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segunda-feira, janeiro 30, 2012

Descendentes


Começa a contagem decrescente para os Óscares e os primeiros grandes filmes do ano já aí estão.
"Descendentes", de Alexander Payne, decorre no Hawai, proporcionando belas imagens da ilha paradisíaca, e uma banda-sonora que ainda reforça mais a vontade de lá ir, e conta a história de Matt King, personagem desempenhado por George Clooney, um competente advogado que passa horas a fio no seu escritório, e que se vê na difícil situação de ter a sua mulher estar internada no hospital entre a vida e a morte, as filhas com quem não passava muito tempo ficarem ao seu cuidado, e entretanto vir a saber que a sua mulher o tinha traído.
É o percurso de alguém que tenta recuperar alguns elos perdidos, e ao mesmo tempo reecontrar-se consigo mesmo. Uma história de amor, amizade, raiva e perdão. Não há nada no filme sobre o qual se possa dizer "só mesmo nos filmes!". É uma história comovente, mas que ao mesmo tempo dá sinais encorajadores.
É um filme que por muitos anos que passem não perderá a sua actualidade.
É um grande desempenho de George Clooney, muito bem secundado nas actrizes que fazem de suas filhas. E uma grande realização.

Entrada de "carrilho"

Este artigo é forte.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Uma questão de boas maneiras

São Pedro presenteou-nos este fim-de-semana com manhãs e partes da tarde solarengas, muito convidativas a contemplar esse privilégio da natureza que é Esposende à beira-mar.
Como seria de esperar, centenas de populares aproveitaram esta folga de frio e chuva no Inverno, para saírem à rua e darem um passeio muito agradável pela marginal de Esposende. Sabe sempre bem um fim-de-semana ao sol, na tranquilidade e serenidade que o rio nos oferece. 
No entanto, há algo de intrigante quando nos cruzamos com uma série de pessoas que, não sei se será por falta de horas de sono, ou porque o repasto foi bem enchido e está a pedir uma sesta, dá longos bocejos e não é capaz de pôr a mão na boca.
Nada tenho contra quem, em plena caminhada na rua ou junto ao rio, sinta a necessidade de bocejar. Mas dizem as boas maneiras que devemos sempre colocar a mão à frente da boca. 
Ora, há várias pessoas que se estão marimbando para as boas maneiras, e mesmo à frente de dezenas de pessoas, vão passeando tranquilamente e bocejando de boca bem aberta para todos verem.
Se calhar não faria mal um indicador a avisar as pessoas para o facto de que quando sentirem necessidade de bocejar que o façam pondo a mão à frente da boca. É que ser uma pessoa a fazê-lo isoladamente ainda se desculpa, agora quando o mau hábito é repetido por várias e várias pessoas, começa a ser preocupante. Porque se para um simples acto de educação tem-se demasiada preguiça para o fazer, então o que acontecerá no resto? 

segunda-feira, janeiro 16, 2012

No dobrar da 1ª volta



Benfica - mais 6 pontos que na época passada
Porto - menos 4 pontos que na época passada
Braga - mais 11 pontos que na época passada
Sporting - igual

Diz a estatística que o Sporting reforçado de Domingos acaba a primeira volta com os mesmíssimos 28 pontos que o Sporting horrível treinado por Paulo Sérgio fez na época passada, em idêntico período de campeonato.
No entanto, não há comparação possível entre uma e outra equipa. 
O Sporting de 2011/2012 tem levado adeptos ao estádio, e protagonizou alguns jogos muito bons.
Faltou na primeira volta algum rasgo a Domingos na hora de formar a equipa inicial. A aposta na maior parte dos jogadores do ano anterior não foi bem sucedida. A partir do jogo de Paços corrigiu o erro, e iniciou caminhada que começou a ser travada no jogo com a Académica.
Não tenho dúvidas de que o Sporting acabará a época à frente do Braga.
Importante é a equipa não desanimar e acreditar nas suas capacidades. Porque esta não é equipa para uma época, mas sim para vários anos.

Quanto ao resto, o Benfica está fortíssimo, mas o Porto tem-se aguentado firme, e vencerá aquele que for mais regular.
No entanto, e facto que a 1ª volta demonstrou, não se vê uma única equipa capaz de derrotar estes grandes. Assim vai o fosso na Liga Zon Sagres....

Futebol dominical

1. Esposende-Marinhas
Um clássico concelhio que há muito aguardava. Estádio Pe. Sá Pereira muito bem composto, com adeptos entusiasmados sempre a puxarem pela sua equipa. O jogo começou mal para os da casa, que nem 10 minutos tinham passado e já perdiam 0-2. No entanto, a equipa não acusou o toque e encetou recuperação fantástica, fazendo 2 golos que voltaram a colocar tudo como no 1º minuto.
Depois disso, as equipas baixaram de intensidade. Pertenceram ao Marinhas as melhores oportunidades de golo, e o Esposende jogou muito com o coração e pouco com a cabeça.
No final, um 2-2 merecido, sendo que nesta fase do campeonato o Esposende está num confortável 5º lugar, com 5 pontos de avanço sobre o 7º, pelo que a 8 jornadas do fim cabe à equipa dos lobos-do-mar gerir a vantagem, para terminar a época a disputar a promoção, que não sendo o objectivo desta época, assegura desde logo o objectivo maior: mais um ano na 3ª.
Espero que Marinhas e Fão possam recuperar nesta 2ª fase.

2. Braga-Sporting
Este jogo já acompanhei só pela televisão. Era importantíssimo o Sporting não perder. Mas infelizmente tal não aconteceu. A defesa meteu água e a equipa só se pode queixar de si mesma.
O Sporting termina a 1ª volta com o mesmo número de pontos da época passada, mas com orçamento muito maior e treinador melhor.
Acho, no entanto, que esta 1ª volta nada teve a ver com voltas anteriores de campeonatos mais recentes.
Domingos demorou algum tempo a identificar um 11 base, sendo que as experiências nos primeiros jogos significaram pontos perdidos. 
Depois a equipa fez recuperação muito boa, voltando a levar "adeptos" a encher Alvalade, algo de que já sentíamos saudades.
Mas o final de ano, e início de 2012 não estão a querer nada com a equipa, ou vice-versa.
Para a 2ª volta, já sem a pressão de conquistar o título, resta a Domingos animar os jogadores para 2 objectivos fundamentais: a vaga na luta para a Champions e a taça de Portugal. E continuar a construir uma base e equipa para então em 2012/2013 atacar o título.

terça-feira, janeiro 10, 2012

Os azares de John Galliano


Um dos casos judiciais mais marcantes de 2011 foi a condenação, a uma multa de seis mil euros, por um tribunal de Paris, do estilista John Galliano. Este criador de moda da casa Dior, aparentemente ébrio, declarara o seu monstruoso amor a Hitler, desejando a morte do casal de judeus que estava a seu lado, num bar da antiga judiaria parisiense.

O primeiro azar de John Galliano foi o vinho. Não fosse o néctar dos deuses e o sujeito não teria experimentado o banco dos réus. Para maior infelicidade do etilizado estilista que, à conta disto, poderá ficar ainda mais anti-semita, a Bíblia atribui a Noé, o mesmo da prodigiosa arca, a invenção do vinho. Ainda assim, o balancear de Noé pelo convés seria mesmo coisa da maré, não do vinho … Porém, é verdade que a Sagrada Escritura conta que Noé se embriagou alguma vez, tendo também ele protagonizado tristes figuras.
Os antigos diziam: «in vino veritas», ou seja, o vinho predispõe à verdade. Pois é, mas isso é só quando é bebido com conta, peso e medida. Quando se está grosso, geralmente é grossa a asneira que sai. Foi o caso de Monsieur Galliano que, de facto, não poderia ter sido mais desastrado.

O segundo azar de John Galliano foi Adolf Hitler. Imagine-se que o agora condenado se tinha apresentado no bar envergando uma camisola com a efígie de Estaline, um boné à Mao, ou até que fazia um brinde à saúde, por sinal bastante debilitada, do camarada Lenine. É certo e sabido que ninguém se teria sentido incomodado com tais alusões, muito embora esta troika tristemente famosa tenha sido, até passando por alto a mórbida e mesquinha comparação contabilística das respectivas vítimas, tão prejudicial à humanidade quanto o diabólico líder nazi.

É razoável que se condene, sem hesitações, a tirania nazi, mas não parece justa a relativa complacência, ou cumplicidade, em relação às outras ditaduras. É de facto estranho que, na mentalidade dominante, haja, ao que parece, tiranos bons e tiranos maus: os primeiros podem desfilar em peças de roupa, ser elogiados e festejados em canções; mas, dos segundos, nem os nomes malditos podem ser tolerados. A foice e o martelo são adereços inócuos, mas a cruz suástica é uma provocação inadmissível. Amar Lenine, Estaline, Mao ou Che Guevara é politicamente aceitável, mas gostar de Hitler não.

O terceiro azar de John Galliano foi o facto de ter insultado um casal de judeus. Tivesse tido a sorte de ofender um par saloio cá da terra e, na pior das hipóteses, levava apenas um sopapo, à antiga portuguesa, e não se falava mais do caso. Mas tocar num casal judeu, o que é obviamente inadmissível, em especial quando a raça é o motivo, é muito mais grave do que incomodar um par de qualquer outra etnia ou religião. É óptimo que o sofrido povo hebraico goze dessa merecida protecção, mas seria desejável que, na comunidade internacional, não houvesse nacionalidades, ou credos, de primeira e de segunda classe.

O quarto azar de John Galliano foi a sua falta de pontaria quanto às vítimas da sua ofensa verbal. Teve azar, como já se disse, pelo facto de serem judeus ou, mais concretamente, por serem aqueles judeus. Com efeito, há judeus que podem ser ofendidos impunemente e, por isso, é fundamental a pontaria.

Se o estilista tivesse tido a sorte de, por hipótese, injuriar os judeus Jesus e Maria de Nazaré, o seu gesto não só não seria susceptível de procedimento criminal, como até seria previsivelmente louvado. Não faltaria quem defendesse a genialidade criativa do provocador e os eventuais protestos seriam silenciados, por contrários à laicidade das instituições e às sacrossantas liberdades artísticas. Cristo e sua Mãe são, com efeito, os dois únicos judeus que se podem insultar, à vontade, no mundo inteiro e, principalmente, no ocidente.

Quatro azares são demais para um homem só. Não parece fácil que o etilizado John Galliano se consiga reabilitar depois de tão monumental sarilho. Para que não seja em vão o azar do infeliz estilista, aprenda-se pois a lição.
Primeiro: não se embebede, se quiser insultar ou, pelo menos, não insulte, se estiver embriagado, ou ainda, em termos de prevenção rodoviária: se bebeu, não ofenda! Mas o melhor mesmo é que não insulte nunca ninguém. Segundo: declare o seu amor eterno a um tirano politicamente correcto, ou seja, qualquer um que não seja o execrável Hitler.

Terceiro: ofenda um par, de preferência casado em regime de comunhão de agravos, de qualquer religião ou nacionalidade que não a judaica. E, quarto: se, apesar de tudo, optar por judeus, não se esqueça que só há duas pessoas dessa nacionalidade que podem ser impunemente ultrajadas em público.
E, já agora, tenha também o que faltou ao desgraçado John Galliano: sorte!

Gonçalo Portocarrero de Almada

P.S. Aviso à navegação: este artigo não é contra Noé, nem as arcas, nem o vinho, nem as camisolas, nem os estilistas, nem os comunistas, nem os judeus, nem os saloios, nem a prevenção rodoviária. Também não é a favor de Galliano, nem de Hitler, nem dos grupos nazis, nem do anti-semitismo, nem do comunismo, nem do fundamentalismo islâmico ou outro. Mas é, seguramente, contra a hipocrisia e a favor da verdade na caridade e da igualdade e liberdade de todos os homens, povos e religiões.

Da secção "ler com atenção!"

As nomeações para a EDP são um mimo. Catroga, Cardona, Teixeira Pinto, Rocha Vieira, Braga de Macedo... isto não é uma lista de órgãos societários, é a lista de agradecimentos de Passos Coelho. O impudor é tão óbvio nas nomeações políticas que nem se repara que até o antigo patrão de Passos, Ilídio Pinho, foi contratado.

Estava a correr bem de mais... Um grande negócio para o Estado, uma privatização que reforça a EDP, a gestão reconduzida. Mas a carne é fraca. É sempre fraca. Só falta uma proposta na Assembleia Geral da EDP: mudar o nome de Conselho Geral e de Supervisão (CGS) para o de Loja do Governo. 

Pedro Santos Guerreiro on fire.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Grande Esposendense

Hoje, logo pela manhã, recebo uma daquelas notícias que ninguém gosta de ler, sobretudo quando se trata de alguém que nos diz muito "morreu o Sr. Braga!". 
Um dos maiores e melhores amigos da vida do meu avô, presença regular  lá em casa, e de quem me lembro desde tenra idade. Ainda muito recentemente, nas eleições para a Santa Casa da Misericórdia de Esposende estava eu sentado na mesa de apoio ao acto eleitoral e o Sr. Braga, na fila, aguardando pela sua vez de votar, a saudar-me amigavelmente, como sempre o fizera, "Olha o Melinho! De barba?".
Alguns anos atrás o Sr. Braga tivera uma grave complicação de saúde que, no entanto, ultrapassou com sucesso. Mas esta quadra de festas foi, infelizmente, madrasta. Na véspera de Natal, um grave problema no coração levou a que fosse internado com urgência. O estado inspirava cuidados, sendo o prognóstico reservado. Aguardava-se a todo o instante pelo momento em que pudesse ser operado. Momento esse que, infelizmente, já não vai mais acontecer.
Com o falecimento do Sr. Braga assaltam-me à memória as mais variadas recordações da sua figura, a maior parte deles sempre na companhia do seu grande amigo que era o meu avô, mas também noutras situações, como a ADE, instituição de que tanto amava e ajudava, a Festa do S. João onde numa ocasião, em que participava num peditório e enquanto nos aproximávamos do Sr. Braga, diz-me um colega já rodado nessas andanças "Eh pá, este senhor costuma ser muito generoso e dar grande contributo!". E aconteceu tal e qual ele previra...
Generoso. Talvez a palavra que mais se comente por estas horas em Esposende quando se fala do Sr. Braga. Um homem que sempre gostou de ajudar uma terra que, embora não sendo o seu berço, fez dele um dos seus filhos dilectos.
Nesta hora de dor, em que mais um grande esposendense nos deixa, fica o desejo de que saibamos cada um ser na nossa condição de membros da sociedade civil um "Senhor Braga", sempre disponível para o próximo, e de ajudar de forma desinteressada e amiga, mantendo, se possível, refinada boa disposição que a todos conquista, e com quem dá gosto falar e conviver, como era no caso do SENHOR Braga.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

É isso tudo

"E que fique clara uma regra: o secretismo da Maçonaria (ou de qualquer outra organização do género) não tem proteção constitucional. Luís Montenegro está, por isso, obrigado a confirmar se pertence à Loja Mozart e se nela mantém algum tipo de relação com Jorge Silva Carvalho. Se sim, deve explicar porque não o declarou, como motivo evidente de incompatibilidade para se envolver neste caso. Interessa também saber se usou o seu poder no Parlamento e no grupo parlamentar do PSD para que o relatório preliminar sobre a investigação ao SIED fosse alterado e dele saíssem as alusões à relação entre a Maçonaria e as secretas. Sabendo que mentir ao Parlamento em matéria de facto é, apesar de comum, grave. Num caso desta importância, é gravíssimo."


Daniel Oliveira, Expresso Online

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Soares dos Santos - antipatriota?

A família Espírito Santo tem sede no Luxemburgo. Belmiro lançou a OPA à PT a partir do Holanda. O investimento estrangeiro é feito de fora. Isabel dos Santos investe na Zon a partir de Malta. Queiroz Pereira tem os activos estrangeiros separados de Portugal. António Mota desabafa há dias que pode ter de criar uma sede fora de Portugal só para que a banca lhe empreste dinheiro. E a família Soares dos Santos tem um plano que não nos contou mas que ainda nos vai surpreender - feito com bancos estrangeiros e a partir da Holanda, que é uma plataforma fiscal mais favorável à internacionalização para fora do espaço europeu, uma vez que não há dupla tributação da Holanda para e do resto do mundo.


O que custa a engolir não é que Soares dos Santos tenha cortado o passado com Portugal, esse mantém-no e continua a pagar impostos. É que tenha cortado o futuro. É que tenha decidido investir fora daqui porque aqui não tem por onde crescer, para procurar lucros fora de Portugal, criar postos de trabalho fora de Portugal e, então sim, pagar impostos desse futuro fora de Portugal. Pensando bem, esse é um grande problema e é um problema nosso. Mas investir fora do País não é traição. É apenas desistir dele. E a Jerónimo já partiu para a Polónia há muitos, muitos anos - ou ninguém reparou?


Pedro Santos Guerreiro, Jornal de Negócios, 03.01.12

Um artigo muito lúcido num momento em que muitos se tornam fiscalistas de bancada, e são ditas muitas asneiras, a par de alguns sentimentos menos positivos que não são bons conselheiros.
Soares dos Santos é um investidor, e a um investidor exige-se que decida com a razão e não com o  coração.
Se Portugal não capta investimento externo, e não consegue segurar o investimento interno, tal deve-se à ausência de uma política de médio prazo, que mesmo em ocasiões de urgência, como foi a situação do défice, não deve deixar de ser feita.
Os avisos à navegação já tinham sido feitos há muito. Depois não se queixem.

Benfica...essa potência da canoagem


João Ribeiro, atleta do Gemeses, e jovem promessa da canoagem lusa, modalidade em que tentará representar Portugal nos Jogos Olímpicos deste ano em Londres, acaba de assinar pelo Benfica.
Benfiquista desde pequenino, o desportista do concelho de Esposende não cabe em si de contente.
É um sonho representar o nosso clube do coração, e João Ribeiro está a concretizá-lo, com o impacto que a colaboração com o Benfica representará para a sua carreira, seja em termos de apoios financeiros, seja em termos de visibilidade.
Mas não deixa de ser engraçada esta colagem que o Benfica faz a atletas das mais diversas modalidades, que o clube não tem, só para que depois, quando eles conquistarem provas de relevo, poder vir dizer que são mais títulos a juntar ao seu vasto espólio e, assim, afirmar-se como uma potência nas modalidades amadoras.
De facto, estou muito curioso para ver a equipa de canoagem do Benfica em acção. Já estou a imaginar os atletas a treinarem no rio Tejo, entre cacilheiros e paquetes que por lá navegam.
Termino a nota deixando um repto ao meu Sporting: de que estão à espera para recrutar a Teresa Portela?

Adenda: Tarde de mais. A Teresa Portela já assinou pelo Benfica. E o João Paulo Torres fez-me engolir a minha própria provocação. O Sporting também está a apostar na canoagem com a contratação do Emanuel Silva.
À semelhança da mítica regata Oxford vs Cambridge, já imagino o Rio Tejo com um Sporting vs Benfica em canoagem lol 

terça-feira, dezembro 27, 2011

Capa JN 27.12.11 (a resposta)

Caro leitor,  Francisco Melo

Agradeço o seu email: pelo trato, pela clareza e pela argumentação. São leitores como o senhor que fizeram do JN mais do que um jornal.
Permita-me, então, que refira em jeito de alegoria algumas das circunstâncias e chaves com as quais um jornal diário é produzido:
1.       Fazer a capa é como aterrar um avião: de algum modo é preciso pousá-lo sobre a pista à hora exacta para o servir ser exemplar
2.       Nas aterragens não há dois pilotos iguais: o mesmo se passa com quem pilota fechos de jornal
3.       Em dias de turbulência, pouco importa como se aterra… desde que aterre mesmo. E acredite que nos jornais são mais os dias de turbulência que os outros.
4.       Por último e para memória futura: o papel é um meio em desvantagem com o digital  [exemplo entre já muitos outros: a Operação Tempestade, ou seja, a guerra em directo nos canais TV de todo o mundo sob a forma de notíciário] por ser frio, mesmo que o frio esteja associado à racionalidade inteligente. Porém, os sinais que por aí andam apontam à convergência e fusão de meios e plataformas que transportam as notícias e opiniões. Por isso, é natural que o jornalismo esteja sujeito a uma certa turbulência da busca. Ou sejam, a questão a que temos de dar resposta [por vezes em aterragens de emergência] é:  como dar função vital ao papel de modo a não ficar limitado a ser uma réplica distante e fria da tórrida “telerrealidade”?
Espero não o ter decepcionado. E espero ainda mais que nos faça chegar, sempre, as suas reflexões, as quais serão sempre incorporadas nas reflexões da minha equipa de Direcção.

Queira aceitar os meus respeitosos cumprimentos

Manuel Tavares

Capa JN 27.12.11


Exmo. Sr. Director do Jornal de Notícias,

Esta manhã quando me preparava para folhear o Jornal de Notícias (JN), publicação dirigida por V. Exa. e cuja leitura faz parte do meu quotidiano matinal há vários anos, foi com desagrado que avistei na primeira página, com amplo destaque, o seguinte título “Sexo Oral na Casa dos Segredos”.

Inicialmente, ainda pensei ter visto mal o título, mas a segunda leitura confirmou a primeira impressão.

Perguntei-me então o que terá levado uma publicação centenária, cujo jornalismo assente no rigor, objectividade e dar notícias foi sempre sua prática corrente, trocar esses mesmos princípios de excelência pelo sensacionalismo e, logo, do mais rasca?

Para grande pena minha, não bastava o programa “Casa dos Segredos” ser um expoente máximo do telelixo nacional, como o JN ainda se associa ao mesmo com o destaque de primeira página que deu a um evento cujo interesse noticioso é (abaixo de) zero.

Que o JN faça alusões nas suas páginas interiores a este tipo de programas ainda se concede, agora que estes programas mereçam destaque de primeira página, como foi o caso que aconteceu, é algo que, francamente, não consigo entender.

E não percebo porque, conforme referi, julgo que existe uma fronteira clara que separa os jornais que se norteiam pelo bom jornalismo, daqueles que se dedicam ao sensacionalismo e em explorar cenas íntimas de interesse público zero.

Para não falar, também, do facto de o JN ser lido por jovens, e com esta capa passar a mensagem errada de que “Sexo Oral” em programa televisivo merece ser notícia de primeira página!

Lamento, por isso, que o JN tenha cedido nos princípios que sempre pautaram a sua actuação jornalística, e expresso o sincero desejo de que haja mais rigor e noção de serviço público na escolha das capas de futuras edições.

Aceite os meus cordiais cumprimentos,

Atenciosamente

Francisco Melo



(email enviado hoje para secdir@jn.pt)

sábado, dezembro 17, 2011

Cesária Évora

Morreu a diva dos pés descalços.
Morre a artista, mas não a sua música, que lhe irá sobreviver, tornando Cesária imortal.
Como diz hoje Tito Paris, as mornas de Cesária continuarão a ser ouvidas até ao fim das nossas vidas.
Hoje o nosso coração e espírito está em Cabo Verde.
Recordo, com emoção, as tardes passadas em casa de meu avô, onde ouvia as mornas de Cesária, no que era uma forma de ele voltar a "casa". Também nós viajávamos até Cabo Verde.
Fica a sôdade. Muita!

Obrigado e adeus Madaíl

Terminou hoje, finalmente e felizmente, um longo ciclo.
Gilberto Madaíl está associado ao melhor período da selecção portuguesa de futebol, com apuramentos consecutivos a Europeus de Mundiais de Futebol.
Porém, nem sempre soube gerir os acontecimentos da melhor forma, nomeadamente Mundial 2002 e Mundial 2010. 
Teve no Euro 2004 a oportunidade de sair em grande da Federação. Mas quis continuar agarrado ao lugar. 
Hoje com a tomada de posse de Fernando Gomes chega uma lufada de ar fresco ao futebol português.

quinta-feira, dezembro 15, 2011

In memoriam

Associação Desportiva de Esposende, anos 90/01.
Os jogadores: Vasco, Cachina, Lemos, Ricardo Silva, Rui Peneda, Petróleo, Douglas, Lourenço, Meia-Noite, Guimarães, Paulo Teixeira, Vital, Nuno Sousa, Petit, ....
Os Misters: Sá Pereira, Dito, Amândio Barreiras, José Luís, .....
Os jogos: Moreirense, Rio Ave, Trofense, Ermesinde, Lousada, Neves, Vila Real, ....
Encontrei esta preciosidade publicada pelo amigo Manuel Pereira e não resisti a publicá-la.
Saudades das grandes tardes vividas no Pe. Sá Pereira na companhia dos amigos Felgueiras e Tiago Freitas.

terça-feira, dezembro 13, 2011

Parabéns!


Os Metallica comemoraram na semana passada com quatro concertos especiais no teatro Fillmore, em São Francisco, os seus 30 anos de carreira.

Ao longo das quatro noites, foram recordados os momentos principais de três décadas de canções com vários convidados muito especiais, em particular, o ex-baixista Jason Newsted, o guitarrista Dave Mustaine que fez parte da primeira formação dos Metallica, assim como o baixista Ron McGovney que esteve igualmente presente.

Foi ocasião única de todos se reunirem em palco e tocar músicas que continuam tão presentes no espírito e coração de um fã dos Metallica.

O inesquecível e malogrado baixista Cliff Burton também não foi esquecido, tendo o seu pai Ray Burton subido ao palco para partilhar algumas histórias engraçadas do seu filho enquanto fez parte dos Metallica.

Também os U2 presentearam a banda californiana pelos 30 anos de carreiro com um engraçado vídeo  em que encontramos Bono, Edge, Larry e Adam deitados no divã do psiquiatra, a dissertarem sobre os seus demónios interiores (ou seja, cada elemento dos Metallica: o James porque tem uma voz poderosa, o Kirk porque toca muito rápido). Em grande!

Como fã dos Metallica, recordo com saudade o ano de 2004 em que os vi pela primeira, e até à data única vez, na estreia do Rock in Rio. Foi um concerto memorável, como foram todos os que se seguiram (Optimus Alive, Rock in Rio e Super Bock).

Por aqui manifestei várias vezes a vontade de rever os Metallica. Consta que para o ano estarão de volta ao Rock in Rio.

Por ora não faço promessas. Quero é aqui deixar um hell yeah de parabéns aos Metallica por 30 anos de grandes canções e concertos! São, merecidamente, os reis do metal!

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Misericórdia de Esposende - um novo começo

Segundo me foi dado ontem a conhecer, desde 1970 que os órgãos da Santa Casa da Misericórdia de Esposende não eram disputados por duas listas concorrentes.
Ou seja, desde essa data até ontem que as eleições para a Santa Casa apenas tiveram uma única lista que se apresentou a sufrágio.
O muito concorrido acto eleitoral, levado ontem a cabo, acabou por constituir uma prova de salutar vivacidade da Instituição, assente na grande participação e afluência de Irmãos, facto que tornou a Santa Casa a primeira vencedora do dia de ontem.
Naturalmente que dezenas de anos sem haver listas concorrentes, a par de uns Estatutos que praticamente não sofreram qualquer actualização em igual período (à excepção feita de uma alteração num artigo apenas), encerram um conjunto de inefeciências e obstáculos que foram visíveis durante as últimas semanas, incluindo no acto eleitoral de ontem.
Nesse sentido, a partir do mesmo deverão gerar-se o momento e a oportunidade para actualizar o Compromisso da Santa Casa, face aos tempos actuais, por forma a dotar a Instituição de maior modernidade, e as assembleias gerais de mais praticabilidade.
Costuma-se dizer que quando os destinos de uma instituição são disputados por várias candidaturas tal significa uma boa prova de vida dessa instituição, o que foi o caso da Santa Casa.
No entanto, nem sempre essa vivacidade, assente no grande interesse de associados (neste caso, de Irmãos), é acompanhada por um debate sereno e esclarecedor, que confronte as ideias e objectivos que são propostos.
E quando a falta desse debate é substituída pelo ruído das ruas, no "diz-que-disse", ou na etiquetagem da candidatura X, Y ou Z, pior ainda, uma vez que a Instituição passa para segundo plano, e a espuma ocupa o lugar que deveria pertencer à substância.
Tal óbice não é um exclusivo da Santa Casa. Também as últimas eleições autárquicas para o Concelho de Esposende ficaram marcadas pela ausência de debate entre os candidatos. Espera-se e deseja-se que futuramente as instituições esposendenses não fujam ao debate, porque quem não deve não teme, e todos só têm a ganhar na publicitação e esclarecimento das suas propostas. As instituições em primeiro lugar!
Terminada a eleição há que saudar os vencedores, e regressando à condição de irmão, desejo aos órgãos eleitos, na pessoa da Provedora reeleita Dra. Mª. Emília Vilarinho, os maiores sucessos.
2012 será um ano de particular exigência no domínio social, e a Santa Casa de Esposende será chamada a uma maior intervenção assistencial, pelo que será importante que a capacidade de resposta seja a melhor possível.

domingo, dezembro 04, 2011

Bar da Praia - Esposende

O Bar da Praia, expoente máximo de local de lazer veraneante, que foi sobrevivendo às intempéries do Inverno, sendo sempre local de acolhimento para uma boa conversa à tarde ou à noite, sobretudo quando faltava oferta em Esposende, será o novo elefante branco de Esposende?
Causa tristeza ver aquele local votado ao abandono e sem que se faça a menor ideia do que lhe irá acontecer...
Quando está em marcha nova obra de requalificação da nossa marginal, era bom que alguém desse pelo Bar da Praia, e não o deixasse degradar-se, como se não fosse algo que se integra e identifica com a própria marginal!

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Prioridades

Há alguns anos que quem passeia por Esposende (Concelho) não deixará de dar conta de algumas ruas cujos pavimentos estão bastante desgastados, impróprios mesmo para a circulação automóvel.
Nalguns casos chega-se até a vislumbrar uma placa a anunciar a requalificação dessa zona para breve.
Esta semana a zona pedonal a partir do Pé no Rio em direcção ao Suave-Mar está interdita para circulação. Já removeram parte da calçada. Segundo consta, o objectivo é requalificar essa parte para ficar como aquela que lhe precede, ou seja, dotada de um pavimento mais propício a caminhadas e passeios de bicicletas.
Não digo que esta obra não seja uma mais-valia, tornando a zona ribeirinha ainda mais atraente do que já é.
A questão que coloco, porém, é outra. Em tempos de contenção, e que se avizinham nos próximos meses de maior austeridade, sabendo que há locais do Concelho que requerem urgentemente uma intervenção, porque é que se vai gastar dinheiro numa zona que, actualmente, não oferece qualquer risco ou perigo a quem circula por lá?
Por que é que as ruas da Sozende, por exemplo, deverão continuar a constituir um desafio para os automobilistas que por lá passam, e que só por sorte é que não saem de lá sem um pneu furado?
Gostava de perceber por que é que em tempos de crise, as prioridades parecem estar invertidas....

quarta-feira, novembro 30, 2011

1934-2011

Faleceu João Oliveira Martins.
Esposendense de berço e coração, engenheiro de formação, sportinguista de devoção.
Um esposendense que foi Ministro no período áureo do governo de Cavaco Silva, Bastonário da Ordem da sua profissão, e integrou a direcção do Sporting.
Ainda que estivesse pessoal e profissionalmente estabelecido em Lisboa, nunca se esqueceu da terra que o viu nascer e onde se fez homem.
Nunca deixou de lá voltar, e fazia sempre questão de participar nas cerimónias da Semana Santa.
Foi um exemplo de dedicação, serviço e amor a Esposende, que deve servir de inspiração para as gerações mais novas.

Estranha forma de consulta

A consulta aos irmãos da Santa Casa da Misericórdia de Esposende, no passado domingo, foi uma experiência inolvidável.
Referendava-se se alguns irmãos, que já atingiram o limite de mandatos, se poderiam recandidatar a nova eleição com o pretexto (previsto no Estatutos) de ser inconveniente  a saída dos cargos que actualmente ocupam, independentemente de outras listas se poderem apresentar a sufrágio.
Ainda antes de se iniciarem os trabalhos colocava-se um problema. O presidente em exercício da Assembleia Geral não estava presente por motivo de doença. Não havendo a figura de vice-presidente, cabia saber a quem competia presidir à Assembleia. De um lado, o Compromisso da Santa Casa que prevê que na falta do Presidente da Assembleia-Geral compete aos irmãos decidirem entre si quem deverá presidir à Assembleia. Do outro lado, o Decreto-Lei que regula as IPSS (incluindo as Misericóridas) e que estabelece que nessas situações deverão os secretários da Mesa escolher entre si quem deverá presidir à reunião.
A opção tomada foi a da solução prevista pelo Decreto-Lei. Como justificação foi citado um parecer, pedido para o efeito, embora, estranhamente, não se tenha mencionado a origem e autor do referido parecer, nem sequer se tenha dado oportunidade de ler o seu conteúdo integral. Adiante.
A consulta em causa não foi precedida de qualquer exposição de motivos, se quisermos entender por exposição de motivos a individualização das pessoas que pretendem concorrer a novo mandato, e o detalhe das razões porque devem merecer essa confiança por parte dos demais irmãos. Muito menos houve qualquer contraditório na consulta.
Apenas foi lido um panegírico apologista da obra feita, e seguiu-se de imediato para a votação.
Votação essa que decorreu em 3 urnas, sem qualquer fiscalização (antes do voto ninguém confirmava se quem estava a votar era ou não irmão registado nos cadernos da Santa Casa), onde as pessoas foram munidas do seu boletim (alguns levavam vários boletins, na sequência da solução misericordiosamente inédita proposta pela presidente da mesa de que aos irmãos com dificuldades de locomoção seria levado o boletim e depois alguém o depositaria na urna. Espero que faça escola para as eleições legislativas e autárquicas pois é confrangedor ver as pessoas de idade com dificuldades de movimentos terem que se deslocar às escolas para exercer o seu direito de voto. Mais valia antes que alguém o depositasse em seu lugar) e depois o depositaram na urna.
O palco do Salão Paroquial foi literalmente invadido de irmãos, apesar dos esforços, sem sucesso, da Provedora em colocar alguma ordem.
Os factos acima descritos não aconteceram na Nicarágua ou no Kosovo, países que, pelos seus baixos índices de democracia participativa, costumam contar com observadores internacionais para fiscalizarem as votações.
Não, estes factos aconteceram neste fim-de-semana que passou, em Esposende, numa instiuição com mais de 4 séculos de existência, história e dedicação ao bem comum.
Os acontecimentos verificados não prestigiam a Santa Casa da Misericórdia de Esposende e, muito menos, honram os elementos que protagonizaram a condução dos trabalhos.
No dia em que o Fado foi eleito património imaterial da humanidade, e a voz de Amália Rodrigues se voltou a fazer ouvir bem alto, houve em Esposende uma estranha forma de consulta...

sábado, novembro 26, 2011

Grande Sporting!

Perdemos mas não devemos nada a ninguém.
Gostei da atitude da equipa, um 11 coeso, que nunca baixou a cabeça. Domingos é um treinador com muito futuro.
Como disse e bem o nosso mister, este jogo não decide nada no campeonato.
Próxima jornada é para retomar o ciclo de vitórias.

quinta-feira, novembro 24, 2011

Domar o leão

O Benfica prepara-se para estrear uma rede à volta do sector onde ficarão os adeptos do Sporting, por forma a impedir que sejam arremesados objectos para o campo ou para o anel imediatamente abaixo daquele onde ficarão os sportinguistas.
A medida causou perplexidade às hostes leoninas, dado até o bom relacionamento entre os clubes.
Porquê agora e logo contra nós?
O Benfica argumentou que a medida já fora aplicada inclusivamente aos próprios adeptos, num jogo em Paris contra o PSG, e que outros clubes, como o Real ou o Inter também têm essa rede.
Mas do jogo do PSG até agora, o Benfica já recebeu outros rivais.
Nada tenho contra a medida, mas lamento que não tenha havido antes uma palavra de cortesia a explicar o que pretendiam fazer, que não era nada pessoal. Mas infelizmente assim não aconteceu.
Em todo o caso, não será por isso que o "Viva o Sporting" não se fará ouvir.
Se a águia quiser domar o leão é no relvado que o terá que fazer e aí não há nenhuma rede que parará Capel, Elias & Ca.

segunda-feira, novembro 21, 2011

A hora de Espanha

Esperava há muito por um grande descalabro do PSOE numa eleição legislativa.
Um partido que chegou ao poder da forma que chegou (aproveitando a oferta deixada no colo pela gaffe monumental cometida por Aznar, que acusou a ETA do atentado terrorista em Atocha quando na verdade tinha sido a Al Quaeda), quando nessas eleições distava nas sondagens a larga distância do partido rival, e os próprios concorrentes não acreditavam num volte-face, teve o descaramento de tomar por sufragadas pela população espanhola todas as medidas que constavam no seu programa, com destaque para o aborto e casamento gay, quando, em abono da honestidade intelectual, a transferência dos milhares de votos no acto eleitoral se ficou a dever a um voto de protesto contra o PP, pela forma como tentou adulterar a verdade dos factos de Atocha, do que propriamente por uma identificação com os valores de sociedade "moderna" sufragadas pelo PSOE.
Foi com essa sobranceria e arrogância, que Zapatero virou de alto a baixo a sociedade espanhola, sendo do mais liberal que se poderia imaginar. Uma alteração de 180º na ordem de valores da sociedade espanhola, que seguramente, fosse levada a referendo, e não mereceria a adesão da maioria dos espanhóis.
Espero, muito honestamente, que Rajoy reescreva a história onde esta nunca deveria ter sido mudada, e que Zapatero aproveitou habilidosamente para o fazer, devendo ao tiro no pé de Aznar essa oportunidade.
Tal como em Portugal proclamou-se uma sociedade à luz dos valores e humanidade, com a equiparação dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, o aborto livre, etc. E, decorridos esses anos, o que é que Espanha e Portugal apresentam além disso?
Enorme desemprego, anemia no crescimento económico, sociedade desmotivada, e perspectivas pouco animadoras para o ano que aí vem.
Não há coincidências. Uma sociedade que muda (para pior) os seus valores, mais cedo ou mais tarde, estes acabam por virar-se contra ela.
A crise económica de Espanha e Portugal são apenas um reflexo da empreitada que os seus políticos levaram a cabo, de mudar onde não deviam mudar, e de não agirem nos assuntos da Nação, que realmente importavam, quando o deviam.
José Sócrates e José Rodriguez Zapatero não ficarão na história. Mas deixam grandes danos nas sociedades de que foram, até muito recentemente, responsáveis.

quinta-feira, novembro 17, 2011

Asco

A campanha da Benneton.
Fazer fotomontagens do Papa e um Imã, de Obama e Hugo Chavez, aos beijos, é de um péssimo gosto inenarrável.
Nem tudo vale na liberdade de expressão.
Não vejo qual é a relação entre beijos homossexuais e a apologia do fim do ódio.
Esta campanha foi uma premeditação, uma provocação, que em nada honra a marca.
Asquerosa.

segunda-feira, novembro 14, 2011

Herança maldita

Vi atentamente o especial que a RTP dedicou esta noite à morte de Rosalina Ribeiro e à herança de Tomé Feteira, outrora o 7º homem mais rico do mundo, e cuja fortuna é, actualmente, disputada por...24 herdeiros!!!

Olímpia Feteira, a filha, é quem gere o dinheiro. Diz que até agora não moveu um único tostão enquanto não ficar apurado o montante total da herança e as partes que cabem a cada um.

Tomé Feteira, natural de Vieira de Leiria, foi um homem muito apegado à sua terra natal. Contemplou-a na sua herança, e em vida apoiava a localidade, de que os 500€ mensais que doava à biblioteca é bom exemplo. Até ao dia em que morreu...

Morreu e em consequência a filha Olímpia decide suspender os donativos. Razão? Invocou a polémica da herança e herdeiros mal resolvida, que enquanto se mantiver, não pode haver lugar a movimentações de dinheiro.

E quando a jornalista pergunta a Olímpia se sente que está a cumprir a vontade deixada em testamento pelo seu Pai, responde esta, com ar resignado "estou a tentar".

Desculpe-me Sra. Olímpia, mas suspender um mecenato cultural, na insignificante quantia de 500 € mensais, em prol da cultura de Vieira de Leiria, berço de seu Pai, que tanto apegado era à terra, não é "tentar" cumprir a sua vontade. É colocar o interesse pessoal acima de qualquer outro valor que não tem culpa nenhuma deste assunto e leva por tabela.

Enquanto duraram estes anos de suspensão do mecenato, e durarem outros tantos, pois a novela promete não ficar por aqui, quantos jovens e menos jovens, de Vieira de Leiria e arredores, não ficaram e ficarão a perder?

Que se lixe a cultura!

Álvaro começa a preparar a mala...

O ministro mais massacrado deste Governo, que a esta hora certamentes estará bem arrependido de ter trocado a boa vida que levava no Canadá pela muito portuguezinha casa em que não há pão, todos ralham, e ninguém tem razão, deve ter chegado aos seus limites, e começado hoje mesmo a tratar de se pôr a jeito para ir embora.

Anunciar o fim da crise para o próximo ano é de uma tamanha falta de senso e razão, que custa a acreditar que o ministro Álvaro estivesse mesmo convicto do que hoje disse no Parlamento.

Não deve estar.

Seguramente fartou-se disto, não está para perder mais tempo e dinheiro, e vai fazer aquilo que um colega seu de Governo sugestivamente recomendou há pouco tempo atrás aos jovens portugueses: emigrar e procurar melhor sorte lá fora..

sábado, novembro 12, 2011

Il cavaliere

A bunga-bunga segue dentro de momentos....

quinta-feira, novembro 10, 2011

Millenium challenge


Acções do BCP a 0,10 €....

sexta-feira, novembro 04, 2011

Não agora!

Quando perguntaram a Peter Schmeichel quem tinha sido, para ele, o jogador decisivo para a conquista do campeonato de futebol, após longos 18 anos de jejum, o grande dinamarquês não hesitou na resposta: "Vidigal".


Vidigal, jogador possante, todo-o-terreno, que enchia o meio campo, indo a todas as bolas, e não deixando ninguém passar por ele.


11 anos depois o Sporting voltou a ter um jogador assim, "Fito" Rinaudo.


Quando há 11 jogos atrás o Sporting recuperou dum 2-0 para um impensável 2-3 em Paços de Ferreira, esse "momento" marcou a viragem da equipa rumo a uma época, até agora, irrepreensível.


Oxalá me engane, mas esta lesão do Rinaudo, com risco de ser até final da época, pode muito bem ser o segundo "momento" da temporada leonina. Aquele que anula a "viragem" gerada em Paços.


Adenda I: Ainda bem que paragem é só de 3 meses. Rinaudo pode muito bem voltar a tempo de dar grande ajuda. A equipa tem é que se aguentar até lá.

Adenda II: Universo leonino sofre.

quarta-feira, novembro 02, 2011

Parabéns!!!

O álbum da carreira dos U2.
O álbum em que todas as músicas, sem excepção, são boas.
O álbum que teve na origem da digressão que marcou o paradigma de concertos ao vivo.
Um álbum que hoje em dia se houve com frescura e intensidade, sem soar a datado.
O álbum que tornou os U2 ainda maiores do que Joshua Tree fizera.
O álbum da minha vida...

20 anos depois, Achtung Baby, vive e vive-se!




P.S: Num inquérito levado a cabo pelo AtU2 sobre qual a melhor música do Achtung Baby votei "Ultraviolet". Para surpresa minha, é a canção que lidera a votação :)

Brincar com o fogo

A Grécia prepara-se para levar a cabo um referendo sobre o programa de austeridade.

O povo grego, que tem visto uma drástica redução dos seus direitos adquiridos, bem visível nas agressivas manifestações dos últimos meses, vai, afinal, ter a oportunidade de dizer se concorda ou não com mais austeridade.

E, pensava eu, que os governantes eram eleitos para tomar as decisões que melhor servissem os interesses dos seus populares.

Não está em causa se esta é ou não uma medida que deva ser levada a referendo. Mas, quando a Grécia se encontra num estado de letargia, beneficiando da maior tolerância e paciência dos parceiros europeus, esta decisão, numa altura em que se perdoa 50% da sua dívida, só pode soar a provocação.

Papandreou poderá querer escudar mais austeridade reforçada no sufrágio popular. Mas é um risco imenso. Para não falar da demagogia da medida, cujas reacções só incendiarão ainda mais os ânimos daqueles que querem ver a Grécia fora do Euro e da UE.

Poderemos estar perante um caso em que o tiro sairá pela culatra....

sexta-feira, outubro 28, 2011

terça-feira, outubro 25, 2011

Dan Brown à portuguesa

José Rodrigues dos Santos (JRS)é um jornalista muito competente, dos melhores na sua área, e que ao longo dos anos foi conquistando meritoriamente o respeito e admiração dos seus pares, e particularmente dos telespectadores que acompanham as suas intervenções.

Nos últimos anos, certamente ávido de novos desafios, dedicou-se à literatura, numa das vertentes em que não é qualquer um que é bom escritor: o romance.

Numa impressionante capacidade de trabalho, JRS publica anualmente um romance, com centenas de páginas, que invariavelmente se tornam best-sellers. Um estilo de narrativa e suspense que vai beber a Dan Brown e tem entusiasmado os leitores.

A mais recente obra literária do autor mergulha num tema que abordado pela lógica de causar polémica é logo um sucesso garantido: a Igreja Católica.

JRS propõe-se, neste último livro, questionar a veracidade dos Evangelhos, da virgindade de Nossa Senhora, os irmãos de Jesus Cristo e, à semelhança de Dan Brown, refere no intróito que todos os factos aí relatados, porque decorrem duma extensa e aprofundada investigação, são verdade.

JRS não é o primeiro, nem será o último autor a meter-se em temáticas em que não é por um ano de leituras de Evangelhos, nem de viagens a Israel e aos lugares sagrados, que se fica apto para falar com autoridade e sapiência sobre eles, ou, de outra forma, para se dizer que tudo o que segue no livro é verdade.

Por isso, a única reacção que este livro pode merecer é a de ser um romance que se vai travestindo de obra histórica. O leitor mais incauto confundirá, certamente, um aspecto e outro, mas nisto das leituras convém ter as ideias claras.

Para mim, um livro que comece por dizer "tudo isto é verdade" é demasiado pretensioso para que os factos aí narrados possam ser levados, de uma forma intelectualmente honesta, a sério. Porque qualquer contraditório fica desde logo parado nessa página. Um livro que se queira respeitar não pode colocar essa condição à priori. Não tenho outra leitura senão a do pretensiosismo e falta de vontade de discutir as ideias em lugar próprio. Para JRS esse debate só servirá (e interessará) para publicitar ainda mais a obra e fazer dela o best-seleer.

segunda-feira, outubro 24, 2011

A quem é que isso interessa?

Há uns anos atrás, na minha ingenuidade, e alguma curiosidade mórbida, confesso, assisti no youtube ao vídeo da execução de Saddam Hussein.

Foram imagens arrepiantes que me fizeram logo arrepender do seu visionamento, e dizer a mim mesmo que há limites na vida, e já que a televisão não os sabe impor, que cada um saiba definir os seus limites.

Nos últimos dias têm sucedido os vídeos da execução e maus-tratos de Kaddhafi. Hoje, as agências noticiam mais vídeos, um dos quais, dando conta duma suposta sodomização do tirano.

Mas a quem é que isso interessa? O homem morreu, deixem-no lá em paz e sossego, e parem com as imagens doentias e enjoativas das romarias à morgue onde está o seu corpo, bem como a repetição e repetição do tirano ensaguentado pedindo clemência e os seus carrascos numa agitação nervosa.

A televisão há muito que perdeu o decoro. E nós fomo-nos deixando levar nessa onda.

Ainda sou do tempo em que havia pudor em mostrar certas imagens.

Ontem, por exemplo, a propósito da morte dum piloto de motociclismo, os noticiários da tarde mostravam o corpo do jovem corredor inanimado na pista. À noite, a mesma notícia mas já sem a imagem do corpo inerte na pista. E ainda bem. Num espaço de 7 horas alguém teve o bom senso e achou que já era demais, para além da notícia infeliz em si, e as cenas da queda e atropelamento do corredor, ainda mostrar um corpo na pista.
Estes tempos são doentios e a televisão é o seu reflexo.

Olhem o exemplo!!!

O ministro Miguel Macedo usufrui dum subsídio por estar deslocado da sua residência habitual quando dispõe de casa própria em Lisboa (neste caso, Algés).

É este tipo de incongruências que torna mais difícil ao comum dos cidadãos perceber em que é que este Governo se distingue do anterior.

Um Governo que pede sacrifícios não pode compactuar com situações destas. Porque assim perde moralidade, autoridade e humildade.

sexta-feira, outubro 21, 2011

Esta manhã

Percorro o olhar pelas capas dos jornais, os desportivos com forte tom verde-e-branco :), os generalistas, como seria de esperar, a destacarem a morte de Kaddafi. Mas, entre todos os jornais, um a surpreender pela negativa: o Jornal de Notícias.

O corpo de Kaddafi bem estampado na capa, o peito à mostra, com sangue a escorrer e cheio de buracos.

Perdeu-se a noção de decência!


quinta-feira, outubro 20, 2011

Na imprensa escrita

Jornal de Negócios, hoje.

sexta-feira, outubro 14, 2011

Mudar de vida

Viagens, restaurantes, jogos de futebol, não circular de carro para percursos que se podem fazer perfeitamente a pé ou de bicicleta.

A vida não mais vai ser a mesma como foi sendo até aqui.

Nasci em 1983, entrei para a escola no período de maior fulgor da nossa economia - os $ da UE, depois a entrada no Euro - e estudei 8 anos história, de Portugal e do Mundo, tendo aprendido que em tempos idos fomos grandes, mas nunca nos soubémos governar, desbaratando a riqueza que mais nenhum outro conseguia alcançar.

Muito honestamente, nunca pensei chegar em vida a um ponto que me parecia um capítulo duma história passada do meu país e que, aprendendo com os erros, nunca mais se repetiria. Infelizmente, eu como muitos da minha geração iremos fazer parte de um capítulo da história do nosso país. Resta saber como é que ela terminará.

Numa hora difícil, em que palavras de conforto não ganham eco, ainda assim não nego a história de Portugal e todos quantos, fosse no período em que estivemos dominados por Espanha, as invasões francesas, os primeiros anos da 1ª república, e outros momentos dramáticos, conseguiram superar-se nesses momentos. E, a verdade, é que o País continuou.

Neste, como nesses casos, não tem porque ser diferente.

Ai Portugal, Portugal!!!

"Ai Portugal, Portugal tens um pé numa galera e outro no fundo do mar..."

Bem podia ter sido assim o ínicio do discurso do nosso Primeiro-Ministro ontem à noite. De gravata escura e bandeira da nação na lapela, Passos Coelho surgiu como fantasma da morte, mas ao contrário da foice trazia uma quantidade de medidas que cortam a direito e que doem, doem muito.
Onde estão os cortes na gordura do estado??? O corte está a ser feito na carne, mas na carne de cada um dos portugueses.

Peço apenas uma coisa! O último Português a sair que apague a luz, porque até essa está cara.

quinta-feira, outubro 13, 2011

Imperdoável

Filme de 1992.

Melhor realização. Melhor filme.

E actores de mão cheia: Clint Eastwood, Morgan Freeman, Richard Harris e um Gene(al) Hackman.

Só agora tive oportunidade de o ver. Marcante.

Um enredo de homens contra homens, mas com as mulheres a marcarem a história em geral, e de cada um em particular.

Uma narrativa em que o companheirismo e amizade de uma vida, assente numa parceria bem sucedida, não se perde pela separação do tempo, nem se afasta por um qualquer conjunto sucessivo de factos negativos como a determinada altura acontece.

Afinal, o que é a amizade senão isso mesmo?

Imperdoável não ver este clássico.

segunda-feira, outubro 10, 2011

AHK-toong BAY-bi Covered



Nine Inch Nails - Zoo Station

U2 (Jacques Lu Cont Mix) - Even Better Than The Real Thing

Damien Rice - One

Patti Smith - Until The End Of The World

Garbage - Who's Gonna Ride Your Wild Horses

Depeche Mode - So Cruel

Snow Patrol - Mysterious Ways

The Fray - Trying To Throw Your Arms Around The World

Gavin Friday - The Fly

The Killers - Ultraviolet (Light My Way)

Glasvegas - Acrobat

Jack White - Love Is Blindness


Grande expectativa pras versões dos Nine Inch Nails, The Killers e Jack White.

domingo, outubro 09, 2011

BBC na vanguarda...do idiotismo!

A BBC propôs começar a utilizar marcadores históricos como “era comum” e “antes da era comum”, eliminando a referência histórica de “Antes e depois de Cristo”, com o objetivo de não “ofender” aos não-crentes, e qualificou a medida como “uma hipocrisia historicamente insensata”.
Não é a primeira vez que alguém quer mudar a datação tradicional. Já aconteceu com dois eventos historicamente anti-cristãos: a Revolução Francesa em 1789 e o golpe de estado do Lenin na Rússia em 1917. Em ambos os casos o calendário tinha esses anos como novos inícios da história.


Esta proposta surreal da BBC é inqualificável pelo atrevimento de querer mudar algo pacífico e culturalmente aceite pela civilização e história mundiais, sobretudo com o descaramento de se socorrer de um argumento "brega" como o pretenso respeito por outros credos. Como se alguma vez alguém se tivesse insurgido contra tal.


sábado, outubro 08, 2011

Lisboa-Açores-Madeira

Lisboa - Ontem à tarde, na comissão parlamentar dos transportes, peixeirada da grande, tudo porque se ia discutir um plano preparado pelo Governo para o sector mas que ainda não estava acessível para os parlamentares membros da comissão. Instalou-se a confusão com o PS a querer adiar a sessão, o presidente da comissão aos berros, enfim, um espectáculo de lamentar.

Apesar dos ruídos, assiste razão ao PS. Não faz sentido discutirem-se medidas sem que as pessoas indicadas para avalizar e fiscalizar as mesmas não tenham ainda seu conhecimento. Desse modo, a intervenção do Ministro na comissão mais não seria do que uma conferência de imprensa.


Açores - Carlos César anuncia que não se vai recandidatar a mais nenhum mandato para presidente do governo regional. Uma medida que se aplaude. Nisto dos cargos políticos, como várias vezes tenho repetido, é bom que as pessoas não se eternizem nos lugares, dando lugar à renovação. Depois de muitos anos a chefiar os Açores, Carlos César dará lugar a outro (temo, infelizmente, que o próximo possa ser o inenarrável Ricardo Rodrigues). Um exemplo a seguir por muitos outros políticos da nossa praça, que acham que os lugares políticos não carecem de limites de mandatos, podendo as pessoas eternizarem-se nos lugares até atingirem a dimensão de jurássicos.


Madeira - A campanha eleitoral fez-me lembrar uma bem recente que tivemos a nível nacional. Passou-se largamente à margem das duríssimas medidas de contenção que aí vêm, como se o anúncio delas fosse manifestamente exagerado, ocupando-se a discussão em assuntos de menor importância.

O dia depois das eleições, para os madeirenses, não mais será o mesmo nas suas vidas. Vale a aposta?

terça-feira, outubro 04, 2011

Arrepia...

É daquelas histórias que arrepiam a espinha... E ainda para mais cantar o que cantou depois....

É nestas coisas que a palavra humanidade ganha outra dimensão!

segunda-feira, outubro 03, 2011

Do surreal

Hoje ao almoço colega contava uma "estória" divertida vinda do país-irmão.

Já se conhece a imaginação dos brasileiros para arranjarem nomes para os filhos. Esta é mais uma.

Um casal, que se conheceu através do Facebook, queria homenagear a rede social, percursora da sua união, dando o seu nome ao filho que acabara de nascer.

Mas eis que o serviço de registo local não foi nada compincha e recusou o nome com o facto de se tratar de uma marca, e não ser possível dar nomes de marcas às pessoas.

O casal não foi de modas e readaptou o nome pensado para o filho de Facebook para...Facebookson! E esta hein?!

sábado, outubro 01, 2011

Nirvana, 20 anos depois

Fez estes dias 20 anos que o mundo da música foi surpreendido com um álbum de traços fortes, riffs viciantes e letras com um teor de rebeldia adolescente.
20 anos depois e o álbum continua com uma actualidade fantástica, 20 anos depois e os riffs ainda ecoam como se fosse a 1 audição.
Uma pequena banda de Abeerden tinha espantado o mundo musical e tinha entrado para a história. Os Nirvana, banda composta por Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl (vocalista dos Foo Fighters) entraram de "supetão" nas casa de muitos jovens com o álbum "Nevermind", o tal que faz 20 anos.
Eu cá tenho o meu original de Nevermind, comprado ali pelos anos de 95/96 e é sem dúvida um dos grande álbuns que fazem parte da minha estante...

Para recordar, "smell like teen spirits"... "...Here we are now, entertain us..."