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segunda-feira, novembro 21, 2011

A hora de Espanha

Esperava há muito por um grande descalabro do PSOE numa eleição legislativa.
Um partido que chegou ao poder da forma que chegou (aproveitando a oferta deixada no colo pela gaffe monumental cometida por Aznar, que acusou a ETA do atentado terrorista em Atocha quando na verdade tinha sido a Al Quaeda), quando nessas eleições distava nas sondagens a larga distância do partido rival, e os próprios concorrentes não acreditavam num volte-face, teve o descaramento de tomar por sufragadas pela população espanhola todas as medidas que constavam no seu programa, com destaque para o aborto e casamento gay, quando, em abono da honestidade intelectual, a transferência dos milhares de votos no acto eleitoral se ficou a dever a um voto de protesto contra o PP, pela forma como tentou adulterar a verdade dos factos de Atocha, do que propriamente por uma identificação com os valores de sociedade "moderna" sufragadas pelo PSOE.
Foi com essa sobranceria e arrogância, que Zapatero virou de alto a baixo a sociedade espanhola, sendo do mais liberal que se poderia imaginar. Uma alteração de 180º na ordem de valores da sociedade espanhola, que seguramente, fosse levada a referendo, e não mereceria a adesão da maioria dos espanhóis.
Espero, muito honestamente, que Rajoy reescreva a história onde esta nunca deveria ter sido mudada, e que Zapatero aproveitou habilidosamente para o fazer, devendo ao tiro no pé de Aznar essa oportunidade.
Tal como em Portugal proclamou-se uma sociedade à luz dos valores e humanidade, com a equiparação dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, o aborto livre, etc. E, decorridos esses anos, o que é que Espanha e Portugal apresentam além disso?
Enorme desemprego, anemia no crescimento económico, sociedade desmotivada, e perspectivas pouco animadoras para o ano que aí vem.
Não há coincidências. Uma sociedade que muda (para pior) os seus valores, mais cedo ou mais tarde, estes acabam por virar-se contra ela.
A crise económica de Espanha e Portugal são apenas um reflexo da empreitada que os seus políticos levaram a cabo, de mudar onde não deviam mudar, e de não agirem nos assuntos da Nação, que realmente importavam, quando o deviam.
José Sócrates e José Rodriguez Zapatero não ficarão na história. Mas deixam grandes danos nas sociedades de que foram, até muito recentemente, responsáveis.

quinta-feira, novembro 17, 2011

Asco

A campanha da Benneton.
Fazer fotomontagens do Papa e um Imã, de Obama e Hugo Chavez, aos beijos, é de um péssimo gosto inenarrável.
Nem tudo vale na liberdade de expressão.
Não vejo qual é a relação entre beijos homossexuais e a apologia do fim do ódio.
Esta campanha foi uma premeditação, uma provocação, que em nada honra a marca.
Asquerosa.

segunda-feira, novembro 14, 2011

Herança maldita

Vi atentamente o especial que a RTP dedicou esta noite à morte de Rosalina Ribeiro e à herança de Tomé Feteira, outrora o 7º homem mais rico do mundo, e cuja fortuna é, actualmente, disputada por...24 herdeiros!!!

Olímpia Feteira, a filha, é quem gere o dinheiro. Diz que até agora não moveu um único tostão enquanto não ficar apurado o montante total da herança e as partes que cabem a cada um.

Tomé Feteira, natural de Vieira de Leiria, foi um homem muito apegado à sua terra natal. Contemplou-a na sua herança, e em vida apoiava a localidade, de que os 500€ mensais que doava à biblioteca é bom exemplo. Até ao dia em que morreu...

Morreu e em consequência a filha Olímpia decide suspender os donativos. Razão? Invocou a polémica da herança e herdeiros mal resolvida, que enquanto se mantiver, não pode haver lugar a movimentações de dinheiro.

E quando a jornalista pergunta a Olímpia se sente que está a cumprir a vontade deixada em testamento pelo seu Pai, responde esta, com ar resignado "estou a tentar".

Desculpe-me Sra. Olímpia, mas suspender um mecenato cultural, na insignificante quantia de 500 € mensais, em prol da cultura de Vieira de Leiria, berço de seu Pai, que tanto apegado era à terra, não é "tentar" cumprir a sua vontade. É colocar o interesse pessoal acima de qualquer outro valor que não tem culpa nenhuma deste assunto e leva por tabela.

Enquanto duraram estes anos de suspensão do mecenato, e durarem outros tantos, pois a novela promete não ficar por aqui, quantos jovens e menos jovens, de Vieira de Leiria e arredores, não ficaram e ficarão a perder?

Que se lixe a cultura!

Álvaro começa a preparar a mala...

O ministro mais massacrado deste Governo, que a esta hora certamentes estará bem arrependido de ter trocado a boa vida que levava no Canadá pela muito portuguezinha casa em que não há pão, todos ralham, e ninguém tem razão, deve ter chegado aos seus limites, e começado hoje mesmo a tratar de se pôr a jeito para ir embora.

Anunciar o fim da crise para o próximo ano é de uma tamanha falta de senso e razão, que custa a acreditar que o ministro Álvaro estivesse mesmo convicto do que hoje disse no Parlamento.

Não deve estar.

Seguramente fartou-se disto, não está para perder mais tempo e dinheiro, e vai fazer aquilo que um colega seu de Governo sugestivamente recomendou há pouco tempo atrás aos jovens portugueses: emigrar e procurar melhor sorte lá fora..

sábado, novembro 12, 2011

Il cavaliere

A bunga-bunga segue dentro de momentos....

quinta-feira, novembro 10, 2011

Millenium challenge


Acções do BCP a 0,10 €....

sexta-feira, novembro 04, 2011

Não agora!

Quando perguntaram a Peter Schmeichel quem tinha sido, para ele, o jogador decisivo para a conquista do campeonato de futebol, após longos 18 anos de jejum, o grande dinamarquês não hesitou na resposta: "Vidigal".


Vidigal, jogador possante, todo-o-terreno, que enchia o meio campo, indo a todas as bolas, e não deixando ninguém passar por ele.


11 anos depois o Sporting voltou a ter um jogador assim, "Fito" Rinaudo.


Quando há 11 jogos atrás o Sporting recuperou dum 2-0 para um impensável 2-3 em Paços de Ferreira, esse "momento" marcou a viragem da equipa rumo a uma época, até agora, irrepreensível.


Oxalá me engane, mas esta lesão do Rinaudo, com risco de ser até final da época, pode muito bem ser o segundo "momento" da temporada leonina. Aquele que anula a "viragem" gerada em Paços.


Adenda I: Ainda bem que paragem é só de 3 meses. Rinaudo pode muito bem voltar a tempo de dar grande ajuda. A equipa tem é que se aguentar até lá.

Adenda II: Universo leonino sofre.

quarta-feira, novembro 02, 2011

Parabéns!!!

O álbum da carreira dos U2.
O álbum em que todas as músicas, sem excepção, são boas.
O álbum que teve na origem da digressão que marcou o paradigma de concertos ao vivo.
Um álbum que hoje em dia se houve com frescura e intensidade, sem soar a datado.
O álbum que tornou os U2 ainda maiores do que Joshua Tree fizera.
O álbum da minha vida...

20 anos depois, Achtung Baby, vive e vive-se!




P.S: Num inquérito levado a cabo pelo AtU2 sobre qual a melhor música do Achtung Baby votei "Ultraviolet". Para surpresa minha, é a canção que lidera a votação :)

Brincar com o fogo

A Grécia prepara-se para levar a cabo um referendo sobre o programa de austeridade.

O povo grego, que tem visto uma drástica redução dos seus direitos adquiridos, bem visível nas agressivas manifestações dos últimos meses, vai, afinal, ter a oportunidade de dizer se concorda ou não com mais austeridade.

E, pensava eu, que os governantes eram eleitos para tomar as decisões que melhor servissem os interesses dos seus populares.

Não está em causa se esta é ou não uma medida que deva ser levada a referendo. Mas, quando a Grécia se encontra num estado de letargia, beneficiando da maior tolerância e paciência dos parceiros europeus, esta decisão, numa altura em que se perdoa 50% da sua dívida, só pode soar a provocação.

Papandreou poderá querer escudar mais austeridade reforçada no sufrágio popular. Mas é um risco imenso. Para não falar da demagogia da medida, cujas reacções só incendiarão ainda mais os ânimos daqueles que querem ver a Grécia fora do Euro e da UE.

Poderemos estar perante um caso em que o tiro sairá pela culatra....

sexta-feira, outubro 28, 2011

terça-feira, outubro 25, 2011

Dan Brown à portuguesa

José Rodrigues dos Santos (JRS)é um jornalista muito competente, dos melhores na sua área, e que ao longo dos anos foi conquistando meritoriamente o respeito e admiração dos seus pares, e particularmente dos telespectadores que acompanham as suas intervenções.

Nos últimos anos, certamente ávido de novos desafios, dedicou-se à literatura, numa das vertentes em que não é qualquer um que é bom escritor: o romance.

Numa impressionante capacidade de trabalho, JRS publica anualmente um romance, com centenas de páginas, que invariavelmente se tornam best-sellers. Um estilo de narrativa e suspense que vai beber a Dan Brown e tem entusiasmado os leitores.

A mais recente obra literária do autor mergulha num tema que abordado pela lógica de causar polémica é logo um sucesso garantido: a Igreja Católica.

JRS propõe-se, neste último livro, questionar a veracidade dos Evangelhos, da virgindade de Nossa Senhora, os irmãos de Jesus Cristo e, à semelhança de Dan Brown, refere no intróito que todos os factos aí relatados, porque decorrem duma extensa e aprofundada investigação, são verdade.

JRS não é o primeiro, nem será o último autor a meter-se em temáticas em que não é por um ano de leituras de Evangelhos, nem de viagens a Israel e aos lugares sagrados, que se fica apto para falar com autoridade e sapiência sobre eles, ou, de outra forma, para se dizer que tudo o que segue no livro é verdade.

Por isso, a única reacção que este livro pode merecer é a de ser um romance que se vai travestindo de obra histórica. O leitor mais incauto confundirá, certamente, um aspecto e outro, mas nisto das leituras convém ter as ideias claras.

Para mim, um livro que comece por dizer "tudo isto é verdade" é demasiado pretensioso para que os factos aí narrados possam ser levados, de uma forma intelectualmente honesta, a sério. Porque qualquer contraditório fica desde logo parado nessa página. Um livro que se queira respeitar não pode colocar essa condição à priori. Não tenho outra leitura senão a do pretensiosismo e falta de vontade de discutir as ideias em lugar próprio. Para JRS esse debate só servirá (e interessará) para publicitar ainda mais a obra e fazer dela o best-seleer.

segunda-feira, outubro 24, 2011

A quem é que isso interessa?

Há uns anos atrás, na minha ingenuidade, e alguma curiosidade mórbida, confesso, assisti no youtube ao vídeo da execução de Saddam Hussein.

Foram imagens arrepiantes que me fizeram logo arrepender do seu visionamento, e dizer a mim mesmo que há limites na vida, e já que a televisão não os sabe impor, que cada um saiba definir os seus limites.

Nos últimos dias têm sucedido os vídeos da execução e maus-tratos de Kaddhafi. Hoje, as agências noticiam mais vídeos, um dos quais, dando conta duma suposta sodomização do tirano.

Mas a quem é que isso interessa? O homem morreu, deixem-no lá em paz e sossego, e parem com as imagens doentias e enjoativas das romarias à morgue onde está o seu corpo, bem como a repetição e repetição do tirano ensaguentado pedindo clemência e os seus carrascos numa agitação nervosa.

A televisão há muito que perdeu o decoro. E nós fomo-nos deixando levar nessa onda.

Ainda sou do tempo em que havia pudor em mostrar certas imagens.

Ontem, por exemplo, a propósito da morte dum piloto de motociclismo, os noticiários da tarde mostravam o corpo do jovem corredor inanimado na pista. À noite, a mesma notícia mas já sem a imagem do corpo inerte na pista. E ainda bem. Num espaço de 7 horas alguém teve o bom senso e achou que já era demais, para além da notícia infeliz em si, e as cenas da queda e atropelamento do corredor, ainda mostrar um corpo na pista.
Estes tempos são doentios e a televisão é o seu reflexo.

Olhem o exemplo!!!

O ministro Miguel Macedo usufrui dum subsídio por estar deslocado da sua residência habitual quando dispõe de casa própria em Lisboa (neste caso, Algés).

É este tipo de incongruências que torna mais difícil ao comum dos cidadãos perceber em que é que este Governo se distingue do anterior.

Um Governo que pede sacrifícios não pode compactuar com situações destas. Porque assim perde moralidade, autoridade e humildade.

sexta-feira, outubro 21, 2011

Esta manhã

Percorro o olhar pelas capas dos jornais, os desportivos com forte tom verde-e-branco :), os generalistas, como seria de esperar, a destacarem a morte de Kaddafi. Mas, entre todos os jornais, um a surpreender pela negativa: o Jornal de Notícias.

O corpo de Kaddafi bem estampado na capa, o peito à mostra, com sangue a escorrer e cheio de buracos.

Perdeu-se a noção de decência!


quinta-feira, outubro 20, 2011

Na imprensa escrita

Jornal de Negócios, hoje.

sexta-feira, outubro 14, 2011

Mudar de vida

Viagens, restaurantes, jogos de futebol, não circular de carro para percursos que se podem fazer perfeitamente a pé ou de bicicleta.

A vida não mais vai ser a mesma como foi sendo até aqui.

Nasci em 1983, entrei para a escola no período de maior fulgor da nossa economia - os $ da UE, depois a entrada no Euro - e estudei 8 anos história, de Portugal e do Mundo, tendo aprendido que em tempos idos fomos grandes, mas nunca nos soubémos governar, desbaratando a riqueza que mais nenhum outro conseguia alcançar.

Muito honestamente, nunca pensei chegar em vida a um ponto que me parecia um capítulo duma história passada do meu país e que, aprendendo com os erros, nunca mais se repetiria. Infelizmente, eu como muitos da minha geração iremos fazer parte de um capítulo da história do nosso país. Resta saber como é que ela terminará.

Numa hora difícil, em que palavras de conforto não ganham eco, ainda assim não nego a história de Portugal e todos quantos, fosse no período em que estivemos dominados por Espanha, as invasões francesas, os primeiros anos da 1ª república, e outros momentos dramáticos, conseguiram superar-se nesses momentos. E, a verdade, é que o País continuou.

Neste, como nesses casos, não tem porque ser diferente.

Ai Portugal, Portugal!!!

"Ai Portugal, Portugal tens um pé numa galera e outro no fundo do mar..."

Bem podia ter sido assim o ínicio do discurso do nosso Primeiro-Ministro ontem à noite. De gravata escura e bandeira da nação na lapela, Passos Coelho surgiu como fantasma da morte, mas ao contrário da foice trazia uma quantidade de medidas que cortam a direito e que doem, doem muito.
Onde estão os cortes na gordura do estado??? O corte está a ser feito na carne, mas na carne de cada um dos portugueses.

Peço apenas uma coisa! O último Português a sair que apague a luz, porque até essa está cara.

quinta-feira, outubro 13, 2011

Imperdoável

Filme de 1992.

Melhor realização. Melhor filme.

E actores de mão cheia: Clint Eastwood, Morgan Freeman, Richard Harris e um Gene(al) Hackman.

Só agora tive oportunidade de o ver. Marcante.

Um enredo de homens contra homens, mas com as mulheres a marcarem a história em geral, e de cada um em particular.

Uma narrativa em que o companheirismo e amizade de uma vida, assente numa parceria bem sucedida, não se perde pela separação do tempo, nem se afasta por um qualquer conjunto sucessivo de factos negativos como a determinada altura acontece.

Afinal, o que é a amizade senão isso mesmo?

Imperdoável não ver este clássico.

segunda-feira, outubro 10, 2011

AHK-toong BAY-bi Covered



Nine Inch Nails - Zoo Station

U2 (Jacques Lu Cont Mix) - Even Better Than The Real Thing

Damien Rice - One

Patti Smith - Until The End Of The World

Garbage - Who's Gonna Ride Your Wild Horses

Depeche Mode - So Cruel

Snow Patrol - Mysterious Ways

The Fray - Trying To Throw Your Arms Around The World

Gavin Friday - The Fly

The Killers - Ultraviolet (Light My Way)

Glasvegas - Acrobat

Jack White - Love Is Blindness


Grande expectativa pras versões dos Nine Inch Nails, The Killers e Jack White.

domingo, outubro 09, 2011

BBC na vanguarda...do idiotismo!

A BBC propôs começar a utilizar marcadores históricos como “era comum” e “antes da era comum”, eliminando a referência histórica de “Antes e depois de Cristo”, com o objetivo de não “ofender” aos não-crentes, e qualificou a medida como “uma hipocrisia historicamente insensata”.
Não é a primeira vez que alguém quer mudar a datação tradicional. Já aconteceu com dois eventos historicamente anti-cristãos: a Revolução Francesa em 1789 e o golpe de estado do Lenin na Rússia em 1917. Em ambos os casos o calendário tinha esses anos como novos inícios da história.


Esta proposta surreal da BBC é inqualificável pelo atrevimento de querer mudar algo pacífico e culturalmente aceite pela civilização e história mundiais, sobretudo com o descaramento de se socorrer de um argumento "brega" como o pretenso respeito por outros credos. Como se alguma vez alguém se tivesse insurgido contra tal.


sábado, outubro 08, 2011

Lisboa-Açores-Madeira

Lisboa - Ontem à tarde, na comissão parlamentar dos transportes, peixeirada da grande, tudo porque se ia discutir um plano preparado pelo Governo para o sector mas que ainda não estava acessível para os parlamentares membros da comissão. Instalou-se a confusão com o PS a querer adiar a sessão, o presidente da comissão aos berros, enfim, um espectáculo de lamentar.

Apesar dos ruídos, assiste razão ao PS. Não faz sentido discutirem-se medidas sem que as pessoas indicadas para avalizar e fiscalizar as mesmas não tenham ainda seu conhecimento. Desse modo, a intervenção do Ministro na comissão mais não seria do que uma conferência de imprensa.


Açores - Carlos César anuncia que não se vai recandidatar a mais nenhum mandato para presidente do governo regional. Uma medida que se aplaude. Nisto dos cargos políticos, como várias vezes tenho repetido, é bom que as pessoas não se eternizem nos lugares, dando lugar à renovação. Depois de muitos anos a chefiar os Açores, Carlos César dará lugar a outro (temo, infelizmente, que o próximo possa ser o inenarrável Ricardo Rodrigues). Um exemplo a seguir por muitos outros políticos da nossa praça, que acham que os lugares políticos não carecem de limites de mandatos, podendo as pessoas eternizarem-se nos lugares até atingirem a dimensão de jurássicos.


Madeira - A campanha eleitoral fez-me lembrar uma bem recente que tivemos a nível nacional. Passou-se largamente à margem das duríssimas medidas de contenção que aí vêm, como se o anúncio delas fosse manifestamente exagerado, ocupando-se a discussão em assuntos de menor importância.

O dia depois das eleições, para os madeirenses, não mais será o mesmo nas suas vidas. Vale a aposta?

terça-feira, outubro 04, 2011

Arrepia...

É daquelas histórias que arrepiam a espinha... E ainda para mais cantar o que cantou depois....

É nestas coisas que a palavra humanidade ganha outra dimensão!

segunda-feira, outubro 03, 2011

Do surreal

Hoje ao almoço colega contava uma "estória" divertida vinda do país-irmão.

Já se conhece a imaginação dos brasileiros para arranjarem nomes para os filhos. Esta é mais uma.

Um casal, que se conheceu através do Facebook, queria homenagear a rede social, percursora da sua união, dando o seu nome ao filho que acabara de nascer.

Mas eis que o serviço de registo local não foi nada compincha e recusou o nome com o facto de se tratar de uma marca, e não ser possível dar nomes de marcas às pessoas.

O casal não foi de modas e readaptou o nome pensado para o filho de Facebook para...Facebookson! E esta hein?!

sábado, outubro 01, 2011

Nirvana, 20 anos depois

Fez estes dias 20 anos que o mundo da música foi surpreendido com um álbum de traços fortes, riffs viciantes e letras com um teor de rebeldia adolescente.
20 anos depois e o álbum continua com uma actualidade fantástica, 20 anos depois e os riffs ainda ecoam como se fosse a 1 audição.
Uma pequena banda de Abeerden tinha espantado o mundo musical e tinha entrado para a história. Os Nirvana, banda composta por Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl (vocalista dos Foo Fighters) entraram de "supetão" nas casa de muitos jovens com o álbum "Nevermind", o tal que faz 20 anos.
Eu cá tenho o meu original de Nevermind, comprado ali pelos anos de 95/96 e é sem dúvida um dos grande álbuns que fazem parte da minha estante...

Para recordar, "smell like teen spirits"... "...Here we are now, entertain us..."

sexta-feira, setembro 30, 2011

Um filme obrigatório!

Nunca vi nenhum filme de Woody Allen. Não calhou.

Mas este fds li que estava aí nos cinemas a sua mais recente obra cinematográfica "Midnight in Paris", integralmente realizada em Paris, e onde é filmada a cidade-luz no seu melhor. Ora, tendo visitado este ano Paris, uma cidade que me fascinou e conquistou, e estando o filme bem cotado pelas críticas, tornou-se imperativo ver a película. E que bem foi o tempo empregue.

Este filme é uma perdição!

Sentados na cadeira do cinema somos levados a fazer um passeio por Paris e os seus lugares de encanto. Somos igualmente levados a fazer um passeio pela história e algumas das personagens que marcaram decisivamente o século XX. Mas não vou entrar em detalhes sobre a estória do filme.

Apenas digo que está muito bem conseguido, os papéis são muito bem desempenhados, e é um filme que nos deixa bem dispostos, desde as cenas de humor, passando pela banda sonora, escolhida selectamente e que acerta na mouche.

"Midnight in Paris" é, estou certo, um daqueles filmes que nunca me cansarei de ver várias e várias vezes pela vida fora.

quinta-feira, setembro 29, 2011

Pedro Sousa

O melhor relatador desportivo da actualidade vai deixar de relatar os jogos de futebol, em particular os do meu Sporting, como fazia incessantemente há mais de 20 anos, para abraçar um novo projecto na área da comunicação social ao serviço do...Sporting!

Pedro Sousa nunca escondeu o seu sportinguismo, mas foi sempre um exemplo de rigor e transparência no modo como abordava os jogos e comentava os incidentes.

Nos últimos anos, em que o Sporting esteve na mó de baixo, nunca deixou de dizer o que pensava da equipa e da sua falta gritante de qualidade.

Como ouvinte da RR, Bola Branca e dos seus relatos, é com pena que o vejo abandonar um lugar e uma profissão que se confundiam com o próprio.

O "já está!" vai deixar saudades...

domingo, setembro 25, 2011

Assim dá gosto!

Ir a Alvalade e ver o Sporting carregar forte e bonito.

Podiam ter sido 4-0 ou 5-0, em vez dos 3-0, tantas foram as oportunidades. Mas no final valeu pela exibição categórica, e uma equipa que mostra cada vez mais estar entrosada.

A defesa ainda não está sólida, com Patrício a causar alguns calafrios, e algumas bolas serem perdidas em zonas proibidas.

Mas em contraponto, que regalo foi ver Elias e Rinaudo correrem o campo todo que nem mouros, Carrilo a serpentear-se por entre os adversários (tem uns pézinhos este miúdo) e Wolfswinkel a fazer jus aos milhões investidos.

Este Sporting ainda não é para ganhar o campeonato. Mas é claramente para fazer uma temporada que faça delete total aos dois campeonatos anteriores.

sábado, setembro 24, 2011

Lamentos

Para o fim dos REM, enquanto banda, sendo que cada músico poderá prosseguir a sua carreira a solo ou noutro projecto, e para o final da carreira de Cesária Évora, a emblemática cantora de Cabo-Verde.

Dois artistas que acompanhei e admirei desde muito novo, e que marcaram gerações. Deixam-nos músicas intemporais, clássicos que vão resistindo ao teste do tempo, e que em algum momento integraram a banda-sonora das nossas vidas.

Ficam os discos e os dvds para se irem matando as saudades, mas a música mundial ficou mais pobre...

quarta-feira, setembro 21, 2011

Entrevista do nosso Primeiro

Ontem, mais uma vez assisti à entrevista do nosso Primeiro Ministro Passos Coelho. Este tipo de entrevista pouco acrescenta ao cenário actual. Nada de ideias novas, apenas e só apelar a coesão nacional e tentar explicar as medidas de austeridade... Claro está não podia faltar "malhar" na Madeira, e bem, perante o regabofe das contas públicas.
O jornalista que o entrevistou é que me parece fraquinho, nunca deixando terminar um raciocínio ou uma explicação, já assim acontecerá com o Socrátes.

No entanto, e depois do episódio com os pavões na última entrevista feita com Socrátes ainda PM, ontem não ouvimos os pavões. Porque será???

A pergunta que se impunha seria:

- Senhor Primeiro Ministro, com tantas medidas de austeridade, também os pavões sofreram cortes? Ou estamos a assisitr a uma tentativa de calar o "bico" a certas "aves"?

Não é que muitas vezes apetece-se calar o bico a certas "aves" de rapina que ainda habitam no nosso pais.

quinta-feira, setembro 15, 2011

Toronto on rocks!

Estrearam por estes dias no Festival de Cinema de Toronto dois documentários muito aguardados: "Pearl Jam 20" e "From the Sky Down".

O primeiro aborda a história dos Pearl Jam, banda emblemática do movimento grunge. Queria aqui dizer líder, mas guardo para mim essa classificação, senão os nirvanistas caem todos em cima de mim... :P

O segundo surge na sequência dos 20 anos que passam desde a edição de "Achtung Baby", o álbum da carreira dos U2, e que foi concebido numa altura crítica da banda, em que esta estava quase para se desintegrar.

Sei que "Pearl Jam 20" estreia dia 20 nos cinemas em Portugal, sendo que a 1ª exibição já está esgotada. Espero que se mantenha no circuito mais algumas semanas.

Quanto ao documentário dos U2, espero igualmente que o passem nos cinemas e não vá parar directamente a dvd.

Ah, e ainda relativo a documentários, embora não tenha estreado em Toronto, o documentário sobre a vida de Ayrton Senna também promete ser interessante. Fica igualmente por saber se vai passar ou não nalgum cinema...

segunda-feira, setembro 12, 2011

10 anos

Cumprem-se hoje 10 anos que os blogueiros desta casa tiraram, com sucesso, a respectiva carta de condução.

O sonho e ambição de qualquer adolescente, tornara-se realidade: estávamos, finalmente, aptos a poder conduzir!

Um dia feliz que marcou o início de uma década de condução pacífica, sem nenhum incidente grave a registar (e felizmente!), à excepção de 1 ou outra mocada, mas em qualquer dos casos, sem culpa dos próprios.

Que os próximos 10 anos sejam iguais ou melhores ainda.

domingo, setembro 11, 2011

11.09.2001

O dia em que todos fomos "americanos".

Depois disso o mundo não mais voltou a ser o mesmo.

Mas numa coisa mantém-se igual uma verdade: o crime não compensa.

Ainda que a custo, algumas das vezes por erros próprios de quem conduz o combate ao terrorismo, vale apena lutar pela cultura de democracia, pelas liberdades que formaram esta civilização, e por um mundo de tolerância e respeito pelo próximo.

10 anos depois todos voltamos hoje a ser "americanos", no sentido gracioso que essa expressão assume para nós: democracia, liberdade e tolerância.

sexta-feira, setembro 02, 2011

UMA JORNADA ESPECIAL EM MADRID

Sob o lema “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Cl 2, 7)”, Madrid acolheu no passado mês de Agosto a XXVI Jornada Mundial da Juventude.


Tratou-se de um grande encontro global de jovens dos cinco continentes com o Papa Bento XVI, no qual tive a felicidade pessoal de poder assistir e participar.

Durante uma semana a cidade de Madrid foi literalmente invadida. Mas não pense o caro leitor que se tratou de alguma invasão hostil, bem pelo contrário. Foi antes sim uma invasão de vida, alegria e jovialidade, colorida com as bandeiras dos mais de 170 países que aí se fizeram representar.



Por onde se andasse nas calles de Madrid era impossível ficar indiferente à festa que os grupos de jovens iam fazendo, mesmo que debaixo de um tórrido calor veraneante, mas sem nunca desmorecerem.

Estações de metro, igrejas, museus, praças, parques, esplanadas, muitos eram os lugares onde jovens oriundos dos mais diversos países do mundo se cruzavam, trocando palavras, sorrisos e ofertas entre si, muitas vezes mesmo sem falarem a mesma língua, mas seguros do denominador comum que os juntava naquele espaço por esses dias, Cristo Senhor.



Devidamente identificados pela t-shirt, mochila ou chapéu que trazíamos, sempre que andávamos na rua éramos muitas vezes abordados, ou tomávamos nós a iniciativa de abordar algum peregrino de outro país, perguntando-o de onde era, etc. Muitos deles, ouvindo que vínhamos de Portugal falavam logo de Fátima, ou porque tinham feito escala em Portugal para ir até lá, antes de Madrid, ou porque já tinham estado lá em peregrinação, ou ainda porque expressavam de ir lá um dia conhecer. Foi uma experiência muito gratificante.



Outro aspecto muito positivo foram as jornadas de catequese de terça a quinta, sendo que tivemos a sorte de uma das Igrejas onde seriam dadas as catequeses em português ficar precisamente à frente do nosso hotel. Tratava-se da Igreja de San Sebastian, um lugar muito especial, berço de Santa Maravilhas de Jesus e outros dois beatos espanhóis, para além de ter sido a Igreja onde foi baptizado....Miguel de Cervantes.



Estava sob controlo dos peregrinos brasileiros que logo no primeiro dia não conseguiram esconder o segredo bem guardado de que iriam acolher as próximas Jornadas, o que desde o início fez com que vivessem a Jornada de Madrid de uma forma ainda mais intensa, contagiando todos os presentes à sua volta. Desde as músicas de aquecimento, passando pelas catequeses dadas pelo arcebispo do Rio de Janeiro, D. Orani, e pelo Cardeal de São Paulo, D. Scherer, todas excepcionais, foi tudo muito bem organizado. Até mesmo os testemunhos de fé, que sucediam às palestras foram muito enriquecedores. Histórias de vida que são exemplo de força e coragem para cada um dos presentes, mostrando ser possível levantar depois de cair, mesmo quando a queda é muito dura.



Ver o Santo Padre era um desejo e objectivo íntimos que trazíamos para Madrid. Mas quando a esta vontade pessoal se junta igual sentimento de outro milhão de pessoas, passamos para o capítulo da....missão impossível!



Dos 4 eventos presididos pelo Santo Padre, apenas num tive a possibilidade de o avistar. Em 2 apenas através dos ecrãs de televisão, e noutro, a famosa noite de adoração em Cuatrovientos marcada pela tempestade de Verão nem no recinto consegui entrar tal era a multidão que já enchia o espaço, maneiras que regressei mais cedo ao hotel conseguindo fugir à chuva que depois se veio a abater sobre a cidade, e também foi uma forma de descansar mais um pouco para melhor poder preparar a manhã intensa que se seguiria.



Não podiam ter sido mais marcantes e encorajadoras as palavras dirigidas aos Jovens pelo Papa Bento XVI na Jornada.



Logo no primeiro dia, na saudação dirigida aos peregrinos de língua portuguesa referiu “A todos convido a subir até à fonte eterna da vossa juventude e conhecer o protagonista absoluto desta Jornada Mundial e – espero – da vossa vida: Cristo Senhor.” O Santo Padre apelou, depois, aos jovens para que construam as suas "vidas sobre o alicerce firme que é Cristo" e que sejam um exemplo para toda a humanidade.


Os tempos actuais oferecem acrescidas dificuldades, económicas e sociais, com particular reflexo junto dos mais novos que, saídos das escolas profissionais ou universidades, vêem, em muitos casos, as portas do mercado de trabalho fechadas por falta de oportunidades, obrigando-os a procurar alternativas que, algumas das vezes, nem o próprio país de berço ou de acolhimento conseguem oferecer.

No entanto, nem só de carências económicas e sociais se fazem as dificuldades que vão desmoronando a vida interior de muitos dos nossos jovens. Opções de estilos de vida, como o consumismo, o relativismo ou o hedonismo, são propostas que muitos optam, por à primeira vista parecerem bem mais interessantes, mas que a sabedoria que só o tempo sabe trazer acaba por demonstrar que nem aí se consegue uma felicidade plena.



É perante as adversidades que o tempo moderno oferece que ganha mais actualidade o desafio feito em Madrid pelo Papa Bento XVI “Edificando-a sobre a rocha firme, a vossa vida será não só segura e estável, mas contribuirá também para projectar a luz de Cristo sobre os vossos contemporâneos e sobre toda a humanidade, mostrando uma alternativa válida a tantos que viram a sua vida desmoronar-se, porque os alicerces da sua existência eram inconsistentes, a tantos que se contentam com seguir as correntes da moda, se refugiam no interesse imediato, esquecendo a justiça verdadeira, ou se refugiam em opiniões pessoais em vez de procurar a verdade sem adjectivos”.

Depois de uma semana intensa como aquela que foi vivida em Madrid, cabe agora a cada um dos jovens presentes na Jornada tomar acção nos propósitos que aí foram deixados, procurando mostrar que, entre tantos modos de viver que hoje o mundo parece oferecer-nos – todos aparentemente do mesmo nível –, só seguindo Jesus é que se encontra o verdadeiro sentido da vida e, consequentemente, a alegria verdadeira e duradoura.

Começar bem o dia...

Há instantes no café aonde tomava pequeno almoço:

Estava na fila para pagar quando a senhora em frente (aparentava 30 e poucos anos) é abordada por amiga que também lá se encontrava a tomar café.
Cumprimentam-se entusiasticamente, e diz uma para a outra (a que estava à minha frente):

- "Olá!"
- "Então por aqui?"
- "Sim! Regressei agora de férias. Mas passei pelo gabinete e não a vi lá. Está de férias também?"
- "Sim, não estou no gabinete. Mas não estou de férias. Fui despedida".

Cara de assombro da interlocutora

- "Como estou grávida, despediram-me".


Olho para a senhora e vejo que de facto está grávida ainda que numa fase inicial. Entretanto a empregada pergunta-me para pagar, pago, e saio meio atordoado com o que acabara de assistir...

quinta-feira, setembro 01, 2011

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Gonçalo Freire dos Santos, colega de curso.

Recordo-me muito bem da sua figura, nomeadamente aquando da viagem de finalistas que decorreu no Brasil, onde fizemos várias viagens de autocarro (algumas bem longas) e aí destacou-se como grande entertainer, gerando boa disposição entre os colegas com as suas cantorias e piadas.

Fez-se advogado e era colega de escritório de algumas amigas minhas.

Hoje tive a triste notícia do seu falecimento.

Um abraço sentido para a família, amigos e demais colegas que com ele conviveram ao longo destes anos.

quarta-feira, agosto 31, 2011

!!!!!



- Finalmente, conseguimos livrar-nos do Djaló!

- O maior barrete da academia de Alvalade. Nunca foi jogador de nível para o Sporting.

- Boa venda da direcção: 4,5M de euros vão dar jeito. Mas fica a dúvida: será que alguma vez chegou proposta de 5M ou mais a Alvalade? É que se chegou então foi pena não terem aviado na altura o Djaló.

- Que a má experiência de ter apostado sucessivamente em Djaló e sem resultados práticos sirva de lição a Domingos. É preciso pôr os melhores em campo e não colocar os reforços a aquecer no banco.

?????





- Outro Pongolle?

- Onde é que o Sporting descobriu um poço de petróleo para andar cheio de dinheiro?
- Será mais um reforço para Domingos não colocar a titular?

- Não está já o Sporting cheio de médios (Rinaudo, Schaars, André Santos, André Martins, Matias Fernandez, Luís Aguiar) e era mesmo necessário mais um?

- Não são a defesa e o ataque os sectores que precisam urgentemente de um reforço de peso?


terça-feira, agosto 30, 2011

As vidas dos outros...

Isabel Angelino é uma personagem habitual nas nossas revistas cor-de-rosa, de há muitos anos para cá.

De vez em quando iam-lhe sendo atribuídos uns namoricos, uns assumidos, outros não, até que há coisa de 2 anos casou-se com um famoso cirurgião, também ele conhecido pelos relacionamentos que tinha (um deles até tive oportunidade de testemunhar ao vivo, para grande espanto meu quando vi um dia a Marta Leite Castro andar toda abraçada e com a mão colocada no rabo dum velhadas que bem podia ser pai dela e que afinal, vim a saber depois, era o cirurgião Ângelo Rebelo...).

Isabel Angelino, ao longo dos anos de casada, foi dando várias entrevistas em que fazia renovadas juras de amor eterno ao seu amado, abrindo de forma clara e explícita a sua vida pessoal.

Acontece que recentemente o cirurgião ter-se-á fartado da vida de casado e decidiu colocar um ponto final na relação.

Isabel Angelino não esperava por esta, ficou tristíssima, mas ainda assim teve forças para dar uma entrevista e contar tudo na primeira pessoa e, pasme-se, até conseguiu fazer uma pose sedutora na foto que faz capa da edição da revista. Fantástico!

Este universo do socialite é realmente qualquer coisa de desinteressante e redutor.

Agora o mais recente escândalo é a separação entre o famoso Dr. Tallon e a sua ex-mulher, uma rapariga 20 anos mais nova do que ele, e por quem se decidira a juntar terminando o casamento anterior que tinha. Agora terá provado do prato que deu à ex-ex-esposa a provar, e foi trocado pelo seu motorista. Há vidas que realmente dão uma comédia.

As vidas dos outros que nos chegam pelas várias revistas cor-de-rosa gostam deste sangue e muitas vezes até de o explorar de forma mórbida. São vidas recheadas de escândalos e casos, dando a impressão de serem reflexo de uma forma de vida e maneira de estar em que a ética, a moral e a cultura de exigência não parecem pautar a vida interior das respectivas personagens.

O Sporting está de volta...ao mesmo!

A campanha de vendas da gamebox para a nova temporada fez-se sobre o slogan "O Sporting está de volta!".

A ambição não era para menos: depois de 2 épocas confrangedoras, o cheque e vassoura anunciadas por Luís Duque recaracterizaram a equipa, que foi buscar para timoneiro um dos treinadores do futuro em Portugal, Domingos Paciência.

A boa pré-época, e os reforços que iam sendo apresentados em Alvalade, levaram a que nós sportinguistas voltássemos a acreditar na equipa. Na minha inocência, até cheguei a comentar no FB que me parecia que viríamos a ter uma época de "Carrega Sporting!".

Ainda é prematuro para se dizer se a euforia de pré-temporada foi manifestamente exagerada, mas aquilo que se me foi dado a ver ao vivo no passado domingo em Alvalade, no jogo frente ao Marítimo, deixou-me deveras desanimado.

Desculpem-me a expressão, mas não jogámos a ponta de um corno.

Melhores que o Marítimo na 1ª parte, mas não superiores, justificámos a vantagem de 1-0 ao intervalo. Mas 5 minutos depois de reatada a partida e já estávamos a correr atrás do prejuízo. Uma equipa que pretende bater-se taco a taco com os maiores não se pode permitir a uma situação dessas.

É verdade que houve alguns azares pelo meio, como a lesão do Jeffren (não falo de arbitragens, pois esta não pode servir de bode expiatório para tudo), mas esperava-se muito mais de alguns jogadores: bojinov, capel, van wolfswinkel, uma desgraça.

Enfim, não foi o melhor regresso a Alvalade que tinha desejado, mas a vida continua e recordo-me dos 2 últimos títulos que conquistámos, em que também começámos mal o campeonato e depois a coisa levou volta de 180º.

Não quero com isto concluir que o Sporting vai ser campeão, mas espero e acredito que esta equipa jogue muito melhor e o Sporting esteja de volta, pelo menos no que toca a ser uma equipa que mete respeito aos adversários e jogue de frente pra frente com Porto ou Benfica.

terça-feira, agosto 23, 2011

Coisas que se escrevem

O Farol de Esposende publicou na sua última edição de 19 de Agosto, pela pena de Manuel Maria Ferreira, um texto laudatório à recém-licenciada em Medicina, a esposendense Marina Carneiro.

Uma laude que descreve o percurso da jovem médica, de forma bastante emotiva, como são exemplos os seguintes pedaços de prosa:

- "A Dra. Marina cedo começou a dar provas da sua invulgar capacidade nos estudos pelo que em 2005, entra sem qualquer dificuldade no curso de Medicina na Universidade de Coimbra (...)"; ou

- "A sua simplicidade e humildade aliadas aos seus conhecimentos ora adquiridos serão, com certeza, dons aos quais poderão os seus doentes recorrer para que as suas maleitas possam ser rapidamente sanadas (...)".

Percebo a felicidade da família por ver um seu ente querido concluir um curso de grande exigência, sobretudo quando se provém de origens modestas. Mas aquilo que poderia ser um testemunho de contentamento, acaba por ser morto pelo ridículo com que é coberta a façanha da jovem - desde a invulgar capacidade nos estudos, passando pelos dons que irão curar as maleitas de que padecem os doentes.

Até parece que em Esposende não há outros jovens que concluíram o curso de Medicina. Até parece que em Esposende não há jovens de origens humildes que em semelhantes ou mais árduas condições também conseguiram concluir com sucesso as respectivas prestações académicas.

O anúncio da formatura da Marina Ribeiro é bem revelador da pequenez da mentalidade portuguesa para quem só se é alguém se se tiver um curso, e então se for de Medicina, merece toda a vassalagem e mais alguma.

Da minha parte, desejo à Marina Carneiro o mesmo que desejo à Margarida Viana, Ana Zão, Elena Meireles, Luís Vilas Boas ou Nuno Roriz, apenas para citar alguns dos esposendenses que também concluiram recentemente o curso de Medicina mas que tiveram a infelicidade de não verem as suas conquistas académicas soberbamente destacadas em qualquer jornal local, toda a sorte do mundo na profissão que irá abraçar, colocando os seus dons ao serviço do bem comum que é a saúde.

Marbela

Tem os melhores bolos de Esposende mas consegue a proeza de não ter um único empregado simpático!...

segunda-feira, agosto 22, 2011

Saída de cena

João Cepa desfiliou-se, desiludido, do partido que serviu durante 21 anos e a quem várias e importantes vitórias garantiu.

No entanto, João Cepa assegura cumprir até ao fim o seu mandato ou não fosse "Esposende" o seu partido. Ora é aqui que reside um problema deveras bicudo.

Embora seja verdade que nas eleições locais se vota mais na pessoa do candidato do que propriamente no partido pelo qual este se apresenta, a verdade é que em Esposende o PSD sempre reinou, independentemente dos candidatos, e João Cepa, por muitos méritos que tenha e que aqui já várias vezes foram elogiados, teve sempre a seu favor uma forte estrutura partidária que ajudou a manter essa tendência vitoriosa, e que agora se decide a desvincular dela.

Para ser coerente com a desfiliação do partido, João Cepa deveria também colocar à disposição o seu lugar de Presidente da Câmara.

Quem ganhou as eleições locais, tanto para a Câmara como para a Assembleia Municipal foi o PSD e não o partido "Esposende". Entre os candidatos representativos de um partido (e sobretudo quando filiados no mesmo) e o partido deve existir um dever de fidelidade recíproco. Ora, quando uma das partes decide, por vontade própria, quebrar esse laço, não podem depois os agentes políticos comportarem-se como donos dos lugares. Não ganham nada com isso, muito menos o partido local, e muitíssimo menos o Concelho.

Alguém já pensou no que serão, de ora em diante, as relações camarárias entre o desfiliado presidente João Cepa e o putativo sucessor e líder da comissão concelhia Benjamim Pereira, sobretudo se o PSD nacional exigir a João Cepa que renuncie ao mandato?

domingo, agosto 14, 2011

Pandemónio @ Esposende

Já se sabe que Verão em Esposende é sinónimo de crescimento da população, ruas, restaurantes e cafés cheios, e todos os lugares de estacionamento disponíveis preenchidos.

E como os lugares são menos que a procura, vai daí cada automobilista tenta desenrascar-se como pode, estacionando o seu veículo em cima do passeio, em cima da passadeira, e outras transgressões mais.

O espectáculo a que ontem assisti ao final da tarde é sinónimo deste terceiro-mundismo. Junto à passadeira da Av. Marginal/Av. Hospital, um jipe estava estacionado imediatamente antes desta. Pois bem, um autocarro da Av. Minho tentava ultrapassá-lo, mas dado os separadores centrais o motorista viu-se e desejou-se para conseguir efectuar a manobra. Entre avanços e recuos gerou-se logo uma grande fila de carros que com alguns condutores menos pacientes gerou logo apitos e protestos.

Bem sei que nalguns casos em que a alternativa de lugares para estacionamento é zero há que fechar um pouco os olhos, mas isto também não pode ser o vale tudo.

As autoridades têm que ser mais vigilantes e zelosas nestas alturas do ano, mostrando que ainda há limites a respeitar, sob pena disto se tornar uma casa sem rei nem roque.

sexta-feira, agosto 12, 2011

Last Nigth at Work ....

Finalmente Férias ....

quinta-feira, agosto 11, 2011

Parabéns!!!

Aos amigos Sílvio&Sofia pelo nascimento do seu varão, o João Rodrigo!!! :D

quarta-feira, agosto 10, 2011

Caos em Londres

Nāo me venham falar disto como resultado da crise, nós todos a sentimos mas nāo é por isso que viramos bandidos. Os criminosos que andam a incendiar e a pilhar as ruas de Londres, devem ser apanhados e julgados. A azelhice policial que levou a mais um homicidio por engano, e que acendeu o rastilho, também. De qualquer modo, há uma liçāo extra nisto: Londres, Reino Unido, primeríssimo mundo: tudo à rasquinha para perceber e tentar controlar. Quando é na Grécia, é fácil fazer piadas em qualquer sky news da vida...


Pedro Ribeiro.


segunda-feira, agosto 08, 2011

Contagem decrescente....

Daqui por 1 semana, por esta hora, estarei algures "andando nas nuvens" a caminho de Madrid, para a minha primeira Jornada Mundial da Juventude.

Roma e Colónia foram os últimos redutos europeus a acolher as Jornadas.

Amigos que foram relataram-me as suas idas com entusiasmo e contentamento tais que só aumentaram mais e mais a vontade e desejo de ir e poder experimentar na fé a presença no encontro que reúne católicos dos 4 cantos do Mundo, movidos por um só Homem: Cristo, através do sucessor de Pedro, aquele que Escolheu para fundar a Sua Igreja.

Entretanto este fds li que D. Manuel Clemente também vai participar nas Jornadas. Será fantástico poder ouvi-lo na Catequese dos Bispos, evento que ocorrerá diariamente.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Le grand final

No passado Domingo (30 de Julho) terminou na cidade de Moncton, no Canadá, a digressão «360º Tour» dos U2.

Foi a digressão mais lucrativa de sempre de uma banda, tendo feito mais de 736 milhões de dólares (518 milhões de euros) nas bilheteiras, ao longo de 2 anos.

Mais de 7 milhões de espectadores assistiram à digressão que arrancou no dia 30 de Junho de 2009, em Barcelona.

Depois das marcantes Zoo Tv e Popmart Tours nos anos 90, os U2 fizeram da «360º Tour» a sua tournée mais ambiciosa de sempre. O tempo certamente a julgará como a melhor de sempre.

Não apenas pelo palco, o conceito de todos os espectadores onde quer que se situassem conseguirem ver bem o palco e os músicos, mas também pelos alinhamentos.

Ao contrário das últimas Elevation Tour e Vertigo Tour, os U2 desta vez não se fixaram rigidamente a um set alternando muitas músicas, recuperando velhos clássicos (i.e.Zooropa), estreando inéditos que os fãs suspiravam por ouvir ao vivo (i.e. Mercy), o que tornava cada novo concerto dos U2 um desafio.

Pessoalmente, a «360º Tour» ficará na minha memória pelas melhores razões.
Cumpri um velho sonho de ver os U2 na sua pátria - Dublin - e quando vieram cá a Portugal também tive a felicidade de os rever, com o adicional de ter sido feito na melhor companhia do mundo :)

Diria que só mesmo ficam a faltar ver os U2 nos States e ouvir a Stay. E quando eles voltarem a Dublin também farei por lá estar de novo pois é um concerto diferente de todos os outros que eles possam dar.

Já cinquentões, os U2 deram provas de que são grandes animais de palco e sabem como ninguém levar as expectativas do público para o infinito e mais além.

Obrigado Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen pelos 3 magníficos concertos que tive a honra de assistir, e pela «360º Tour». Vocês são a banda-sonora da minha vida e mais uma vez fizeram por isso... :)

Coisa mai linda!!!



Esta caixinha deve sair uma fortuna mas olhando pra ela não conseguimos dizer que não... :P

quarta-feira, agosto 03, 2011

Impressões das vendas da semana

Luís Filipe Vieira - comprou Roberto dos frangos por 8,5M e vende-o por 8,6M.

Governo - Tentou vender o BPN por 180M e vende-o por 40M, para não falar que irá ficar com os encargos dos despedimentos, pelo que o encaixe líquido será no final abaixo desse valor.


Moral da história: O governo devia ir aprender umas coisas primeiro com LFV antes de se meter a vender activos.

terça-feira, agosto 02, 2011

Transparência

A publicação dos nomes que compõem o staff do Governo, e respectiva remuneração, é uma medida que se louva.

A transparência ganha capital importância, e é um modo de fiscalização por parte do eleitorado.

"No jobs for the boys!" anuncia cada novo PM assim que toma posse. Mas depois a realidade mostra o contrário.

Agora neste caso vamos conhecendo os nomes, e mesmo o escândalo dos ordenados chorudos (que ainda existem nalguns casos) já não podem ser escondidos como antigamente.

quinta-feira, julho 28, 2011

Vox populi

Sónia Brazão foi constituída arguida.

Os noticiários, como não poderia deixar de ser, deram disso conta.

Adicionalmente, continuam a relatar-nos que os estragos avultados causados pela explosão no apartamento da actriz continuam por pagar, sendo que alguns particulares estão já a pagar do seu próprio bolso as reparações.

Indignados por a situação ainda não ter sido reparada na integralidade, o mesmo é dizer, que Sónia Brazão seja responsabilizada pelos estragos causados, alguns populares falaram ao microfone e disseram de sua justiça.

"Em vez de andar aí a acenar e mandar beijinhos, que viesse aqui pagar os prejuízos que cometeu. Isso sim, seria uma grande Senhora!", gritava indignada uma popular.

Percebo o descontentamento de quem tem um carro estragado ou janelas partidas e queira ser ressarcido. E certamente que a polícia e as seguradoras irão apurar o responsável.

Mas a indignação não justifica os modos menos elegantes como se atiraram a Sónia Brazão. A mulher esteve à beira das portas da morte, e acredito que a força e apoio que tem recebido de muitos cidadãos a tenham enchido de fortaleza para ultrapassar este duro momento da sua vida. Daí as manifestações de carinho por quem a estima.

Isto para concluir, portanto, que há indignações que não justificam todas as palavras.

segunda-feira, julho 25, 2011

OS ‘CATÓLICOS’ ADVERSATIVOS

In memoriam de Maria José Nogueira Pinto,
uma católica não adversativa.

A barca de Pedro é como a arca de Noé. Se esta providencial embarcação incluía toda a espécie de criaturas que havia à face da terra, também a Igreja congrega uma imensa variedade de almas. Todas as gentes, qualquer que seja a sua raça, a sua cultura, a sua língua ou os seus costumes, desde que legítimos, cabe na barca de Pedro. Por isso, graças a Deus, há católicos conservadores e progressistas, de direita e de esquerda, republicanos e monárquicos, regionalistas e centralistas, etc.

Se, em política, tudo o que parece é, o mesmo já não se pode dizer na Igreja. Tal é o caso dos ‘católicos’ adversativos. Muito embora a designação seja original, a realidade é, infelizmente, do mais prosaico e corrente:

- Eu sou católico, mas...

E, claro, a seguir a esta proposição adversativa, seguem não poucos reparos à doutrina cristã. A saber: eu sou católico, mas creio na reencarnação; eu sou católico, mas defendo o aborto; eu sou católico mas, não acredito no inferno; eu sou católico, mas sou a favor da eutanásia; eu sou católico, mas concordo com o casamento entre pessoas do mesmo sexo; etc., etc., etc.

É verdade que a Igreja acolhe também aqueles que, por desconhecimento ou por debilidade, não conseguem ainda viver de acordo com todos os seus preceitos. Ao contrário do que pretendiam os cátaros, a Igreja não é só dos puros ou dos santos, os únicos que são, de facto, cem por cento católicos. Com efeito, a Igreja não exclui os néscios, nem os fracos que, na realidade, somos quase todos nós. Mas não aceita os nossos erros, nem os nossos pecados, antes impõe que, da parte do crente, haja uma firme decisão de conversão.

Esta é, afinal, a diferença entre o pecador e o fariseu: ambos pecam, mas enquanto aquele reconhece-o humildemente e procura emendar-se, este justifica-se e, em vez de mudar de conduta, desautoriza a doutrina em que, afinal, não crê. O pecador que é sincero no seu propósito de santificação, tem lugar na comunidade dos crentes, mas não quem intencionalmente nega os princípios da fé cristã.

Na Igreja há certamente margem para a diversidade de pontos de vista, também em matérias doutrinais opináveis, mas não cabe divergência no que respeita aos princípios fundamentais. Um cristão que, consciente e voluntariamente, dissente de uma proposição de fé definida pela competente autoridade eclesial, não é simplesmente um católico diferente ou divergente, mas um fiel infiel, ou seja, um não fiel.

Conta-se que o pai de uma rapariga algo leviana, sabendo do seu estado interessante, tentou desesperadamente conseguir-lhe um marido que estivesse pelos ajustes. Para este efeito, assim tentou aliciar um possível candidato:

- É verdade que a minha filha está grávida, mas é só um bocadinho...

Ser ou não ser, eis a questão. Pode-se ser católico sendo ignorante e até muito pecador, mas não se pode ser ‘católico’ adversativo, ou seja, negando convictamente a doutrina da Igreja.

A fé não se afere por uma auto-declaração abstracta, mas pela opção existencial de seguir Cristo, crendo e agindo de acordo com os princípios do Evangelho. Não é católico quem afirma que o é, mas quem pensa e quer viver como tal. «Tu crês que há um só Deus? Fazes bem, no entanto também os demónios crêem e tremem. O homem é justificado pelas obras e não apenas pela fé. Assim como o corpo sem alma está morto, assim também a fé sem obras está morta» (Tg 2, 19.24.26).

P. Gonçalo Portocarrero de Almada, artigo publicado no Jornal "Voz da Verdade".

Verão II

Alguns dias depois de a agência de notação cá do sítio ter cortado o rating deste Verão para lixo, vem a desoladora confirmação de o presente mês de Julho ser o mais frio dos últimos 27 anos. De facto, este mundo anda muito ao contrário. Será que Agosto vai compensar?



Entretanto, tenho reparado que as bibliotecas de praia, em Ofir e Esposende, continuam fechadas, ao contrário de anos anteriores, em que por esta altura já estavam abertas.



Ficarei muito decepcionado se este ano não tivermos biblioteca de praia. É daquelas iniciativas obrigatórias no programa de Verão de qualquer Concelho litoral, como o de Esposende que por estes meses conhece a maior afluência de pessoas e iniciativas, com consequente retorno na sua economia interna.




Adenda: Tomei há instantes o feliz conhecimento do anúncio feito pela Câmara Municipal do regresso das Bibliotecas de Praia, a partir do dia de hoje até 4 de Setembro. E assim se mantém um bom hábito a contar desde 1996.

sábado, julho 23, 2011

Matraquilhos

Em virtude das várias transferências neste "defeso", a ASAE está a confiscar todos os matraquilhos antigos, tanto em cafés ou estabelecimentos de diversão.
Os donos destes estabelecimentos terão de adquirir nova mesa de "matrecos", devido as grandes alterações no plantel do SLB.

Desta forma, a nova mesa a ser adquirida terá de ser a seguinte:

sexta-feira, julho 22, 2011

O Hélio

Protagonista do vídeo mais catita do Youtube nos últimos tempos, depois da louca conferência de imprensa do Futre.

Impressões do defeso

Vai ser ano de "carrega Sporting!"

quarta-feira, julho 20, 2011

O salto do tubarão

Sem imagens, mas com descrição aqui.

terça-feira, julho 19, 2011

U2, os maiores!!!

Se não são a melhor banda do mundo, não sei qual será. Para lá das músicas, para lá dos espectáculo, os gestos...

No último concerto da tour 360º, no público estava um fã com um cartaz: "Queria tocar uma música para a minha esposa". Bono pede para levarem o fã ao palco. O fã era cego, deram-lhe a guitarra do Bono e saiu isto



Coisas simples que fazem as pessoas felizes.

Uniforme!!!

Surge hoje a público que a Universidade Católica criou um código de vestuário próprio para o corpo docente e discente. Não vi o código propriamente dito, mas ao que parece agora é proibido entrar no "campus" de havaianas e calções, para além de camisolas de clubes desportivos.

Eu aplaudo, de pé, esta decisão da universidade católica. As instituições devem ensinar em toda a vertente social e quando a coisa não funciona há que impôr regras.
Afinal estamos a formar futuros advogados, gestores, etc, que não irão de chinelas e calções para o trabalho!!!

Isto é que podia virar moda em muitas instituições...

O caso Bairrão

Em alguns países, como os EUA, há um escrutínio prévio aos governantes antes de serem nomeados. Tudo na sua vida é passado a pente fino. Não sei se adoro o sistema, que pode dar excessiva relevância ao acessório, deixando para segundo plano a política. Mas tem duas vantagens: evita escândalos mediáticos futuros e é transparente.

O que não é sério é esta forma de fazer as coisas. Se há uma denúncia, ela não se faz em sms para o primeiro-ministro. Isto ainda não é uma sociedade filarmónica. É um País. Se há uma investigação ou ela é absolutamente secreta ou é transparente e com conclusões claras. O que é indecente é fazer-se uma seminvestigação e passar para os jornais semiconclusões, lançando sobre alguém que apenas foi convidado para o governo suspeitas difusas de que não se pode defender.

por Daniel Oliveira.

segunda-feira, julho 18, 2011

Cranberries - melhor foi impossível!




Sábado fui até à Irlanda. Bem, se não fui quase parecia.

Gaia, Festival Marés Vivas. Nevoeiro, chuva miudinha quase sempre presente, e uma banda irlandesa para ver.

Cranberries, banda que ouvimos nos anos 90, com hits que fazem parte da banda sonora da nossa vida: Linger, Dreams, Zombie, Salvation, etc, etc.

Por tudo isso, e pela Senhora Dolores O`Riordan, dona de uma das vozes femininas mais únicas e deslumbrantes, tinha que os ir ver. E assim aconteceu.

O concerto foi melhor do melhor que poderia esperar.

Sem serem a banda que ia fechar o concerto, logo fazendo pressupor que apenas tocariam perto 1h (13/14 canções), os Cranberries não só tocaram bem mais do que isso (cerca de 1h30), como desfiaram todos os hits que lhes são conhecidos: 19 canções, um número que só vemos em concertos a solo ou quando é banda a fechar um Festival.

Foi fantástico! Valeu a pena aguentar aquela chuva e o desconforto. A partir dos acordes da Analyse foi sempre a abrir! Que bela noite!

Analyse
Animal Instinct
Linger
Dreaming My Dreams
Ode to My Family
Wanted
Tomorrow
Just My Imagination
Schizophrenic Playboy
When You're Gone
I Can't Be With You
Waltzing Back
Free to Decide
Salvation
Ridiculous Thoughts
Zombie
Empty
Promises
Dreams

sábado, julho 16, 2011

Mais logo à noite...

A minha outra banda irlandesa preferida, depois dos U2. Finalmente vou vê-los ao vivo carago!

sexta-feira, julho 15, 2011

Poeta Castrado, Não!!!

Não há palavras quando as palavras são mais do que elas próprias...



Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo, dromedário
fogueira de exibição
teorema, corolário
poema de mão em mão
lãzudo, publicitário
malabarista, cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado, não!

Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:

Da fome já não se fala
é tão vulgar que nos cansa
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?
Do frio não reza a história
a morte é branda e letal
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?

E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!

Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo,mau profeta
falso médico,ladrão
prostituta,proxeneta
espoleta,televisão.

Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado,não!



José Carlos Ary dos Santos

Interessante...

O Correio da Manhã noticiou esta semana o lançamento de mais uma petição à Assembleia da República para a realização de um referendo sobre a inviolabilidade da vida humana. Tenho sérias dúvidas de que este seja o momento certo para lançar essa discussão, mas não tenho dúvidas nenhumas de que a actual lei deve ser repensada, quatro anos após ter entrado em vigor.

Faz sentido, como indica o relatório da Direcção--Geral da Saúde de 2010, que 251 mulheres já tenham efectuado quatro ou mais abortos pagos pelo Estado desde 2007?

Faz sentido que o Estado permita que quatro delas possam ter realizado dez ou mais abortos? Faz sentido que uma mulher quando está de baixa médica receba 65% do ordenado e quando está de baixa médica por ter realizado um aborto receba 100%?
Estas são deficiências imperdoáveis na lei, que estão muito para lá do ‘sim’ ou do ‘não’.

À boa portuguesa, passou-se do oito ao oitenta. Antigamente admitia-se prender mulheres. Agora, estende-se uma passadeira vermelha até ao bloco operatório. Trocou-se um absurdo por outro.


por João Miguel Tavares aqui.

terça-feira, julho 12, 2011

Verão

Vou cortar no rating do verão, passar para o nível de "lixo"... Afinal de contas com este tempo!!!

segunda-feira, julho 11, 2011

Esposende em Festa

Devo ao Pe. Delfim Fernandes o maior sermão familiar que levei em toda a minha vida escolar.

Os tempos remontam a 1993/1994, quando frequentava o 5.º ano.

Religião&Moral era a disciplina, ministrada pelo então pároco de Vila Cova. Era aquela disciplina em que toda a gente passava ou com 4 ou 5. Para alguém católico praticante, de família praticante, a meta só poderia ser uma daquelas notas.

Mas quis a ingenuidade (e alguma soberba) própria daquela idade que tomasse como certa a nota ainda antes mesmo de me esforçar por a merecer. A par disso, estando a sala disposta em formato de U, tratei de me rodear de 2 amigos inseparáveis, o Tiago e o João, companheiros de conversas de recreio, e que prolongávamos para as aulas de Religião&Moral adentro. Apesar das várias advertências que levámos de que aquilo era uma aula e não uma sala de café, fizemos ouvidos moucos.

O resultado só poderia ser desastroso: de toda a turma corrida a 4 e 5 no 1.º período, apenas três estudantes não lograram atingir esses mínimos olímpicos, ficando-se pelo humilhante 3. Eu, o Tiago e o João, claro está.

Recordo, filho de boas famílias, e católico devoto, aquele 3 soou para a família a blasfémia. Levei nas orelhas como nunca pensei ser possível. Afinal, era Religião&Moral que se tratava, e não Matemática ou Português onde por sinal os resultados até tinham sido bons.

Mas a lição ficou, para aquele dia e, diria, para a vida toda.

O comportamento nos períodos e anos seguintes na disciplina seriam diametralmente opostos.

O Pe. Delfim manteve-se nosso professor ainda no 6.º ano.

Depois, viríamos a reencontrá-lo uns anos depois, em 1999, onde empossara como novo pároco de Esposende.

Na semana que passou, 5 de Julho, comemorou os 25 anos da sua ordenação sacerdotal, que tiveram ontem como pontos altos uma missa campal à porta da Igreja ,e um almoço-convívio na Estalagem Zende.

Das comemorações nota para o discurso breve, mas de reflexão, proferido pelo arcebispo D. Jorge Ortiga: este ano 3 jovens serão ordenados sacerdotes, 5 párocos celebram as suas bodas de prata, e 18 párocos comemoram as suas bodas de ouro. A crise sacerdotal está à vista, e muitas orações requerem-se para mais vocações.

Ontem foi dia de festa em Esposende. A freguesia, a par da freguesia de Vila Chã, juntaram-se à efeméride das bodas de prata do seu pastor. Que o Senhor lhe continue a dar força para pastorear o seu rebanho com firmeza na fé, generosidade na caridade e alegria na esperança.

quinta-feira, julho 07, 2011

Nada me faltará

Acho que descobri a política - como amor da cidade e do seu bem - em casa. Nasci numa família com convicções políticas, com sentido do amor e do serviço de Deus e da Pátria. O meu Avô, Eduardo Pinto da Cunha, adolescente, foi combatente monárquico e depois emigrado, com a família, por causa disso. O meu Pai, Luís, era um patriota que adorava a África portuguesa e aí passava as férias a visitar os filiados do LAG. A minha Mãe, Maria José, lia-nos a mim e às minhas irmãs a Mensagem de Pessoa, quando eu tinha sete anos. A minha Tia e madrinha, a Tia Mimi, quando a guerra de África começou, ofereceu-se para acompanhar pelos sítios mais recônditos de Angola, em teco-tecos, os jornalistas estrangeiros. Aprendi, desde cedo, o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia.
Aos dezassete anos, no primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitrariamente (mesmo que alternativa) que por qualquer outra coisa. Foi por isso que conheci o Jaime e mudámos as nossas vidas, ficando sempre juntos. Fizemos desde então uma família, com os nossos filhos - o Eduardo, a Catarina, a Teresinha - e com os filhos deles. Há quase quarenta anos.
Procurei, procurámos, sempre viver de acordo com os princípios que tinham a ver com valores ditos tradicionais - Deus e a Pátria -, mas também com a justiça e com a solidariedade em que sempre acreditei e acredito. Tenho tentado deles dar testemunho na vida política e no serviço público. Sem transigências, sem abdicações, sem meter no bolso ideias e convicções.
Convicções que partem de uma fé profunda no amor de Cristo, que sempre nos diz - como repetiu João Paulo II - "não tenhais medo". Graças a Deus nunca tive medo. Nem das fugas, nem dos exílios, nem da perseguição, nem da incerteza. Nem da vida, nem na morte. Suportei as rodas baixas da fortuna, partilhei a humilhação da diáspora dos portugueses de África, conheci o exílio no Brasil e em Espanha. Aprendi a levar a pátria na sola dos sapatos.
Como no salmo, o Senhor foi sempre o meu pastor e por isso nada me faltou -mesmo quando faltava tudo.
Regressada a Portugal, concluí o meu curso e iniciei uma actividade profissional em que procurei sempre servir o Estado e a comunidade com lealdade e com coerência.
Gostei de trabalhar no serviço público, quer em funções de aconselhamento ou assessoria quer como responsável de grandes organizações. Procurei fazer o melhor pelas instituições e pelos que nelas trabalhavam, cuidando dos que por elas eram assistidos. Nunca critérios do sectarismo político moveram ou influenciaram os meus juízos na escolha de colaboradores ou na sua avaliação.
Combatendo ideias e políticas que considerei erradas ou nocivas para o bem comum, sempre respeitei, como pessoas, os seus defensores por convicção, os meus adversários.
A política activa, partidária, também foi importante para mim. Vivi--a com racionalidade, mas também com emoção e até com paixão. Tentei subordiná-la a valores e crenças superiores. E seguir regras éticas também nos meios. Fui deputada, líder parlamentar e vereadora por Lisboa pelo CDS-PP, e depois eleita por duas vezes deputada independente nas listas do PSD.
Também aqui servi o melhor que soube e pude. Bati- -me por causas cívicas, umas vitoriosas, outras derrotadas, desde a defesa da unidade do país contra regionalismos centrífugos, até à defesa da vida e dos mais fracos entre os fracos. Foi em nome deles e das causas em que acredito que, além do combate político directo na representação popular, intervim com regularidade na televisão, rádio, jornais, como aqui no DN.
Nas fraquezas e limites da condição humana, tentei travar esse bom combate de que fala o apóstolo Paulo. E guardei a Fé.
Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor.
Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará.

Maria José Nogueira Pinto (1952-2011)

quarta-feira, julho 06, 2011

Maria José Nogueira Pinto (1952-2011)

Acabo de saber do falecimento de Maria José Nogueira Pinto.

Uma triste notícia.

A sociedade portuguesa, nas suas dimensões política e social, fica mais pobre.

terça-feira, julho 05, 2011

Rescaldo da saída do Nobre

Conversa com amigo candidato pelo PSD nas listas de Lisboa:

- Agr que o nobre bazou qts lugares te faltam pra chegar a deputado?
- Só faltam 9. Lol
- Eh pá isso é mais que o bloco de esquerda lol
- Lol. Durante o mandato saem no máximo mais dois.
- Bem com europeias e autárquicas mais a remodelação governamental a meio pode ser que ainda sentes lá o rabo pelo menos 1 semana lol
- Já viste a lista? Vês alguém que consiga ganhar uma câmara ou possa ir numas europeias?
- Não conheço os deputados mas não será difícil que algum vá fazer número pra lista de deputados ou concorrer a vice duma boa câmara.
- Por isso é q só a Teixeira da Cruz foi para o governo. Os outros estão-se a guardar. Lol

segunda-feira, julho 04, 2011

Adeus e não voltes!

O cabeça de lista do PSD por Lisboa nas últimas legislativas, Fernando Nobre, apresentou na sexta-feira a renúncia ao mandato de deputado, confirmou hoje à agência Lusa o secretário da mesa da Assembleia da República, Duarte Pacheco.

A melhor notícia do fds!

A Ilda Daniela está de regresso a casa!

Depois de um período complicado de internamento no hospital, eis que o combate pela vida logrou ser superado com sucesso, e a nossa amiga voltou finalmente ao conforto do lar e dos seus mais queridos.

A melhor notícia do fim-de-semana! :)

domingo, julho 03, 2011

A noiva-cadáver

Lembrei-me deste título dum filme de Tim Burton ao assistir ontem à tarde às cerimónias religiosas do casamento do Príncipe Alberto II do Mónaco com a sul-africana Charlene Wittstock.

Não me lembro de ter visto uma noiva com enorme ar de infelicidade enquanto as cerimónias decorriam, como aquele demonstrando por Charlene.

Dizem que as razões se devem à recente descoberta de mais um pulo na cerca do mulherengo Alberto. E, que até por isso, o casamento esteve quase para não se realizar.

Seja verdade ou não, pelas imagens ontem divulgadas, já começam as apostas sobre se este casamento durará muito tempo ou não.

Nota final: o dinheiro pode quase tudo e quem o tem permite-se a certos luxos. O encerramento da missa de casamento com o Ave Maria cantada pelo Andrea Bocelli foi qualquer coisa de fantástico.