos U2 ao vivo. Porque a meio começou a chover forte e o Bono no fim a cantar “oh-ooh-oh, oh-ooh-oh, Let it rain, cause we don`t care, Croke Park…so punch it in”. Brutal! Depois tem um solo do Edge que foi uma ma-ra-vi-lha, e os “oh-oohs” são qualquer coisa! Foi, aliás, isso que me fez apaixonar à primeira pela música, ainda circulava uma versão manhosa gravada à porta da casa de praia do Bono em Nice, e que era intervalada pelo barulho das ondas a rebentarem em força.
The unforgettable fire – tema mítico dos anos 80, do álbum com o mesmo nome, e que os U2 já não tocavam aí há uns 20 anos. Foi especial e gostei muito de testemunhar o seu regresso à Irlanda. O Edge no piano continua a rular!
City of Blinding Lights/Vertigo – Os únicos representantes da Vertigo Tour nesta Tour. São 2 temas emblemáticos e de que gosto muito. Eu e as 80,000 pessoas no Croke Park, que toda a gente vibrou. A Vertigo está com um início ainda mais arrojado, com a guitarra do Edge a rular forte. Muito bom. A City soube bem, sobretudo na 2ª noite em que na parte do “time” o Bono canta “time…for Portugal”, a olhar fixamente para uns fãs portugueses na elipse que mostravam a bom mostrar a bandeira e cachecóis lusitanos! Foi tão bom ouvir Portugal no Croke Park! Magnificent!
Crazy tonight – Senhoras e senhores, permitam-me que vos diga, mas este tema, a par da Bad, foi o tema nº 1 das noites dos concertos! Uma versão remix de todo inesperada, com a banda à volta da elipse, o Larry a tocar djambé, o Edge a saltar e gritar “go crazy tonight”, o estádio virou discoteca e era toda a gente ao rubro, sobretudo os U2. Notava-se que eles tavam a adorar este pequeno momento, diferente de todos os outros do concerto. É o tema que mais oiço das versões piratas, e nunca me farto de ver os vídeos do youtube. Legendary!
MLK/Walk On – Outros dois temas míticos da discografia dos U2, sendo Walk On a minha música preferida de ATYCLB e uma das favoritas da discografia da banda. Saber que a tinham recuperado para esta Tour foi notícia fantástica, e as suas interpretações ao vivo não desmereceram a elevada expectativa. É certo que não teve os “hallelujahs” que terminavam a Elevation Tour, mas o momento político associado, nomeadamente o tributo a Ann SAn Su Kii, com dezenas de pessoas envergando a máscara da líder birmanesa a entrarem no placo e porem-se diante do público todo, foi um momento marcante e de grande simbolismo. Musicalmente falando, MLK e Walk On estiveram irrepreensíveis. Foi de facto muito bom ouvi-las ao vivo, pela primeira vez! Outro propósito de sempre cumprido!
Bad – Em Alvalade, na Vertigo Tour, tinha nomeado Where the streets have no name como o melhor tema da noite, e o melhor tema ao vivo dos U2. Hoje, passados 4 anos, mantenho a eleição da Streets, mas perigosamente encostada ao 1º lugar está a Bad, para mim, o melhor tema tocado no Croke Park.
É um tema muito especial na discografia dos U2, e assim que começaram a ecoar os seus acordes e a 40 foi momento apoteótico no estádio. É uma música que pede muito à voz do Bono e que ele nem sempre esteve à altura nos últimos anos. Mas nesta noite, e porque era em casa que estávamos, a música saiu cristalina da sua voz. Os “wide aways” foram arrepiantes! E se a isso juntarmos o snippet do “fool to cry” dos Rolling stones e a 40 novamente, então temos uma Bad servida na perfeição! Melhor era impossível!
Como era o dia de anos do John Felgueiras, e sabendo ser essa a música mais desejada por si para ouvir num concerto dos U2, ainda que não estivesse presente fisicamente, e não pudesse ir ter com a Bad, foi a Bad ter com ele, e tive muito gosto nisso! Parabéns John!
Ultraviolet – Das minhas músicas preferidas do acthung baby e dos concertos ao vivo dos U2! Estava mesmo expectante por a ouvir ao vivo e não saí desiludido! O casaco brilhante do Bono e o seu micro em espécie de volante deram o toque especial a um tema que infelizmente os U2 deixaram na gaveta durante tanto e tanto tempo, mas que quando pegam nele prova ser um dos temas mais fortes da banda ao vivo, e a confirmar ser um dos cartões de visita do melhor disco da carreira da banda!
With or without you – Um tema clássico que nunca perde qualidade com a passagem dos anos! Cada vez mais entoado em conjunto com o público, era difícil saber onde acabava o Bono a cantar e começava o público! Todo o Croke Park cantou em uníssono! Foi fantástico!
Para mim teve o condão especial de ser a música dos U2 preferida da Elena! E, como não poderia deixar de ser, estabeleceu-se uma ligação directa do Croke Park para a Rua da Visconda para também mais uma fã se associar à entoação dos versos da With or Without You.
Moment of Surrender – o tema que fecha a 360º Tour. O melhor tema de No Line On the Horizon! Os U2 sempre nos habituaram a grandes finais, e este é um deles! Um tema que começa e acaba a 2 (U2 e público), ficando no final o pesar por 2h15 de concerto terem acabado num ápice! Adorei, adorei, adorei! O melhor dos 2, o da 2ª noite, indiscutivelmente! Com o público a bater palmas ao ritmo marcado por Bono, foi um momento arrepiante! Numa me canso de ouvir o tema. Os “ooh-oohs” a abrir e finais são um momento de comunhão U2-público brutal! Ficam na memória, e quando sair o concerto da Tour em dvd não terei dúvidas de que será um dos seus momentos altos.
Com os sons e ecos do concerto memorável da noite passada ainda a ressoarem bem fortes na minha cabeça, o dia de hoje, último da viagem, estava destinado às compras da praxe, descanso, descanso, e descanso e, eventualmente, a uma última visita pelas redondezas.
Note-se, porém, que fazer compras em Dublin não significa, necessariamente, não fazer turismo. Muito pelo contrário! A Grafton Street, zona de excelência para esvaziar a carteira, é uma rua onde afluem locais e turistas vindos de toda a parte. Com lojas para todos os gostos.
Uma coisa que achei particular piada foi o facto de haver uns chineses e indianos, no meio da rua, impávidos e serenos, com cartazes colados ao corpo. Esses cartazes mais não eram do que anúncios publicitários a bares ou loja de souvenirs. Marketing agressivo portanto!
Fizemos as últimas compritas, e depois fomos almoçar de novo ao Marks & Spencer.
Aproveitei para pôr a leitura em dia nos jornais que, invariavelmente, traziam na capa o regresso dos U2 à Irlanda, com manchetes muito positivas sobre o concerto.
Basicamente, escreviam os jornais que dada a difícil conjuntura económica que perpassa actualmente pela Irlanda, foi retemperador a actuação dos U2 para levantarem a moral do País e relembrarem ao País da sua pujança e margem de crescimento!
Findo o almoço, fomos dar um pequeno passeio para o grande jardim de St. Stephen’s Green, onde ficámos a descansar até ao concerto.
Foi o último spot que visitámos na nossa estadia, e bela e pitoresca maneira de encerrar o passeio pela Irlanda.
Depois de uma noite bem reconfortante, acordámos aí por volta das 10h para iniciarmos o dia 2 de passeios por Dublin.
Não havia ainda plano de passeios definido, apenas umas referências a este e aquele sítios para visitar. Em boa hora o meu primo Zé Paulo sugeriu comprarmos o bilhete do Tour Bus, que nos levaria aos principais locais emblemáticos de Dublin. A ideia era uma volta geral à cidade, para ter uma ideia, e depois faríamos segunda volta parando nos sítios que nos tivessem chamado mais a atenção.
Boa sugestão que deixo aqui para quem um dia queira visitar Dublin: por 15€, com bilhete válido por 24h, e a possibilidade de se entrar e sair do autocarro as vezes que quisermos, assim se conhece Dublin de forma organizada e não caótica.
O nosso guia era o próprio motorista! Um irlandês dos seus 90kg, bonacheirão, e com muita piada. Exemplos 2:
- No meio da O’Connel Street está erigido um pilar de 100 e tal metros em homenagem à passagem do milénio. Diz o nosso guia “bem, e temos aqui à nossa direita um pilar construído para comemorar a passagem do milénio no ano 2000 e que, à boa maneira irlandesa, acabou de ser erigido em…2003!” - Quando passávamos pela destilaria da Jameson, diz o motorista “bem, e agora temos à nossa esquerda a destilaria da Jameson. Saindo agora na paragem são cerca de 2min a pé até lá, demorando o regresso cerca de 20m ou mais, dependendo da quantidade de whisky que beberem”.
Quanto aos sítios por onde passámos, destaco a ida ao Phoenix Park, o maior parque de cidade da Europa, onde habitam 4,000 e tal veados, e onde o Papa João Paulo II celebrou, aquando da sua última passagem pela Irlanda, uma missa para 1 milhão de pessoas! Em homenagem ergueram uma Cruz. Mítico! É no Phoenix Park que se situa a embaixada dos EUA, bem como a residência do Presidente da República, que neste caso é uma mulher!
De tarde fomos então passear para o Trinity College (universidade irlandesa), Dublin Castle e Catedral de St. Patrick. Sobre a Catedral, eram €5 a entrada. Achámos que era too much e então ficávamos apenas a vê-la por fora. Os visitantes compravam a entrada e recebiam um autocolante que era espécie de livre-trânsito. Quando nos estávamos a vir embora reparo que duas visitantes que iam embora tiraram os respectivos autocolantes e em vez de os deitarem para o chão coloram-nos numas grades que lá havia.
À boa maneira tuga fui logo tratar de retirar os autocolantes, e colocá-los em mim e na Leonor. Escusado será dizer que entrámos na boa. Depois dei o meu à Leonor para ela sair e dar ao meu primo e assim ele entrar também.
A Catedral é bonita, se bem que temos cá em Portugal igrejas melhores. Mas é um local de recolecção e foi um momento muito bem passado. E tem um jardim muito bonito onde tirámos umas fotos porreiras.
Feitas as visitas da tarde voltámos para o hotel para descansar e começar a preparar a grande noite, o motivo pelo qual fomos para Dublin: o concerto dos U2!
Como combinado, fui ter a casa dos meus tios que ficaram de dar boleia a mim e ao meu primo até ao aeroporto.
Durante o caminho para a Portela, uma breve passagem pelo escritório do meu tio, para o meu primo ir apanhar a máquina fotográfica e registar momentos únicos para a posteridade. A minha Tia nem queria acreditar “agora é que se lembram disso? A esta hora? Isto não vai correr nada bem!”.
Chegados ao aeroporto já tínhamos a Leonor à nossa espera. Foi então andar em passo apressado para o check-in. Estávamos dentro do tempo, mas nestas coisas convinha não facilitar e despachar quanto antes.
Não demorou muito tempo a fazer a confirmação dos bilhetes e mandar as malas para o porão porque não havia…fila!
“Bem, isto deve ir pouca gente no avião” comentou o meu primo. “Não, o avião vai cheio!”, respondeu a funcionária do check in, “praticamente toda a gente já fez o check in”. Gargalhada geral.
Feito o check in fomos então queimar tempo para o duty free, e pouco depois seguimos para o autocarro, apinhado de tugas, que nos levaria até ao avião.
Entrados no avião da Aer Lingus (nada de outro mundo), foi esperar que os motores aquecessem, houvesse ordem da torre de controlo, et voila, pássaro a voar!
Um fã mais exaltado lembra-se, no preciso momento em que o avião descola, de gritar bem alto “ELEVATION!”. Umas tímidas gargalhadas apenas, mas ninguém deu grande importância ao repto. Um parvo, foi o que pensou a maioria, eu incluído.
A viagem fez-se bem, o tempo estava muito bom. Foram 2h30, por aí, que passaram rápido.
Os últimos 20m foram a melhor parte, com o avião a sobrevoar por cima do mar, mesmo com a costa verde ao lado. O primeiro impacto com a Ilha Esmeralda e a confirmação do imenso verde que embeleza a Irlanda e a torna especial por isso. Fiquei deslumbrado e invejei a minha amiga Inês, que por aquelas horas, percorria de carro os caminhos da Irlanda, numa viagem de costa a costa que um dia também quero fazer!
Outro momento alto da aterragem foi quando já sobrevoávamos Dublin, e uma passageira detecta o Croke Park e a estrutura do palco (The Claw, nick dado pela banda) que se conseguia ver lá do alto.
Era ver os fãs a encostarem-se à janela, tudo a tentar localizar o estádio, ver o pedacinho do palco. Eu consegui e fiquei emocionado! Estava prestes a pisar solo irlandês, a pátria dos meus U2!
Aterrámos, com céu cinzento, e bastante vento. O aeroporto estava bem composto por árvores, lembro-me de ter gostado desse cenário.
Do aeroporto apanhámos o Aircoach, autocarro que liga o aeroporto ao centro de Dublin. Por € 12 comprámos bilhete de ida e volta.
Paragem em O’Connel Street, rua principal de Dublin, onde turistas e locais vão desaguar.
O nosso hotel ficava em Parnell Street, uma rua perpendicular a O’Connel. Não demorámos muito a lá chegar e a fazer o check in no hotel.
Entrámos no quarto que nos era reservado (o penúltimo quarto antes dos quartos do staff. Por pouco não fomos lá parar), e ficámos agradados. Único senão era o facto de a janela dar para as traseiras, que não tinham nada de interessante para mirar.
Estávamos com fome e fomos a um snack em frente ao hotel. Hambúrguer e batatinhas fritas. Fomos atendidos por uma empregada que devia ser do leste ou Grécia, tal era a pronúncia do inglês. Mas era simpática.
Tirada a barriga de misérias fomos então começar a nossa incursão turística. Como não conhecíamos nada de Dublin, e atendendo ao facto de já passarem das 16h, tínhamos que nos decidir rápido!
A minha proposta era a “Guiness Storehouse”. Para começarmos a conhecer Dublin, nada melhor do que começar por alto, e depois a fábrica da Guiness ainda levava algum tempo a visitar, pelo que o que nos restava de dia poderia ser muito bem aproveitado na dedicação exclusiva aos domínios do senhor Arthur Guiness.
Apanhámos o LUAS, espécie de metro de superfície, em tudo igual ao do Porto, e 7 paragens depois estávamos em St. James, onde se localiza a fábrica da Guiness.
Um conjunto de edifícios imponentes, donde se destacava ao longe, o bar panorâmico no 7º andar, o tal onde se dá a provar a cerveja preta mais famosa do mundo.
Comprámos o nosso bilhete e mal entrámos demos de cara com a loja da Guiness e toda uma imensidão de canecas e t-shirts das mais variadas formas e cores, mas todas todas deslumbrantes. Lembrei-me então da minha visita ao estádio do Real Madrid e de toda a lavagem cerebral recebida durante a visita, a qual terminava na loja do clube, para perdermos a cabeça…e a carteira! Na altura não comprámos nada, porque ainda era caro. Mas aqui estávamos a falar de canecas e t-shirts, bem mais em conta, e não tivemos dúvidas de que no final da visita iríamos deixar boa parte do pé de meia na máquina registradora do Sr. Guiness.
Sobre a visita propriamente dita, a Guiness ocupa um conjunto de edifícios em propriedades arrendadas à vila local por 9,000 anos. A Guiness só existe há 250 anos!
O edifício que visitámos tinha 7 pisos. Os primeiros relacionados com o processo de cultivo e fabrico da cerveja. Os seguintes com a armazenagem e transporte, nos mais variados meios de transporte, da cerveja. O penúltimo piso dizia respeito à publicidade, e às campanhas de marketing da empresa ao longo das décadas. Finalmente, a visita terminava no Gravity Bar, bar panorâmico onde se dava uma Guiness a beber. Podíamos através desse bar identificar alguns locais culturais de Dublin.
A Guiness, 40cl de cerveja preta, estava impecável! E a vista magnificent!
Terminado o copo foi regressar até ao rés do chão (por elevador). Aí chegados foi invadir a loja da Guiness e comprar canecas até rebentar a carteira!
Depois de passar pela máquina o último artigo vira-se pra mim o empregado “well, that’s one hundred and twenty euro”. Faço uma careta, ao que diz o simpático empregado “yes sir, i know, that hurts a lot!”. Foi riso geral!
Está bom de ver, gastei praticamente todo o orçamento pra souvenirs na loja da Guiness. E valeu bem a pena!
Regressámos ao hotel, onde descansámos um pouco as pernas, e depois fomos sair para jantar.
O destino era o Temple Bar, zona de diversão nocturna de Dublin. Para quem já foi a Lisboa ao Bairro Alto é algo do género.
Ruas e ruelas apinhadas de gente, com pubs por todo o lado. E preços quase todos acima dos €8.
Acabámos por encontrar um simpático restaurante italiano onde jantámos.
Depois de tirada a barriga de misérias demos uma pequena volta por Temple Bar. Passámos em frente ao Clarence Hotel, o hotel dos U2, e entrámos no seu bar, o Oxygen Bar.
Viemos embora de Temple Bar junto ao Rio Liffey, e fomos embora para casa porque o corpo já pedia descanso e o dia seguinte exigiria muito às pernas.
Uma peregrinação inesquecível à pátria dos U2. Eram estrangeiros de todas as nacionalidades. Tudo a invadir as ruas de Dublin, com as t-shirts U2nianas devidamente à mostra. Um ambiente ainda mais épico do que um Sporting-Benfica.
Os concertos, os melhores de sempre! Um palco fantástico, um estádio à pinha, um Bono com uma voz em grande, grande nível, uma set-list a roçar o excelente, há já quem diga que esta Tour bate aos pontos a Elevation e a Vertigo Tours. E com toda a razão!
Sobre as visitas e as experiências dos concertos deixo para mais tarde, quando o tempo me permitir escrevinhar longos parágrafos.
Para já, sinto apenas uma enorme saudade da Irlanda, e dos U2. Não é justo esperar 4 anos por um concerto (neste caso 2) e depois eles passarem a voar. Mas que foram o auge da minha vida de fã, lá isso foram!
Já se sabia que o roaming é a última grande barreira à livre circulação de pessoas no espaço europeu. E que a Comissão andava a tentar dar volta a esta situação. Mas o lóbi das grandes companhias de telemóveis é imensa, e os avanços ainda são tímidos.
No meu caso, indo agora para a Irlanda a situação é esta:
Ligação Irlanda-Portugal: pago € 0,51 por minuto.
Ligação Portugal - Irlanda: pago € 0,228 por minuto.
Tá fácil de ver qual a opção a tomar. Ainda assim, gostava de poder partilhar os sons do Croke Park, mas não vai dar para toda a gente na medida em que gostaria.
A não ser que alguém se comprometa a reembolsar-me depois :)
O bichinho cresce de dia para dia. Não tenho visto nada das setlists, apesar de saber muitas músicas que andam a tocar. Mas a sua ordem, para mim é desconhecida. Ainda bem.
Esta noite sonhei que estava no Croke Park. Desta feita estava dentro do recinto. Há 4 anos atrás sonhei com o concerto em Lisboa, mas dessa feita estava nas imediações. Neste meu sonho cumprimentei o Bono e o Larry. Há 4 anos fora o Felgueiras quem tivera a honra de merecer umas frases do Bono, não eu. Isto realmente há cada sonho....
Ontem foi a passagem dos bilhetes para a 1ª noite em Dublin. Não são tão especiais como os da "Vertigo Tour", mas ainda assim especiais! Confusos? Enfim, coisa de fã... :)