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terça-feira, janeiro 21, 2014

Agora a adopção

Já se sabia que mais cedo ou mais tarde a questão sobre a adopção por casais do mesmo sexo se iria levantar.
E, tal como nas outras questões fracturantes, também aqui volto a cerrar fileiras pelo "não".
Defendo o "não", pela simples razão de que o que é próprio da natureza humana é ser-se filho de um só pai e de uma só mãe. Isto não é uma opinião, é uma evidência. 
Somos todos concebidos da união entre homem e mulher (a esterilidade de um casal do mesmo sexo permanece à data intransponível) e é na união entre homem e mulher que a larga maioria das pessoas é educada.
Esse é o enquadramento natural quando uma criança nasce e que, na minha opinião, deverá continuar a balizar a adopção de uma criança.
Alguém que queira adoptar uma criança é porque a quer amar. E também porque a quer educar o melhor possível. Estes dois predicados existem na intenção do casal do mesmo sexo em adoptar. Mas não é isso que está em questão. 
A consequência que me parece resultar da aceitação da adopção por casais do mesmo sexo é que assim acabamos por balizar ao mesmo nível a educação, seja ela feita por quem for. Isto é, uma criança ser educada por casal de sexo diferente ou por casal do mesmo sexo é igual, é tudo a mesma coisa. 
E não é. De todo. Dois homens ou duas mulheres, não são são pai e mãe. Na realidade, só um deles poderá ser, verdadeiramente, pai ou mãe.
Homem e mulher não estão vocacionados unicamente para conceberem filhos através da sua união. Essa sua diferença física e idiossincrática também se revela ao longo da educação do ser que resulta dessa união. E que nunca será atingida de forma similar na união entre pessoas do mesmo sexo.
A lei não deve desvirtuar aquilo que é próprio da natureza humana, a qual lhe é anterior, nivelando tudo por igual.

domingo, janeiro 19, 2014

1500

O "uma espécie" atinge um grande marco.

Atingimos os 1500 posts! 

Para um blogue que andava meio moribundo, parece que estamos a ganhar novo fôlego. Assim espero. 

Praxes. Até quanto?

Temos assistindo, ano após ano, a tragédias ligadas às praxes universitárias. Estas tragédias tem vindo em crescendo, até que este ano assistimos a mortes por afogamento, na praia do Meco, ao que tudo indica por questões relacionadas com a praxe académica. 
O propósito da praxe é ser um momento inclusivo dos novos estudantes no meio académico, não de um momento de terror e medo. A praxe tornou-se uma prova de poder de muitos estudantes frustados que, apenas, naqueles momentos podem mostrar a sua "força" (bruta). 
A frustração transformou a praxe, a estupidez transformou a praxe, alguns estudantes transformaram a praxe. 

Até quando vamos ter de viver ou assistir a isto? Até quando tudo isto vai passar incólume? 
No passado ano (2013) uma morte no queimodromo não bastou para que se suspendesse, temporariamente, a queima das fitas do Porto, este ano são seis mortes, se ninguém colocar um travão, daqui a nada temos um massacre qualquer...

P.S. - Não sou contra a praxe, sou contra este tipo de praxe, contra a praxe estúpida e não inclusiva, contra a praxe continuada ao longo do ano e que em nada apoia os jovens estudantes a atingir os objectivos propostos quando se entra numa Universidade. Objectivo único - terminar o curso com uma boa classificação e em "tempo útil"... 

Ary

Um dos grandes poetas da nossa língua, o "poeta do povo".
A homenagem a Ary é a lembrança das suas palavras, das suas palavras que se traduzem na nossa liberdade, das palavras que ecoaram para a eternidade.

DA MINHA TORRE DE NARCISO

"Ao sol, ao vento, à música, levanto
Esta voz que não tenho. A Deus imponho
A obrigação de me escutar o canto
E entender o que digo e o que sonho.

A mim me desafio. Aos outros ponho
A condição de me odiarem tanto
Que não descubram nunca o que suponho
O meu secreto e decisivo encanto.

Contra o que sou me guardo e quando oiço
Falar do que pareço, posso então
Encher o peito de desprezo e riso.

Pois só eu me conheço e só eu posso
Subir até àquela solidão
Onde me incenso, amo e realizo."


(José Carlos Ary dos Santos)


P.S. - Mas o video abaixo retrata o poema que me arrepia a espinha sempre que ouço, declamado pelo próprio Ary.


É Jota, é Jota...é JSD!

Na legislatura que assiste à maior taxa de sempre de desemprego jovem em Portugal, e a uma das taxas mais altas da Europa de jovens estudantes que não conseguem pagar os seus estudos universitários, a iniciativa da JSD que promete dar mais que falar neste mandato é sobre...a co-adopção por casais do mesmo sexo. Estupendo!
Os anos passam e não consigo entender, seriamente, por que é que insistem em se chamar juventudes partidárias quando o único tempo de antena que parecem saber arranjar é nas ditas questões fracturantes....

sábado, janeiro 18, 2014

Vergonhoso

Vivemos num Portugal onde algumas pessoas perderam a noção do ridículo, onde, infelizmente, as pessoas que nos representam, no órgão que representa todos os Portugueses, sejam eles brancos, negros, heterossexuais, homossexuais, ou outras etiquetas que queiram colocar, deixam a decência às portas do Parlamento.
Num momento complexo, onde há pessoas com fome, onde há uma crise, não só económica, mas uma crise de valores, onde o Governo apenas se preocupa em ser um "bom aluno" uma série de "iluminados" acham que seria bom fazer um referendo sobre a co-adoção.
Não é o tema que me entristece, porque muitas crianças são melhor tratadas e amadas com pessoas que têm um(a) companheiro(a) do mesmo sexo do que pelas famílias ditas tradicionais. No meio de toda esta questão as crianças deverão ser sempre protegidas, independentemente do"rótulo" da família.
O problema é o timming e acima de tudo o referendo...
Um referendo é um acto que leva tempo, uma acto que merece reflexão e tempo para as pessoas se informarem. É um acto que gasta muito dinheiro ao erário público, dinheiro que falta, ou não estivéssemos sobre plano de ajustamento.
Se foram eleitos, foi para tomar decisões, decisões populares e menos populares, que agradam a uns e não agradam a outros, não é para colocar temas complexos nas mãos dos Portugueses que não vivem, SOBREVIVEM.
Pior ainda, quando as mentes "brilhantes" que propuseram o referendo são elementos da JSD. São estas mentes "brilhantes" que nos vão governar daqui a uns anos??? Se hoje é assim, daqui a nada também dizem que a escolaridade obrigatória tem de passar para o 9º ano porque é um erro o ensino obrigatório ser até ao 12º ano, porque a liberdade de aprender é um direito fundamental de cada um.
Desculpem, mas parece que isso já a JP propôs!!! Estamos loucos!!!

Pedia às juventudes partidárias, sejam elas de que partido forem, um pouco de decoro!

É este o futuro do nosso Portugal? Se assim for, eu não quero assistir a esse futuro...


quinta-feira, janeiro 09, 2014

Tristes cenas

Dos nossos deputados que, de forma apressada, e procurando surfar a onda da comoção colectiva pelo falecimento do Eusébio, aprovaram a trasladação do King para o Panteão Nacional (a qual não poderá ser feita sem que decorra 1 ano) sem deixarem passar o tempo e distância recomendáveis para se avaliar da sua oportunidade.
Para não falar da injustiça gritante que se gera face a outras personalidades tão ou mais meritórias do que Eusébio para constarem do Panteão Nacional (por exemplo, Aristides de Sousa Mendes).  

domingo, janeiro 05, 2014

Eusébio, obrigado!

Há muitos, muitos anos atrás, quando Esposende decidiu emprestar o nome a causas sociais, em que vinham figuras públicas participar em conferência sobre o tema e depois fazer um jogo de futebol no Estádio Padre Sá Pereira, um ano houve em que Eusébio foi um dos convidados. 
Foi orador na conferência que se levou a cabo e, diz quem foi, que não foi de muitas palavras (afinal, a especialidade do King era outra), mas ainda assim mostrou-se sensibilizado pelo acolhimento carinhoso que recebeu.
Foi em Esposende e em todos os cantos de Portugal por onde Eusébio passou. Para não falar do resto do Mundo.
A notícia da sua partida, mal começa o novo ano, deixa-nos tristes e comovidos. A vida segue, e até já temos o Cristiano Ronaldo, mas um jogador como Eusébio, de amor à camisola, que cumprimentava os guarda-redes adversários, e chorava com as derrotas, dificilmente teremos outro... 

segunda-feira, dezembro 30, 2013

Uma espécie...de adeus!

Os números não enganam. 
As postagens no «Uma Espécie» têm descido a um número avassalador. 
Pela primeira vez nos seus 7 anos de vida (descontando o ano de estreia), as postagens vão ficar-se pelos 2 dígitos.
A falta de tempo para escrever, o aparecimento do FB, e a colaboração noutro blogue, tudo somado, torna o «Uma Espécie» uma sombra do blogue interventivo que foi no passado.
Não sei se voltarei a escrever no «Uma Espécie» em 2014.
Sobre Esposende, o País e o Mundo continuarei a escrever, seguramente. No FB e, eventualmente, em artigos pontuais para jornais locais (no caso de Esposende). 
Gostava muito que houvesse uma regeneração da imprensa local, como por diversas vezes aqui referi. 
Também tenho o desejo de escrever um livro sobre o Concelho e as suas personalidades. Os termos e modos ainda estão muito incipientes.
De qualquer forma, vou andar por aí.
Bom ano novo!

quarta-feira, novembro 27, 2013

O que faz falta a Esposende (5)

Uma associação de reflexão, que promova tertúlias sob temas culturais, políticos, desportivos ou da sociedade civil, convidando personalidades do País, preferencialmente da região Norte, para partilharem a sua experiência de vida ou pontos de vista sobre o tema.

terça-feira, novembro 26, 2013

O Evangelho da Alegria

Foi hoje publicada a primeira exortação apostólica do Papa Francisco com o título "A Alegria do Evangelho". 
Para mais informação sobre o seu conteúdo remeto para aqui sendo que para quem estiver interessado em ler a exortação na íntegra (para já em espanhol) poderá clicar aqui.
Na peça jornalística feita sobre o tema, chamou-me a atenção o facto de o Papa Francisco aludir a queixas que vem recebendo sobre a falta de qualidade das homilias.
Por circunstâncias várias, conheço várias Igrejas, no Porto e em Lisboa, e posso testemunhar que a qualidade da pregação faz, efectivamente, toda a diferença.
Há Padres que recorrem a pequenas histórias para concretizarem a mensagem do Evangelho, no que ajuda a interiorizar melhor a Palavra. Há Padres que usam do humor refinado e tornam mais agradável a meditação. Há Padres que sabem gerir o tempo da homilia com enorme eficácia. Há Padres que combatem a monocórdia, sob pena de terem metade da assistência a distrair-se com o espirro do lado, a criança que brinca, ou simplestemente contemplar alguma imagem religiosoa.
E há Padres que não fazem nenhuma dessas coisas. 
Ora, a pregação da Palavra de Deus não deve ser feita de ânimo leve, e cada sacerdote, com as suas armas, deve procurar fazê-lo da melhor forma. Agora, o modo piloto automático simplesmente não funciona. 
Por isso, faz muito bem o Papa Francisco em chamar a atenção para esse facto.
Outro aspecto que também tem que ser revisitado nas Eucaristias é o que se relaciona com os cantores ou grupos corais.
A música religiosa também é oração. E, nisto de cantar na missa, convenhamos, não é para quem quer mas para quem sabe. 
Quantas vezes um Salmo belíssimo, que poderia dar um bom momento de oração interior, fica prejudicado pela voz, ou pelas vozes desafinadas, de senhoras velhinhas, crianças, ou mesmo pessoas adultas que são um atentado ao rouxinol?
Bem sei que não é fácil formar e manter um bom grupo coral, mas também passa por aí a responsabilidade do sacerdote. Porque também é um caso onde se pode fazer, de facto, toda a diferença. 
Agora, deixar as músicas litúrgicas para senhoras velhinhas ou jovens imberbes, acompanhadas por sintetizadores, e sempre a mesma porra de género musical todo o fim-de-semana, é mortificação e dificulta o propósito de elevar bem o nosso coração até Deus.

sexta-feira, novembro 08, 2013

O que faz falta a Esposende (4)

A fusão do Marinhas FC e da ADE (eventualmente do Fão também) num único Clube de futebol.
A centralização dos melhores praticantes num único clube. A melhor canalização dos subsídios camarários num único clube. Com isso, a possibilidade de uma equipa mais forte, em divisão mais elevada, poderá captar mais público aos estádios, patrocinadores, e publicitar ainda mais o nome do concelho.

quarta-feira, outubro 16, 2013

O que faz falta a Esposende (3)

Um miradouro no Monte S. Lourenço.
Lugar privilegiadíssimo do nosso Concelho, com uma vista magnífica.

quinta-feira, outubro 10, 2013

O que faz falta a Esposende (2)

Uma agenda cultural que traga os bons valores da música e teatro nacional até cá, ao longo do ano.
Intrigo-me sempre quando vejo concelhos com dimensão igual, ou inferior nuns casos, a Esposende trazerem cantores/peças de teatro que poderiam, também, passar por cá, fazendo-no em períodos do ano que não o Verão....

terça-feira, outubro 08, 2013

O que faz falta a Esposende (1)

Um bom jornal.
Recentemente, contava-me o diretor do Farol de Esposende, Prof. Nogueira, da dificuldade em obter notícias das várias freguesias, porque não há ninguém que as queira contar, da dificuldade também em ter conteúdos diversos uma vez que o financiamento necessário para que o jornal saia advém de entidades que depois fazem publicar no jornal artigos da sua área, tornando difícil que sejam publicados outros conteúdos por falta de espaço.
O que gostaria realmente era que Esposende pudesse ter um bom jornal com entrevistas de fundo (e temos muita gente interessante para entrevistar), artigos de investigação (e temos bons investigadores), crónicas de opinião (e temos gente que escreve muito bem), etc.
De certo que um jornal da terra para a terra poderia captar mais leitores e, dessa forma, obter mais receitas para as suas publicações.
Com todo o respeito que me merecem, mas se a extinção do lobo ibérico ou o plano de atividades no casino da póvoa não interessa ao Menino Jesus, muito menos interessará ao António ou à Maria que estão emigrados para mais de 20 anos na Suíça ou em França, e gostariam de ler sobre a sua terra e as suas gentes.

sábado, setembro 07, 2013

40 horas

Bem que o título deste "post" poderia dar nome a um filme, se bem que o filme já se está a desenrolar faz tempo. Faz alguns dias que a proposta de aumento da carga horária para os funcionários públicos foi ratificada, em primeira instância pela maioria parlamentar (bloco do Governo) e logo a seguir pelo Presidente da República. Até aqui nada de novo...

Mas o aumento das 35 para as 40 horas de trabalho, pressupõem uma redução salarial dos funcionários público mas não pressupõem o aumento da produtividade que todos preconizam. O aumento da produtividade não passa por aumentar o número de trabalho das pessoas, a produtividade passa por mudar hábitos, passa por mudar as mentalidades e passa por tornar o trabalho mais estável, efectivo e eficiente...
E esta questão da produtividade está ligada tanto ao sector público como ao sector privado, mas terei oportunidade para escrever sobre ela em sede própria.

Vejam que Portugal é o 4 pais da Europa com mais horas de trabalho, e reparem na carga horária dos países mais produtivos.

Mas as 40 horas trazem "água no bico", não serve apenas para "aumentar a produtividade", serve sim para criar excedentários e passado um tempo atira-los borda fora. E aqui é que as coisas se complicam!

Pegando no exemplo dos enfermeiros.
Existem enfermeiros a trabalhar nos hospitais públicos que tem contrato de trabalho de 40horas, são enfermeiros que fizeram um contrato com o Hospital, os tais Hospitais Empresa (E.P.E.) que são entidades autónomas, e existem enfermeiros com vinculo à função pública que trabalham apenas 35 horas. O aumento das 40 horas para estes últimos, criará um excedente de enfermeiros em alguns serviços, quais serão dispensados???
No caso dos enfermeiros contratados, apesar de não serem funcionários públicos, sempre sofreram os cortes nos salários, nos subsídios, entre outras coisas, mas nunca foram enquadrados na lei aprovada que estabelece que um enfermeiro em inicio de carreira recebe no mínimo 1200€. Mais uma vez temos portugueses de 1ª e 2ª categoria.
Mas existem casos mais aberrantes, como enfermeiros a trabalhar em duas instituições públicas em simultâneo, tirando lugar a outros para trabalhar... Será que tem condições para prestar bons cuidados de saúde quando a sua carga horária vai ser aumentada? Pensem bem!!!
Não seria mais benéfico para o Pais e para os cuidados de saúde procederem a uma reorganização e colocarem as pessoas a trabalhar em regime de exclusividade, reposicionando-os nas carreiras? Seriamos mais produtivos, criaríamos postos de trabalho e faríamos com que o fluxo financeiro fosse transferido dos subsídios de desemprego para pagar a trabalho efectivo... Será tão difícil?

Mas, afinal esta lei das 40 horas tem coisas ainda mais escandalosas, porque é que um enfermeiro pode trabalhar 40 horas e um médico não? Porque é que um enfermeiro pode trabalhar 40 horas e um militar não? E um professor? E um juiz?
Cá está mais uma cavadela no fosso existente entre as classes trabalhadoras...

Continuo a não entender o porque de uma repartição das finanças apenas estar a funcionar em horário das 9h as 17h, quando todos estão a trabalhar, tendo de faltar ao trabalho ou meter um ou dois dias de férias para tratar desses assuntos, reduzindo aqui sim a produtividade. Porque não um ajuste destes horários para mais tarde ou mais cedo?

Se calhar com 35 horas semanais e com ajustes aos horários de funcionamento seriamos mais produtivos, mas é só uma ideia.


João Felgueiras


sexta-feira, setembro 06, 2013

Constitucionalistas Inconstitucionais

Neste últimos tempos, o Tribunal Constitucional passou a estar sobre as luzes da ribalta, o T.C. passou a constar das parangonas dos jornais e a abrir noticiários em horário nobre. E como sempre, ou quase sempre, a culpa é de quem? Do Governo.
Tudo o que se passa em Portugal é culpa do Governo... Até o gato que subiu para a árvore e que não consegue descer, é culpa do Governo! Mas, hiperbolismos à parte, a culpa neste caso é mesmo deles.

O Governo tem tratado a Constituição como se esta fosse uma malfeitora, e não o faz dentro da esfera privada, faz um julgamento público e só não lhe pega fogo em pleno Terreiro do Paço, porque lhe ficava muito mal.
Vá lá, ainda há um pingo de vergonha.

Mas o T.C., como herói de capa e espada, veio defender a Constituição e abrir uma luta directa com o Governo de Passos. Vamos já com alguns "rounds" e o T.C. parece estar a levar a melhor sobre o Governo, tendo-o levado ao tapete pelo menos por duas vezes...

Temos o tão aclamado herói (o T.C.), mas quem controla este herói? Há, sempre, uma linha muito ténue entre amar e odiar, entre apreciar e não apreciar, entre ser herói e ser vilão. Mas isto não se tem falado, porquê? Porque aos olhos da maioria dos portugueses o T.C., neste momento, é o grande defensor da Pátria!!!
Também para mim o é, quando há conta, peso e medida nas decisões tomadas e quando há por base a defesa dos interesses do Pais e de todos os Portugueses.

Mas o T.C., como qualquer bom herói de banda desenhada, foi vilão... E se há uns tempos atrás se falava que os portugueses que trabalham no sector público tem de ser "equiparados" ao do sector privado, porque tem de existir igualdade (a qual eu concordo plenamente) e que fez com que fossem restituídos os subsídios de férias aos funcionários deste sector, mas não a subida dos salários dos privados para acompanhar o salário auferido pelos funcionários do público (que ganham mais quando equiparados, mais não seja, pelo número de horas trabalhadas), fazendo com que houve uma percepção de que não existem portugueses de 1ª e 2ª categoria, veio agora cavar um fosso apenas para o sector público dessa mesma distinção de categorias.

A Lei da requalificação dos funcionários públicos foi chumbada, mas o T.C. diz que podem existir despedimentos no sector público... O que quase ninguém se apercebeu é que a cláusula de salvaguarda não foi considerada inconstitucional. E qual é a cláusula de salvaguarda? É de que nenhum funcionário público, cujo vinculo tenha iniciado antes de 2009 possa ser despedido.

Então agora onde está a igualdade??? Não são todos funcionários públicos???

Tal como a expressão diz, foi uma no cravo e outra na ferradura!

Aguardemos pelos próximos capítulos.

João Felgueiras

segunda-feira, setembro 02, 2013

Bombeiros, Feira Medieval e João Ribeiro

Este sábado, correspondendo ao apelo lançado pelas redes sociais, fui até ao quartel dos bombeiros voluntários de Esposende dar o meu contributo para as suas despesas, aproveitando a ocasião para fazer nova visita guiada, que continua a encantar a criança que existe dentro de mim. Fiquei contente por, durante o breve período em que lá estive, terem aparecido mais pessoas para darem o seu contributo. Os Bombeiros merecem ser apoiados e reconhecidos pela sociedade civil.
Este foi também um fim de semana de Feira Medieval. 3ª edição de um certame cada vez mais sofisticado, que aumenta de expositores e visitantes de ano para ano, e que está para ficar na cidade de Esposende. Esteve um tempo excelente à noite, tornando muito agradável passear pela Feira.
Ontem Domingo, o canoísta João Ribeiro conquistou, a meias com Emanuel Silva, medalha de ouro no campeonato do mundo de canoagem. Um feito fantástico na curta carreira do jovem canoísta do concelho, e que dá excelentes indicadores para o Rio 2016. Muitos parabéns!

quarta-feira, agosto 28, 2013

A onda que ainda não veio

«Eu cá, como diz o nosso hino, acredito que "uma onda há-de vir dar mais voz à juventude"!»
Confesso que foi com muita expectativa que aguardei pela divulgação, por parte dos partidos candidatos aos órgãos autárquicos de Esposende, das suas listas. Seria, finalmente, o momento dos jovens?
Percorrendo as listas e os nomes propostos, fica a sensação de que os partidos continuam a querer jogar pelo seguro.
No PSD, na lista para a Assembleia Municipal, o primeiro candidato sub-30 só surge apenas no...21.º lugar! Nos primeiros 20 lugares, apenas 3 candidatos têm menos de 40 anos, mas nenhum deles com menos de 35 anos.
É certo que na lista para a Câmara Municipal, surge um candidato a vereador na 6ª posição com 33 anos. Se o PSD conseguir recuperar esse vereador, será a única tónica jovial na equipa camarária. Todos os outros vereadores eleitos terão mais de 40 anos. Claro está que no 7.º e 8.º lugares aparecem dois jovens com 28 anos, mas não sendo eleitos, ou não vindo a ter oportunidade de integrar, ainda que de forma temporária, a equipa camarária, o seu impacto será neutral.
No PS, quando se esperava uma renovação de alto a baixo da sua equipa, verificamos que o candidato proposto vence por ser o candidato mais velho de todos os 4 que se propõem liderar o executivo, e vence por ser o único repetente. Por outro lado, a aposta para vencer a junta unida de Esposende, Marinhas e Gandra, recai em Losa Esteves, um veterano em eleições autárquicas. É certo que se vislumbram algumas caras novas, mas de forma genérica não houve integração substancial de novos quadros. Se o PS mantiver os 2 vereadores, serão os mesmos de há 4 anos. 
No caso do CDS, quanto à lista à Câmara Municipal, no que ganha ao PSD pelos 6 primeiros candidatos serem sub-40, perde no facto de não apresentar um único candidato sub-30, enquanto o PSD apresenta ao todo 5. Onde o CDS faz a diferença é por apostar em candidatos muito novos às Juntas de Freguesia. Nas 4 a que concorre, todos têm menos de 35 anos, e uma das candidatas tem, até, 25 anos. 
Durante algum tempo Esposende tinha o presidente de câmara mais novo do País. João Cepa, aliás, várias vezes fez questão de o recordar. No entanto, parece ter-se verificado um princípio que uma vez Marcelo Rebelo de Sousa comentou numa aula: os assistentes mais novos, acabados de terminar o curso, são os mais lixados na avaliação dos alunos, numa forma de não querer dar parte de fraco ao Professor mais velho. Ora, no caso de Esposende e do partido cronicamente vencedor, João Cepa, não querendo dar parte de fraco, não fez muito por atribuir responsabilidades maiores aos seus jovens.
Quando há 4 anos, João Paulo Torres se demitiu com estrondo da liderança da JSD de Esposende, chamando a atenção para a falta de aposta na juventude, admiti que fosse a tónica que faltava para que os Partidos maiores olhassem para dentro de casa e para os seus jovens, e se propusessem a querer surfar uma nova onda.
No entanto, passado esse tempo todo, verificamos que ainda há um longo caminho a percorrer. Ou, para usar uma terminologia mais marinha, o mar da renovação política do concelho de Esposende ainda está um pouco "flat".

terça-feira, agosto 27, 2013

Por estes dias...

O sportinguismo está em alta!
Primeiro lugar na Liga, vitórias com goleada, a equipa a jogar bem, não podíamos ter melhor começo!
Este sábado começa uma saga que vai testar bem de que massa é feita a equipa: Benfica, Braga, Guimarães e Porto, deslocações muito complicadas para os leõezinhos. Mas sonhar com bons resultados nesses jogos não paga imposto :)