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sexta-feira, outubro 28, 2011

terça-feira, outubro 25, 2011

Dan Brown à portuguesa

José Rodrigues dos Santos (JRS)é um jornalista muito competente, dos melhores na sua área, e que ao longo dos anos foi conquistando meritoriamente o respeito e admiração dos seus pares, e particularmente dos telespectadores que acompanham as suas intervenções.

Nos últimos anos, certamente ávido de novos desafios, dedicou-se à literatura, numa das vertentes em que não é qualquer um que é bom escritor: o romance.

Numa impressionante capacidade de trabalho, JRS publica anualmente um romance, com centenas de páginas, que invariavelmente se tornam best-sellers. Um estilo de narrativa e suspense que vai beber a Dan Brown e tem entusiasmado os leitores.

A mais recente obra literária do autor mergulha num tema que abordado pela lógica de causar polémica é logo um sucesso garantido: a Igreja Católica.

JRS propõe-se, neste último livro, questionar a veracidade dos Evangelhos, da virgindade de Nossa Senhora, os irmãos de Jesus Cristo e, à semelhança de Dan Brown, refere no intróito que todos os factos aí relatados, porque decorrem duma extensa e aprofundada investigação, são verdade.

JRS não é o primeiro, nem será o último autor a meter-se em temáticas em que não é por um ano de leituras de Evangelhos, nem de viagens a Israel e aos lugares sagrados, que se fica apto para falar com autoridade e sapiência sobre eles, ou, de outra forma, para se dizer que tudo o que segue no livro é verdade.

Por isso, a única reacção que este livro pode merecer é a de ser um romance que se vai travestindo de obra histórica. O leitor mais incauto confundirá, certamente, um aspecto e outro, mas nisto das leituras convém ter as ideias claras.

Para mim, um livro que comece por dizer "tudo isto é verdade" é demasiado pretensioso para que os factos aí narrados possam ser levados, de uma forma intelectualmente honesta, a sério. Porque qualquer contraditório fica desde logo parado nessa página. Um livro que se queira respeitar não pode colocar essa condição à priori. Não tenho outra leitura senão a do pretensiosismo e falta de vontade de discutir as ideias em lugar próprio. Para JRS esse debate só servirá (e interessará) para publicitar ainda mais a obra e fazer dela o best-seleer.

segunda-feira, outubro 24, 2011

A quem é que isso interessa?

Há uns anos atrás, na minha ingenuidade, e alguma curiosidade mórbida, confesso, assisti no youtube ao vídeo da execução de Saddam Hussein.

Foram imagens arrepiantes que me fizeram logo arrepender do seu visionamento, e dizer a mim mesmo que há limites na vida, e já que a televisão não os sabe impor, que cada um saiba definir os seus limites.

Nos últimos dias têm sucedido os vídeos da execução e maus-tratos de Kaddhafi. Hoje, as agências noticiam mais vídeos, um dos quais, dando conta duma suposta sodomização do tirano.

Mas a quem é que isso interessa? O homem morreu, deixem-no lá em paz e sossego, e parem com as imagens doentias e enjoativas das romarias à morgue onde está o seu corpo, bem como a repetição e repetição do tirano ensaguentado pedindo clemência e os seus carrascos numa agitação nervosa.

A televisão há muito que perdeu o decoro. E nós fomo-nos deixando levar nessa onda.

Ainda sou do tempo em que havia pudor em mostrar certas imagens.

Ontem, por exemplo, a propósito da morte dum piloto de motociclismo, os noticiários da tarde mostravam o corpo do jovem corredor inanimado na pista. À noite, a mesma notícia mas já sem a imagem do corpo inerte na pista. E ainda bem. Num espaço de 7 horas alguém teve o bom senso e achou que já era demais, para além da notícia infeliz em si, e as cenas da queda e atropelamento do corredor, ainda mostrar um corpo na pista.
Estes tempos são doentios e a televisão é o seu reflexo.

Olhem o exemplo!!!

O ministro Miguel Macedo usufrui dum subsídio por estar deslocado da sua residência habitual quando dispõe de casa própria em Lisboa (neste caso, Algés).

É este tipo de incongruências que torna mais difícil ao comum dos cidadãos perceber em que é que este Governo se distingue do anterior.

Um Governo que pede sacrifícios não pode compactuar com situações destas. Porque assim perde moralidade, autoridade e humildade.

sexta-feira, outubro 21, 2011

Esta manhã

Percorro o olhar pelas capas dos jornais, os desportivos com forte tom verde-e-branco :), os generalistas, como seria de esperar, a destacarem a morte de Kaddafi. Mas, entre todos os jornais, um a surpreender pela negativa: o Jornal de Notícias.

O corpo de Kaddafi bem estampado na capa, o peito à mostra, com sangue a escorrer e cheio de buracos.

Perdeu-se a noção de decência!


quinta-feira, outubro 20, 2011

Na imprensa escrita

Jornal de Negócios, hoje.

sexta-feira, outubro 14, 2011

Mudar de vida

Viagens, restaurantes, jogos de futebol, não circular de carro para percursos que se podem fazer perfeitamente a pé ou de bicicleta.

A vida não mais vai ser a mesma como foi sendo até aqui.

Nasci em 1983, entrei para a escola no período de maior fulgor da nossa economia - os $ da UE, depois a entrada no Euro - e estudei 8 anos história, de Portugal e do Mundo, tendo aprendido que em tempos idos fomos grandes, mas nunca nos soubémos governar, desbaratando a riqueza que mais nenhum outro conseguia alcançar.

Muito honestamente, nunca pensei chegar em vida a um ponto que me parecia um capítulo duma história passada do meu país e que, aprendendo com os erros, nunca mais se repetiria. Infelizmente, eu como muitos da minha geração iremos fazer parte de um capítulo da história do nosso país. Resta saber como é que ela terminará.

Numa hora difícil, em que palavras de conforto não ganham eco, ainda assim não nego a história de Portugal e todos quantos, fosse no período em que estivemos dominados por Espanha, as invasões francesas, os primeiros anos da 1ª república, e outros momentos dramáticos, conseguiram superar-se nesses momentos. E, a verdade, é que o País continuou.

Neste, como nesses casos, não tem porque ser diferente.

Ai Portugal, Portugal!!!

"Ai Portugal, Portugal tens um pé numa galera e outro no fundo do mar..."

Bem podia ter sido assim o ínicio do discurso do nosso Primeiro-Ministro ontem à noite. De gravata escura e bandeira da nação na lapela, Passos Coelho surgiu como fantasma da morte, mas ao contrário da foice trazia uma quantidade de medidas que cortam a direito e que doem, doem muito.
Onde estão os cortes na gordura do estado??? O corte está a ser feito na carne, mas na carne de cada um dos portugueses.

Peço apenas uma coisa! O último Português a sair que apague a luz, porque até essa está cara.

quinta-feira, outubro 13, 2011

Imperdoável

Filme de 1992.

Melhor realização. Melhor filme.

E actores de mão cheia: Clint Eastwood, Morgan Freeman, Richard Harris e um Gene(al) Hackman.

Só agora tive oportunidade de o ver. Marcante.

Um enredo de homens contra homens, mas com as mulheres a marcarem a história em geral, e de cada um em particular.

Uma narrativa em que o companheirismo e amizade de uma vida, assente numa parceria bem sucedida, não se perde pela separação do tempo, nem se afasta por um qualquer conjunto sucessivo de factos negativos como a determinada altura acontece.

Afinal, o que é a amizade senão isso mesmo?

Imperdoável não ver este clássico.

segunda-feira, outubro 10, 2011

AHK-toong BAY-bi Covered



Nine Inch Nails - Zoo Station

U2 (Jacques Lu Cont Mix) - Even Better Than The Real Thing

Damien Rice - One

Patti Smith - Until The End Of The World

Garbage - Who's Gonna Ride Your Wild Horses

Depeche Mode - So Cruel

Snow Patrol - Mysterious Ways

The Fray - Trying To Throw Your Arms Around The World

Gavin Friday - The Fly

The Killers - Ultraviolet (Light My Way)

Glasvegas - Acrobat

Jack White - Love Is Blindness


Grande expectativa pras versões dos Nine Inch Nails, The Killers e Jack White.

domingo, outubro 09, 2011

BBC na vanguarda...do idiotismo!

A BBC propôs começar a utilizar marcadores históricos como “era comum” e “antes da era comum”, eliminando a referência histórica de “Antes e depois de Cristo”, com o objetivo de não “ofender” aos não-crentes, e qualificou a medida como “uma hipocrisia historicamente insensata”.
Não é a primeira vez que alguém quer mudar a datação tradicional. Já aconteceu com dois eventos historicamente anti-cristãos: a Revolução Francesa em 1789 e o golpe de estado do Lenin na Rússia em 1917. Em ambos os casos o calendário tinha esses anos como novos inícios da história.


Esta proposta surreal da BBC é inqualificável pelo atrevimento de querer mudar algo pacífico e culturalmente aceite pela civilização e história mundiais, sobretudo com o descaramento de se socorrer de um argumento "brega" como o pretenso respeito por outros credos. Como se alguma vez alguém se tivesse insurgido contra tal.


sábado, outubro 08, 2011

Lisboa-Açores-Madeira

Lisboa - Ontem à tarde, na comissão parlamentar dos transportes, peixeirada da grande, tudo porque se ia discutir um plano preparado pelo Governo para o sector mas que ainda não estava acessível para os parlamentares membros da comissão. Instalou-se a confusão com o PS a querer adiar a sessão, o presidente da comissão aos berros, enfim, um espectáculo de lamentar.

Apesar dos ruídos, assiste razão ao PS. Não faz sentido discutirem-se medidas sem que as pessoas indicadas para avalizar e fiscalizar as mesmas não tenham ainda seu conhecimento. Desse modo, a intervenção do Ministro na comissão mais não seria do que uma conferência de imprensa.


Açores - Carlos César anuncia que não se vai recandidatar a mais nenhum mandato para presidente do governo regional. Uma medida que se aplaude. Nisto dos cargos políticos, como várias vezes tenho repetido, é bom que as pessoas não se eternizem nos lugares, dando lugar à renovação. Depois de muitos anos a chefiar os Açores, Carlos César dará lugar a outro (temo, infelizmente, que o próximo possa ser o inenarrável Ricardo Rodrigues). Um exemplo a seguir por muitos outros políticos da nossa praça, que acham que os lugares políticos não carecem de limites de mandatos, podendo as pessoas eternizarem-se nos lugares até atingirem a dimensão de jurássicos.


Madeira - A campanha eleitoral fez-me lembrar uma bem recente que tivemos a nível nacional. Passou-se largamente à margem das duríssimas medidas de contenção que aí vêm, como se o anúncio delas fosse manifestamente exagerado, ocupando-se a discussão em assuntos de menor importância.

O dia depois das eleições, para os madeirenses, não mais será o mesmo nas suas vidas. Vale a aposta?

terça-feira, outubro 04, 2011

Arrepia...

É daquelas histórias que arrepiam a espinha... E ainda para mais cantar o que cantou depois....

É nestas coisas que a palavra humanidade ganha outra dimensão!

segunda-feira, outubro 03, 2011

Do surreal

Hoje ao almoço colega contava uma "estória" divertida vinda do país-irmão.

Já se conhece a imaginação dos brasileiros para arranjarem nomes para os filhos. Esta é mais uma.

Um casal, que se conheceu através do Facebook, queria homenagear a rede social, percursora da sua união, dando o seu nome ao filho que acabara de nascer.

Mas eis que o serviço de registo local não foi nada compincha e recusou o nome com o facto de se tratar de uma marca, e não ser possível dar nomes de marcas às pessoas.

O casal não foi de modas e readaptou o nome pensado para o filho de Facebook para...Facebookson! E esta hein?!

sábado, outubro 01, 2011

Nirvana, 20 anos depois

Fez estes dias 20 anos que o mundo da música foi surpreendido com um álbum de traços fortes, riffs viciantes e letras com um teor de rebeldia adolescente.
20 anos depois e o álbum continua com uma actualidade fantástica, 20 anos depois e os riffs ainda ecoam como se fosse a 1 audição.
Uma pequena banda de Abeerden tinha espantado o mundo musical e tinha entrado para a história. Os Nirvana, banda composta por Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl (vocalista dos Foo Fighters) entraram de "supetão" nas casa de muitos jovens com o álbum "Nevermind", o tal que faz 20 anos.
Eu cá tenho o meu original de Nevermind, comprado ali pelos anos de 95/96 e é sem dúvida um dos grande álbuns que fazem parte da minha estante...

Para recordar, "smell like teen spirits"... "...Here we are now, entertain us..."

sexta-feira, setembro 30, 2011

Um filme obrigatório!

Nunca vi nenhum filme de Woody Allen. Não calhou.

Mas este fds li que estava aí nos cinemas a sua mais recente obra cinematográfica "Midnight in Paris", integralmente realizada em Paris, e onde é filmada a cidade-luz no seu melhor. Ora, tendo visitado este ano Paris, uma cidade que me fascinou e conquistou, e estando o filme bem cotado pelas críticas, tornou-se imperativo ver a película. E que bem foi o tempo empregue.

Este filme é uma perdição!

Sentados na cadeira do cinema somos levados a fazer um passeio por Paris e os seus lugares de encanto. Somos igualmente levados a fazer um passeio pela história e algumas das personagens que marcaram decisivamente o século XX. Mas não vou entrar em detalhes sobre a estória do filme.

Apenas digo que está muito bem conseguido, os papéis são muito bem desempenhados, e é um filme que nos deixa bem dispostos, desde as cenas de humor, passando pela banda sonora, escolhida selectamente e que acerta na mouche.

"Midnight in Paris" é, estou certo, um daqueles filmes que nunca me cansarei de ver várias e várias vezes pela vida fora.

quinta-feira, setembro 29, 2011

Pedro Sousa

O melhor relatador desportivo da actualidade vai deixar de relatar os jogos de futebol, em particular os do meu Sporting, como fazia incessantemente há mais de 20 anos, para abraçar um novo projecto na área da comunicação social ao serviço do...Sporting!

Pedro Sousa nunca escondeu o seu sportinguismo, mas foi sempre um exemplo de rigor e transparência no modo como abordava os jogos e comentava os incidentes.

Nos últimos anos, em que o Sporting esteve na mó de baixo, nunca deixou de dizer o que pensava da equipa e da sua falta gritante de qualidade.

Como ouvinte da RR, Bola Branca e dos seus relatos, é com pena que o vejo abandonar um lugar e uma profissão que se confundiam com o próprio.

O "já está!" vai deixar saudades...

domingo, setembro 25, 2011

Assim dá gosto!

Ir a Alvalade e ver o Sporting carregar forte e bonito.

Podiam ter sido 4-0 ou 5-0, em vez dos 3-0, tantas foram as oportunidades. Mas no final valeu pela exibição categórica, e uma equipa que mostra cada vez mais estar entrosada.

A defesa ainda não está sólida, com Patrício a causar alguns calafrios, e algumas bolas serem perdidas em zonas proibidas.

Mas em contraponto, que regalo foi ver Elias e Rinaudo correrem o campo todo que nem mouros, Carrilo a serpentear-se por entre os adversários (tem uns pézinhos este miúdo) e Wolfswinkel a fazer jus aos milhões investidos.

Este Sporting ainda não é para ganhar o campeonato. Mas é claramente para fazer uma temporada que faça delete total aos dois campeonatos anteriores.

sábado, setembro 24, 2011

Lamentos

Para o fim dos REM, enquanto banda, sendo que cada músico poderá prosseguir a sua carreira a solo ou noutro projecto, e para o final da carreira de Cesária Évora, a emblemática cantora de Cabo-Verde.

Dois artistas que acompanhei e admirei desde muito novo, e que marcaram gerações. Deixam-nos músicas intemporais, clássicos que vão resistindo ao teste do tempo, e que em algum momento integraram a banda-sonora das nossas vidas.

Ficam os discos e os dvds para se irem matando as saudades, mas a música mundial ficou mais pobre...

quarta-feira, setembro 21, 2011

Entrevista do nosso Primeiro

Ontem, mais uma vez assisti à entrevista do nosso Primeiro Ministro Passos Coelho. Este tipo de entrevista pouco acrescenta ao cenário actual. Nada de ideias novas, apenas e só apelar a coesão nacional e tentar explicar as medidas de austeridade... Claro está não podia faltar "malhar" na Madeira, e bem, perante o regabofe das contas públicas.
O jornalista que o entrevistou é que me parece fraquinho, nunca deixando terminar um raciocínio ou uma explicação, já assim acontecerá com o Socrátes.

No entanto, e depois do episódio com os pavões na última entrevista feita com Socrátes ainda PM, ontem não ouvimos os pavões. Porque será???

A pergunta que se impunha seria:

- Senhor Primeiro Ministro, com tantas medidas de austeridade, também os pavões sofreram cortes? Ou estamos a assisitr a uma tentativa de calar o "bico" a certas "aves"?

Não é que muitas vezes apetece-se calar o bico a certas "aves" de rapina que ainda habitam no nosso pais.