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terça-feira, março 20, 2012

Sarkozy, non merci!

Fosse francês e há 5 anos teria votado Nicolas Sarkozy.
Fosse francês e de hoje a 2 meses votaria em branco.
Sarkozy prometeu muito, mas desiludiu bastante.
Não quero crer que o incidente grave de Toulosse seja causa-efeito das declarações polémicas de Sarko. 
Mas, infelizmente, um estadista europeu, e logo dum país berço da democracia como é a França, não pode fazer declarações que em nada honram a sua memória.
O que chateia aqui, como chateou no ano passado para as Presidenciais portuguesas, é que o candidato da oposição não parece ser melhor que o actual inquilino do Eliseu.
É um duro drama naqueles segundos que medeiam o momento em que nos entregam o boletim de voto, e aquele momento em que o depositamos na urna.
Mas, não sendo a oposição melhor, também não podemos abdicar dos princípios. 
Se se possibilita o voto em branco, então esta será uma das ocasiões em que tal mais fará sentido.
Vive la France!

Original mas...dispensável

No editorial da última edição do Jornal Notícias de Esposende, José Ferreira aborda as eleições autárquicas do próximo ano.
Em virtude da limitação de mandatos, mais de 50% dos actuais presidentes de câmara não se poderão recandidatar.Será uma oportunidade para refrescar o quadro político nacional.
No entanto, segundo José Ferreira, tal circunstância poderá abrir espaço a que sejam cometidos actos de gestão danosa, uma vez que não tendo que prestar contas aos eleitores, muitos presidentes poderão ser tentados a fazer obra para a qual o município não tem as necessárias condições para a realizar. E, à boa maneira portuguesa, o senhor que se seguir que limpe a casa.
Por isso, José Ferreira propõe que os actuais presidentes de câmara que não se poderão recandidatar abdiquem, a um ano e meio do termo do seu mandato, da presidência a favor do putativo sucessor.
Um dos exemplos apontados é o de João Cepa.
Aliás, a esse título, José Ferreira tece duras críticas sobre o autarca, a propósito da sua demissão do PSD, onde refere que tal se deveu ao amuo de não ter tido qualquer saída profissional no actual governo laranja. Por outro lado, refere que João Cepa anda a mexer-se muito (entrevistas, afrontas ao poder central), o que pode indiciar que tem algum objectivo em mente, embora não seja ainda perceptível.
Li o editorial de José Ferreira e não posso concordar.
Em primeiro lugar, pelo carácter pessoal que assumem as eleições autárquicas. Aqui as pessoas votam mais pela pessoa do candidato, e menos pelo partido que representam. Ora, se assim é, não faz muito sentido que a meio do jogo, as pessoas em quem confiámos o nosso voto para exercer a função, abdiquem desta a favor de alguém em quem não votámos e, muitas vezes, nem sequer votaríamos.
Associado a este argumento está também o facto de os mandatos deverem ser cumpridos até ao fim. Embora certo candidato possa não vir mais a prestar contas no futuro, em caso de gestão danosa existem os tribunais para apurar as responsabilidades.
Não exercer o mandato até ao fim seria faltar às responsabilidades assumidas para com os eleitores, bem como uma falta de respeito pela confiança que foi depositada.
Por outro lado, a proposta não pode proceder porque seria a inversão dos valores. Ou seja, José Ferreira lança o ónus da vigarice sobre os autarcas em fim de mandato e sem possibilidade de recandidatura, como se fossem todos susceptíveis à trafulhice. 
Há os bons e os maus autarcas, mas tomar aqueles pelos segundos, é um erro.
Em resumo, uma ideia original a de José Ferreira, mas seguramente dispensável, pois em política os compromissos devem ser levados até ao fim, e trocas a meio de mandatos para fazer o jeito nunca agradaram, pela falta de respeito e sentimento de engano que geram.

terça-feira, março 13, 2012

Alargamento

Totalmente contra.
Os clubes não pagam os salários, ou não pagam a tempo, e ainda querem meter mais 2 equipas?
Para além de desvirtuar a verdade desportiva.
Uma ideia totalmente descabida.

segunda-feira, março 12, 2012

Tiro ao Cavaco!

Marcelo contra a moda do "tiro a Cavaco", @ 19 de Fevereiro de 2012.




Ai Presidenciais, Presidenciais....

Esposende-Marinhas-Fão

Como sócio da ADE é preocupação que registo o score negativo de 6 derrotas consecutivas na fase regular do campeonato da 3ª Divisão e que ditaram que os lobos-do-mar tenham que disputar a fase de manutenção, isto depois de terem passado grande parte do campeonato nos 6 primeiros, e com uma margem ligeiramente confortável face ao 7º classificado. Mas, futebol é assim mesmo.
Olhando para o que nos espera, diria que jogar com Marinhas e Fão em casa, traz mais emoção aos jogos, para não falar da receita, uma vez que são clubes que trarão adeptos ao estádio, por contraponto aos adversários que nos poderiam calhar se tivéssemos ficado para disputar a fase de subida.
Por isso, dentro do mal que calhou à ADE, o facto de jogar com Marinhas e Fão serve de algum consolo, pela emoção e bilheteira que acima referi.
Mas há que travar a série negativa que se abateu sobre a equipa. Quanto antes.

sábado, março 10, 2012

=)

Amigos para siempre


Cavaco Silva não consegue mesmo acertar o passo.
Depois da gaffe das reformas, da vaia em Guimarães, e da falta de comparência na escola António Arroio, a última do nosso Presidente foi que lembrou-se de desancar em José Sócrates, quando este há mais de meio ano que abandonou a cena política.
Há palavras que por justas que sejam perdem a sua razão quando ditas a destempo.
Que Sócrates se portou mal para com Cavaco na questão do estatuto dos Açores, ou a oportunidade do casamento gay, ninguém o discute. Mas não é menos verdade que o Presidente deixou muito a desejar.
Por isso, nos dias que correm, Cavaco não está nas melhores condições para apontar o que quer que seja, até porque nalgumas delas foi conivente.
Termos em que não estou nada arrependido de não ter dado o meu apoio a Cavaco Silva na eleição que o reelegeu Presidente de todos os portugueses.
Não faço parte dos portugueses que fazem gozo em se dedicarem ao "tiro ao Cavaco", mas tenho pena que um político que faz parte da história da nossa democracia nos últimos 30 anos, e que teve um contributo importante para o regime, esteja a empalidecer a boa imagem criada com gestos, atitudes e omissões que nada dignificam o político profissional e, muito menos, o cargo que representa.

quarta-feira, março 07, 2012

O que há em mim é sobretudo cansaço

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas
Essas e o que faz falta nelas eternamente;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço...

Álvaro de Campos

Grécia

Já perdi a conta às vezes em que se noticiou que o futuro da Grécia se decide hoje ou amanhã.
É preocupante que os decisores políticos já não saibam a quantas andam....

domingo, março 04, 2012

André Villas-Boas despedido. Os dois treinadores finalistas da Liga Europa foram despedidos, sem honra nem glória, dos novos clubes.

quinta-feira, março 01, 2012

O Artista

Très, très bon!

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Em busca da factura perdida...

Há coisas que aborrecem e de que maneira uma pessoa.
Um tipo contrata um serviço. 
Pede a factura, e é a velha história "ah, não tenho aqui comigo". Pede então um documento a atestar o que foi feito, e quanto foi pago, e dão-nos um cartão de apresentação, com uma descrição no verso. "Fale depois com o meu colega por causa da factura", dizem-nos à despedida.
E nós falamos com o colega. Ligamos várias vezes, enviamos outros tantos emails, e eles dizem "esse assunto está a ser tratado". Como se emitir uma factura requeresse um esforço hercúleo!
A última vez que falei com o colega foi numa segunda. Disse-me que tinha enviado a factura por correio na sexta. Acontece que essa sexta e essa segunda que falámos foi...há mais de 2 semanas! É preciso lata!
Vou ter que passar à fase do endurance. Com estes tipos não podemos facilitar. 
É verdade, já vos disse que há coisas que tiram um gajo do sério?...

terça-feira, fevereiro 28, 2012

29 minutos

29 minutos de injecção de optimismo e empreendorismo. Vale muito a pena perder estes 29 minutos.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Carnaval

Miguel Relvas anunciou ontem à noite, de forma categórica, que a decisão do Governo em não dar tolerância de ponto no Carnaval é para continuar no próximo ano, pois de outra forma o Governo estaria a ser inconsequente.
Parece-me uma decisão razoável que, à semalhança de outras medidas do Governo, peca por ser anunciada às pinguinhas.
Mais valia o Governo dizer "não há tolerância de ponto neste ano e no próximo também", que assim os protestos esgotavam-se até ao dia do entrudo, e no dia seguinte ninguém vinha mais com a conversa.
Quanto à crítica feita aos municípios que concederam tolerância de ponto, Relvas arrisca-se a abrir uma guerra com quem menos convém neste momento.

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

Como matar uma boa sugestão à nascença

D. Manuel Monteiro de Castro tornar-se-á amanhã Cardeal.
Em entrevista afirma D. Manuel que  “o maior problema de Portugal” é o “pouco apoio que o Estado dá à família”. “A mulher deve poder ficar em casa, ou, se trabalhar fora, num horário reduzido, de maneira que possa aplicar-se naquilo em que a sua função é essencial, que é a educação dos filhos”.
Título do Público: "Novo cardeal diz que se deve dar mais valor à mulher em casa".
Como seria de esperar, os comentários feministas não se fizeram esperar. E assim uma boa ideia - permitir maior conciliação horário de trabalho/vida pessoal - morre à nascença.
A partir do título tendencioso do jornal Público a discussão será em torno do conservadorismo de D. Manuel Monteiro de Castro: se o seu pensamento é do século XIV ou século XV.
A esta hora o artigo sobre D. Manuel leva 60 comentários, por contraponto ao caso da semana "o  homicida de Beja", cujo suicídio mereceu apenas metade dos comentários.
Fica assim adiada uma discussão pertinente que é a da conciliação do trabalho com vida pessoal.
Talvez se for o Francisco Louçã a trazer a lume o debate (o que antevejo difícil visto não se tratar de uma causa fracturante) este se consiga fazer sem qualquer ruído..

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Broncos

Ruben de Carvalho, Mário Crespo e Nuno Magalhães.
Ruben lançou o mote: Schäuble não teve a delicadeza de se levantar". Mário Crespo e Nuno Magalhães nada disseram. E era bom que tivessem dito.
Como pessoas informadas que são ou devem ser, por dever de ofício, então certamente já teriam dado conta do handicap do ministro das finanças alemão, que anda de cadeira de rodas.
Infelizmente, o seu silêncio comprometedor perante a barbaridade dita por Ruben de Carvalho demonstra que afinal de contas não fazem o seu trabalho de casa, como, por outro lado, vão para estes programas de debate lançar postas de pescada com um ar de quem estudou e preparou os assuntos.
Broncos por bronco, prefiro antes o programa do Futre. 

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

É complicado!


Um acto de má gestão aquele que a direcção do meu clube acaba de tomar, ao despedir o treinador um dia depois de lhe darem um voto de confiança e dizerem que o lugar não estava em perigo.
Com consequências imponderáveis.
O Sporting a definhar para grande pena minha.

Porrada neles camarada Arménio!

Arménio Carlos considerou hoje que se as medidas de austeridade em Portugal se agravarem, os cidadãos devem sair à rua e protestar, tal como os gregos o têm feito.

Era escusado


A triste cena que Luís Suarez protagonizou este fds não ajuda à reabilitação da imagem do excelente avançado do Liverpool, depois da suspensão de 8 jogos por comentários racistas dirigidos a Patrick Evra.
O atacante uruguaio até pode nem ter dito qualquer insulto, e sentir-se injustiçado, mas não ter cumprimentado o seu adversário só reforçou a ideia de que afinal não está tão inocente quanto proclama, e aos olhos daqueles que até lhe davam o benefício da dúvida faz diminuir essa ideia.
Bem esteve o Liverpool na reprimenda que deu ao jogador, de que o comunicado a pedir desculpas foi exemplo.
Gostei do treinador Kenny Dalglish comentar que aquele comportamento não enobrece a história do clube, e pedir desculpas pelo facto de não ter dado relevância ao assunto na conferência de imprensa pós-jogo uma vez que à hora não tinha tido conhecimento da polémica.
Espero que os jogadores no próximo encontro saibam estar à altura da camisola e história dos clubes que representam.
Afinal de contas, a Inglaterra é o berço do fair play.

domingo, fevereiro 12, 2012

Terreiro do Paço virou a Quinta da Atalaia.

Ontem milhares de portugueses saíram à rua para protestar contra o Governo e as medidas de austeridade, incendiadas pelas declarações do primeiro-ministro desta semana onde convidou os portugueses a serem menos piegas.
Vejo Jerónimo de Sousa a chegar à "manif" todo satisfeito e contente, dizendo que era a maior manifestação dos últimos 32 anos.
No Expresso leio que Arménio Carlos, novo presidente da CGTP, e a sua n.º 2, são do PCP. A filiação de Arménio Carlos já era conhecida, tratando-se de um membro da ala mais dura do partido. Que a sua n.º 2 também é do partido e da respectiva ala dura é algo que também não surpreende.
A impressão com que fico é que ontem o Terreiro do Paço virou a quinta da atalaia.
A contestação vai subir de tom e há razões para os portugueses estarem insatisfeitos. Mas infelizmente haverá um aproveitamento político e instigação por parte de partidos que não têm qualquer autoridade para falar em nome dos indignados.
Quando o Governo se viu sem margem de saída e teve que pedir ajuda externa, PCP e BE quiseram armar-se em rebeldes e recusaram-se a reunir com os membros da Troika para exporem os seus pontos de vista.
Acho extraordinário virem para a rua e gritarem "fora com o FMI!". A pergunta que coloco é: e aonde é que vão arranjar o dinheiro?.
Volto ao início deste texto: vejo Jerónimo de Sousa a chegar ao terreiro do paço e ser recebido em festa, qual messias. O mesmo homem que ainda recentemente enviou uma mensagem de condolências para a Coreia do Norte, e se recusou a aprovar um voto de homenagem pelo falecimento de Vaclav Havel. Creio que não são precisas mais palavras....