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sexta-feira, julho 27, 2007

Consideração "EL PIBE 1X2"

Por estes dias Esposende tornou-se o centro da justiça em Portugal. A operação "El Pibe 1X2" colocou-nos na abertura de noticiários, em especiais de informação, e montou-se um dispositivo mediático como até aqui não tinha visto junto ao tribunal da nossa comarca.
Pouco ou nenhum interesse tem saber o desenrolar do processo, o importante é saber a decisão final, até prova em contrário todos se encontram inocentes, no entanto não há fumo sem fogo, e nos últimos tempos temos visto as forças de segurança extremamente eficiente, até o homem mais procurado de Espanha foi apanhado em Portugal...
Mas o que me choca neste caso é a quantidade de pessoas que durante 3 dias e algumas horas da noite, permanecem junto a porta do tribunal, sem nada para fazer, apenas comentando o processo mediático e lançando ainda mais polémica. Pergunto-me se estas pessoas não terão trabalho, ou se, porventura, estando de férias não terão local mais aprazível para passar o seu tempo!!!
Para agravar a situação, e aqui vão-me desculpar, mas existe ainda uma quantidade enorme de gente tacanha, aquando da saída de tribunal de um dos "supostos" elementos do gang, um ex-concorrente do Big Brother foi aplaudido como se de um herói se tratasse; que mentalidade é esta em que se ovacionam pessoas que estão envolvidas num processo judicial??? Só apetece dizer: "Perdoai-lhes Senhor que eles não sabem o que fazem"!!!

quarta-feira, julho 25, 2007

O bolo da Malta!!!

A malta é do pior...

O verdadeiro Bolo de Aniversário!!!

A todo o pessoal, muito Obrigado!!!

Lion King!!!

A paixão pelo cinema, é uma coisa que se vai ganhando ao longo da vida. Alguns filmes foram tomando espaço na nossa vida, foram despertando sentimentos, foram moldando a nossa personalidade...
Existe um filme que marcou a minha infância, assim como a de muitos da minha geração; foi sem dúvida uma das grandes produções da Disney e ganhou um lugar na história...
Têm um início épico... Falo do Rei Leão!!!

segunda-feira, julho 23, 2007

Verão???

Dia 23 de Julho de 2007, mas até poderia ser 23 de Outubro, ou Novembro de 2007... Os dias andam alterados de uma forma que até aqui não se tinha visto.
O verão parece ter mudado de malas e bagagens para outra "estação". Por estes dias, devíamos saltar da cama devido ao calor que se fazia sentir, sair de casa e sentir uma leve brisa marítima a trespassar a alma (e que bem que sabia), ouvir o "Bommmm Diaaaaa" do carteiro, dar uma volta de bicicleta para verificar o estado do mar e as "babes" na praia; voltar para "enganar" o estômago, ler os mails, sair para encontrar com a malta e zarpar para a praia. Por cá, temos sempre vento, no entanto, temos também calor, sempre dava para jogar um volei, uma futebolada com malta que não vemos durante o ano, para ficar a morenar e dar uns mergulhos...
Este ano, tudo mudou, chove e faz um frio de rachar em pleno Julho, faz sol de rachar em Março, temos um mundo ao contrário. Esta esta a ser a nossa "verdade inconsequente"!!!

Onde para esse verão tão saudoso?

domingo, julho 22, 2007

Música sem fronteiras

sexta-feira, julho 20, 2007

Daydream Believer...

"The Edge", grande voz...

segunda-feira, julho 16, 2007

Sobre as eleições...

Da noite de ontem ninguém pode cantar vitória.
O PS por muito que esfregue as mãos pelo facto de recuperar a câmara n.º 1 do País, e alcançar uma vitória que igual só há mais de 30 anos, mesmo assim, teve um resultado aquém. Primeiro, porque jogando com um peso pesado não teve uma vitória folgada. Pode-se falar da dispersão de votos em Roseta, mas tal não é suficiente. Segundo, porque Carmona ficou em 2º, sem máquina de partido por trás, belo score, e sendo ele acusado como o principal causador da desgraça em que caiu a câmara, mesmo assim, o PS não conseguiu reverter tal realidade a seu favor. Por fim, a elevada abstenção revela que apesar de fartos e cansados da palhaçada em que caiu a câmara nos últimos anos, mesmo assim, o PS não foi suficientemente mobilizador para lhe confiarem um mandato largo.
Marques Mendes foi o principal derrotado. Agiu bem ao querer forçar eleições, pois a câmara estava numa situação insustentável, mas esteve mal ao não ter arranjado uma candidatura vencedora e, sobretudo, ao ter deixado que viessem para fora as suas tentativas infrutíferas em convencer Paula Teixeira da Cruz, Fernando Seara e Ferreira do Amaral (por esta ordem) em protagonizarem a candidatura. Mau de mais! Como se não bastasse, não conseguiu capitalizar o descontentamento ao governo, o que é sintomático do que realmente será capaz daqui a 2 anos quando se tratar de enfrentar Sócrates. Não tenho dúvidas de que seja ele mesmo o candidato, pois os barões do PSD são (lamentavelmente) calculistas e guardam-se para uma altura em que o vento sopre a seu favor.
Paulo Portas também teve resultado miserável. Mas nada que não merecesse. Quem tomou da forma errática e pouco elegante o poder como ele fez, não se pode queixar da memória não muito curta das pessoas, em particular dos lisboetas. Com efeito, ninguém duvida de que fosse Nogueira Pinto a candidata, e o score do CDS seria outro, para melhor. Ao invés perdeu o único representante que tinha na câmara, o que será indiciador da queda em que o partido caiu há muito.
Portas diz que vai reflectir, que algo vai mal na forma de combate político, com a contestação ao Governo a atingir níveis nunca vistos desde que tomou posse, mas mesmo assim CDS e PSD sem descolarem da cepa torta.
É difícil fazer-se oposição com um governo com maioria absoluta e a tomar algumas (boas) decisões que vão no caminho certo. Mas muito pior é serem aqueles dois a protagonizarem a oposição política. Do CDS, fosse Ribeiro e Castro ou o actual Portas, não antevejo grande diferença. Agora o PSD não se pode conformar. É preciso equipa forte, e o que o partido tem feito é dar tiros nos pés. Sócrates agradece.

As intercalares!!!

A confirmação de uma vitória esperada à Câmara Municipal de Lisboa... Uma banhada esperada para as forças políticas do "centro-direita" (como gostam de ser apelidadas) e a "saída" triunfal de um "ostracizado".
A vitória de António Costa foi uma espécie de passeio triunfal até ao dia de ontem, era uma vitória esperada e que não deixou margens para dúvidas. A campanha "anti-governamental", devido a factos que aqui e ali se vão criando, não passando na minha óptica de factos pontuais que servem para ensombrar um trabalho de fundo que está no bom caminho, que leva o Banco de Portugal a rever em alta o nosso crescimento económico, saiu derrotada. Quem estava à espera de uma votação "vingativa", tendo em António Costa, uma presa fácil, enganou-se redondamente... A fação "centro-direita", tendo no PSD e CDS-PP os principais partido, mostraram-se frouxos, o PSD por culpa das circunstâncias; quando as principais figuras não assumem uma posição de combate na conquista da Câmara da Capital, alguma coisa está muito mal, como diz o velho ditado, "Pau que nasce torto nunca mais se en'direita'"... Quanto ao CDS-PP, está a assumir, novamente, a posição de partido do Taxi e um dia destes nem de Taxi lá vão, porque agora a "bandeirada" está mais cara e cada vez são menos aqueles que querem entrar no mesmo taxi.
Mas os grandes vencedores da noite foram o Sr. Carmona e a Sr. Abestenção... E que bonito par eles fazem, se por um lado a abstenção mostra uma total descridibilização dos políticos perante a sociedade, o que demove muita gente de cumprir o seu direito e dever cívico, é uma antitese ver que o vencedor da noite eleitoral foi aquele que a bem pouco tempo atrás foi afastado do cago por ter descridibilizado a mesma, pelos factos que já conhecemos.
Alguma coisa está mal, e como diria a canção da Ala dos Namorados, "são os loucos de Lisboa, que nos fazem duvidar, que a terra gira ao contrário e os rios nascem no mar"!!!

domingo, julho 15, 2007

Imagem do dia

Vitória de Costa mais festejada em Cabeceiras de Basto do que em Lisboa. A julgar pela falange que se deslocou ao Altis munida da decoração habitual em noites eleitorais....

sexta-feira, julho 13, 2007

Novas chuteiras do Benfica

domingo, julho 08, 2007

Ahahahah

Nos últimos tempos os comentários não eram os mais favoráveis: "foi difícil rir-me", "não tem grandes momentos", etc, etc. Com opiniões assim negativas, pensei que o melhor mesmo era vê-lo apenas quando saísse em dvd. No entanto, desde o 1º que me habituei a vero Shrek em cinema, e desta vez não poderia ser diferente.
Sou grande, grande apreciador de filmes de animação, e Shrek por fugir ao figurino, e estar bem dotado de personagens/vozes e momentos de humor impagáveis, acaba por ocupar, por mérito e direito próprios, um lugar na História dos filmes de animação.
No terceiro capítulo da saga, Shrek vai em busca de um príncipe herdeiro, visto não estar talhado para desempenhar o papel de sucessor do rei. O primeiro grande momento do filme é, aliás, o falecimento do Rei, tão bem mimetizado na voz de John Cleese. É suposto ser um momento de tensão, drama, mas ninguém consegue ser indiferente e conter o riso. E que gargalhadas se deram ahah..
Outro grande momento é o interrogatório feito a Pinóquio para se saber do paradeiro de Shrek. Como Pinóquio não consegue disfarçar a mentira, à partida parecia ser canja sacar-lhe a informação. No entanto, o rapazinho de madeira começa a desconversar que é só visto! E rir à fartazana!
Bom papel o executado por Donkey (eddie murphy) que tão subaproveitado me tinha parecido no 2º filme. Aqui, volta a ser o Rei da comédia. E para quem julgasse que esse subaproveitamento resultava do facto de agora ser o Gato das Botas a assumir o papel secundário, a verdade é que desta feita, tanto um como outro partilham papéis importantes, e tornam-se uma dupla muito castiça, à qual pertencem, igualmente, momentos muito caricatos.
Penso que este Shrek 3 está melhor do que o 2º. No entanto, ia com expectativas controladas, e assim sabe melhor ser surpreendido. Já aquando de Shrek 2 ia com elas em alta, e depois saí de lá, um tanto ou quanto...desapontado.
Enfim, estas coisas dos filmes é muito subjectivo. Mas Shrek está em forma e recomenda-se!

sábado, julho 07, 2007

Cascais a "velar"...

Desde o início desta semana que decorre o campeonato do mundo de vela olímpica em Cascais, donde sairão apurados 75% dos participantes nos Jogos Olímpicos de Pequim, a decorrerem em Agosto do próximo ano.
Esta tarde dei um salto até lá, e foi muito bom. Não sendo propriamente do tipo de quem gosta de perder tempo a mirar os barcos em marinas, ou a ver o "sailling channel", não fiquei, todavia, indiferente a todo o aparato/cenário que nos últimos dias tem agitado Cascais. E quanto à competição propriamente dita, infelizmente não dá para acompanhar "in loco" as regatas, no entanto, deu para assistir à chegada de vários velejadores, e à saída de outros, e quer num caso, quer noutro, foi interessante acompanhar o domínio técnico que procuravam impôr, controlando a embarcação e, sobretudo, o vento. Deu para ver que alguns países ainda têm muita água que engolir, no que respeita ao domínio das embarcações. A julgar pela dificuldade da malta da Guatemala, ou de outros países com poucas tradições....
Mas de resto, tudo muito bem organizado, impecável. Consegui arranjar uns binóculos bem catitas, e deu para ver a malta dos 49 ir à água. Segundo me disseram, são a embarcação mais veloz, das classes todas, e aquela mais dura do ponto de vista físico, visto que os velejadores apoiam-se numa plataforma que sai da embarcação, e estão constantemente em contacto com a água, procurando o melhor equilíbrio daquela.
Portugal tem de facto uma relação umbilical com o mar, assinalável, e bom seria que este campeonato fosse o pontapé de saída para uma "escola" de vela de renome, e um campo de competição desportiva com tradição!


Stay (Far Away... So Close)

Smashing Pumpkings num cover fantástico a uma não menos fantástica música de U2!!!

quinta-feira, julho 05, 2007

Eu gosto do Verão, tirando os "avecs" (remake)

Está aí o Verão, e nesta altura há o calor, a praia, muitas vezes o amor (apesar da inconveniência de o mesmo ser feito em plena praia, antes de mais pela areia que se pode "introduzir" em locais não muito apropriados e depois pelos "mirones" que andam em cima do acontecimento). A melhor época do ano está ai, depois de vários meses a levar com a preocupação do trabalho, dos estudos eis que surge uma luz ao fundo do túnel (e felizmente não é um comboio). A partir daqui deixam de haver preocupações até porque o português já sabe onde serão as suas férias e como bom rebanho parte em direcção ao ALGARVE. Começam aqui as noites longas de café, os dias de praia (muitas vezes deitados na toalha a dormir, para recuperar do dia anterior), as festas, os "avecs" que chegam as praias... Eia pá, esta de falar em "avecs" estragou tudo, é o grave problema do verão... Não é que tenha nada contra eles, mas ouvir falar francês (já por si uma língua "amaricada") e meter o belo do português pelo meio com umas quantas caralhadas e uns quantos insultos que não lembram nem ao menino Jesus, poupe-me. É o "Michel vien icci" e o "tu vas tombe meu filho da puta", duas das mais típicas frases ouvidas por esse Portugal. Temos depois o não menos importante carro "avec", assim como os honda civic estão para os azeiteiros, assim o renault branco descapotável está para os "avecs", sempre com música nas alturas e se possível a "bombar" um bom Nel Monteiro. Mas chega de falar neles, e pensar que o verão é feito de coisas boas. desejamos a todos um óptimo verão e aproveitem porque este ano ainda há para o ano vamos ver...

Post do "velhinho" e extinto - Conspirações de Café (pertencente aqui a malta do estaminé, não plagiamos ninguém)

sábado, junho 30, 2007

Quando não há argumentos...

Foi um grande escândalo no festival Alive e que no SuperBock Super Rock se repetiu: em 20 mesas de matrecos não havia uma única equipa com o equipamento do bicampeão. A empresa responsável, "Diversões Alentejano", até tinha um autocolante nas mesas com o número de contacto, era de fazer um protesto...
Como sempre, quando não há argumentos para destronar a grande equipa do Futebol Clube do Porto, há que elimina-los até dos matrecos. Pode ser que até sozinhos eles ganhem... E esta hein???

Super Bock, Super Metal???

Na passada Quinta, 28 de Junho, arrancou a 13ª edição do Festival "Super Bock, Super Rock". A abertura do festival deste ano ficou a cargo de bandas de Metal, tendo como cabeça de cartaz os, tão conhecidos, "Metallica", com James Hetfield e comparsas a fazerem as honras da casa no fecho do dia...
Não fui ao festival, até porque a profissão não o permite e porque tirando Metallica o cartaz em si não me atrai o suficiente. Mas não passou despercebido e ontem, tive de folhear o jornal para saber o que de melhor e pior lá se tinha sucedido.
Ao ler o artigo do Jornal de Notícias, fiquei deverás espantado à crítica mordaz que lá foi feita. Os primeiros acordes ficaram a cargo dos "Men-Eater" e logo aqui o JN começa a "malhar" que nem gente grande! Passo a transcrever, "... Os Men-Eater laboraram um amontoado sonoro capaz de provocar turbulência no ar ao ponto de quase impedir os levantamentos e aterragens dos aviões no aeroporto da Portela... O vocalista não cantou - emitiu uns grunhidos num idioma imperceptível ...", se foi assim, mudemos já o aeroporto para a OTA, assim não temos problemas com o tráfego aéreo.
De seguida entraram os "More Than a Thousand", e tal como os anteriores, o JN não foi parco em palavras!!! "... Desconhece-se se terão uma grande carreira pela frente. Todavia, caso a banda se dissolva os seus membros terão um futuro grandioso como sonoplastas de filmes de terror ou de documentários sobre animais selvagens para a Nacional Geographic...".
Quanto aos "Mastodon", "Blood Brothers", "Stone" fica o apontamento: " ... Pura Banalidade ...".
Mas se até aqui, o JN já tinha dado "porrada" suficiente nas bandas de Metal, a "tortura" chegou no final do artigo, quando falaram de Joe Satriani. Aqui, foi uma espécie de tortura ao mais puro estilo medieval.
JN - " ... Foi nesse mês que a NASA lançou para o espaço a sonda Pioneer 10, o primeiro objecto construído pelo homem a sair fora do sistema solar ... Ora, importa levantar uma questão: quem foi o responsável pelo facto de Satriani não ter embarcado na dita sonda?...", "... ele é o músico mais chato da troposfera...", "... Nele tudo merece ser desancado: do exibicionismo virtuoso ao onanismo guitarristico...", "... é menos nocivo para a saúde ver sete concertos dos Judas Priest do que uma hora de concerto de Joe Satriani. De certeza que a música de Joe Satriani faz mal às árvores - proíbam-na! Livrai-nos deste jactancioso para que doravante não mais cá venha semar o tédio. ... ".
Não tenho grandes comentários a fazer, acho que já foi "porrada" suficiente para deixar o homem em "coma" durante uns tempos...
Quanto a Metallica, o JN não fez comentários devido ao facto de o concerto so ter acontecido após o fecho da edição.
Mas estarei atento para ver a crítica.

sexta-feira, junho 29, 2007

O chumbo do "Professor"

Tenho por Saldanha Sanches a melhor das impressões. Foi muito bom Professor de Fiscal, trazendo à liça temas pertinentes e interessantes, mostrando conhecimento e, não menos importante, gosto em transmitir conhecimento. Além disso é Professor dedicado, sempre presente nas aulas, e com quem foi estimulante submeter-me a prova oral.
Tendo tudo isto presente, foi com estupefacção que soube do seu chumbo na prova de agregação visando a promoção a Professor Catedrático. Seria o mesmo que Mourinho, a quem faltasse o 4º nível do curso de treinador, fosse fazê-lo, por mero pro forma, e saísse de lá...chumbado! Inacreditável. Sim, porque Saldanha Sanches dá baile de fiscal como Mourinho de bola.
Pior que tudo, é o lavar de roupa suja que agora se verifica entre os Professores consagrados da minha Faculdade. Que há lá muitos egos em confronto, não é novidade. Mas o facto de agora vir a público em nada prestigia a gloriosa FDL.
Até pode ser que o exame de Saldanha Sanches tenha sido mau e tudo, mas impunha-se um esclarecimento porque quando num resultado de 6-3, só 3 membros do júri são claramente entendidos em assuntos fiscais, porquê este resultado relativamente desnivelado?
Afinal, não é só na Independente que se passam coisas estranhas....

quinta-feira, junho 28, 2007

Uma espécie... de revivalismo...

Certamente toda a gente conhece a música. Esta música faz-me lembrar os meus tempos de escola primária, quando Portugal ainda era apurado para as Finais do Concursos da Eurovisão. Era passada, todos os dias, no final do Telejornal, antes de passar o tão conhecido "vitinho", que nos fazia ir para a cama sem mais demoras. É claro, que de tantas vezes que passou na televisão, a música ficou no nosso pensamento, sendo guardada mais tarde no baú para hoje, de um modo súbito aparecer novamente...

Falo claro está da Dina com o seu "amor de água fresca"!!! Sem dúvida um marco da música "popular" portuguesa (será popular?, será pimba?, será o Pop Tuga no seu melhor? não sei...).
Mas que é uma música que fica no ouvido, meus senhores e minhas senhor, é uma verdade. Mérito para a Dina.



17º lugar do Festival da Eurovisão (1992)... PORTUGAL, PORTUGAL, PORTUGAL...

P.S. - Pena o "vitinho" não poder ser visto aqui em video, mas o "vitinho" da minha infância encontra-se no YouTube, neste link: http://www.youtube.com/watch?v=maWsN_XsamQ
"Recordar é viver"!!!

quarta-feira, junho 27, 2007

E o Oeiras Alive, man? (Parte II)

Dia 09

Depois da aventura da noite passada que foi chegar o mais cedo possível a casa e dormir, quando acordámos no sábado já o dia ia bem alto. Para a maior parte dos "festivaleiros" era o dia de regresso. No entanto, impunha-se um pequeno passeio pela cidade, como cereja no topo do bolo. Assim, fomos todos de abalada para o Chiado, zona histórica por excelência, onde depois aproveitámos para dar um "giro".

Na imagem que podem ver, designadamente, o topo, onde estão os guarda-sóis, corresponde a um miradouro que há no Chiado ao qual se acede através do conhecido elevador de "Santa Justa". No entanto, também se pode ir até lá acedendo pelo Convento do Carmo (que é de graça), vizinho do Quartel do Carmo onde no dia 25 de Abril de 1974 esteve por umas horas refugiado Marcello Caetano.
Depois de contemplar do alto do miradouro a cidade, descemos à terra, e cada um seguiu o seu caminho. Boa parte dos "festivaleiros" rumo a Esposende, Marina, Felgueiras e eu, pros lados que levavam até ao Festival.
A primeira ideia era, se fosse viável, ir até Cascais, no entanto, acabámos por parar na zona de Belém, para uma visita de estudo, onde visitámos o Mosteiro e demos umas voltas pelas imediações. Foi um momento assinalavelmente cultural, em que por uns instantes, Felgueiras e eu, quais Hermanos Saraiva, nos dedicámos a rever a "História de Portugal" num misto de "Quem quer ser milionário?" e "Um contra todos".
Depois da visita de estudo seguimos para o passeio marítimo de Algés para a noite 2 do concerto. Era dia de Smashing Pumpkins, de regresso às lides após longa ausência. No entanto, estranhamente, ainda para mais se tratando de um sábado, ficámos logo com ideia de estar com menos gente do que na noite anterior. O que de facto se viria a confirmar.
Estava escrito nas estrelas que mais peregrinos se iriam alojar nos meus m2 e de facto assim foi. Um trio de festivaleiros vindo directamente do Porto, compinchas do Felgueiras, e com quem passámos um resto de dia bastante agradável. Desde logo porque entrou-se em concursos e foi limpar os prémios todos que havia (que não valiam grande coisa, diga-se de passagem). Aliada a esta sorte no jogo, tentou-se a sorte no amor. Parece que o Felgueiras e o Jorge foram bem sucedidos, a julgar pelas "mãozinhas" da Rita. Já o Santinho estava, naturalmente, desconfiado das intenções da loira conforme se atesta pela sua expressão.Depois das fotos da praxe e dos concursos fomos todos jantar. Mais uma vez nota 20 para a organização. Não demorámos muito a arranjar mesa e a comida também foi degustada com prazer e convicção.
De seguida, rumámos para o palco, onde assistimos a uma banda muito referenciada mas que só conhecia uma música e o facto de serem apenas 2 músicos. White Stripes formados pelo incontornável Jack White e por sua irmã Meg White, baterista de serviço. Banda singular, e com som singular, que levam a querer conhecer mais. Um concerto muito positivo, terminado em grande com o "Seven Nation Army".
Findo o concerto, seguiram-se as naturais movimentações para arranjar o melhor lugar para Smashing Pumpkins. Enquanto isso, umas fotos para mais tarde recordar. Buru.Aí estava grande animação. Desta feita com uma não menos "eloquente" protagonista. Filipa, de seu nome.
O concerto mais aguardado da noite começou abençoado pelas primeiras gotas da noite, e logo com um "Today" a abrir. Foi um misto de desfiar de hits e novos temas que marcou a actuação dos Smashing Pumpkins. Um final um tanto ou quanto pouco convicente, demasiado assente em solos, e tema experimental, o que não invalidou uma despedida prolongada de Billy Corgan do público. Não há dúvidas. Billy adora Portugal, e Portugal adora o Billy. Dos novos Smashing, grande baterista Jimmy Chamberlain, uma sexy baixista Ginger Reyes, e um esforçado novo guitarrista ainda à procura do seu lugar ao sol. Foi um bom concerto, que fez valer apena a longa ausência, e se a mim não me deixou tãoooo impressionado, confesso também que ver Smashing a solo, em pavilhão, é diferente e para melhor, creio.
Findo o concerto, foi regressar a casa. Ainda tentámos parar nalgum sítio para fazer um brinde, mas uma mega-operação STOP deitou tudo por água abaixo. Também não fez mal nenhum, porque 2 dias de festival nas costas já começavam a dar sinal, e ainda havia um 3º, fora um repasto no "deserto", para o dia seguinte. Mas sobre isso falarei na III parte.

terça-feira, junho 26, 2007

Assassinar o líder

Artigo interessante de Ricardo Reis hoje no D.E. A ler.

sábado, junho 23, 2007

Conversas de Café!

Existem frases que ficam para mais tarde recordar certas noites, com longas conversas em torno das mesas de café, acompanhado por bons amigos.

Ontem, numa conversa animada, cujos temas não precisam de ser divulgados surgiram duas frases que marcam toda uma noite.

Foram elas:

"O nosso amor cabe num copo"

"O amor é agridoce" (1)

(1) Esta frase é sem dúvida uma pérola, e consegue resumir de forma perfeita o balanço que existe no amor, os altos e baixos do mesmo.

Bem hajam conversas animadas e com frases marcantes...

terça-feira, junho 19, 2007

E o Oeiras Alive, man? (Parte I)

Grande fim-de-semana.


Dia 08


Dia de Pearl Jam (PJ). Talvez o ponto alto, a nível de expectativa (rivalizando com Smashing), logo a abrir. Nunca pensei em menos de 1 ano rever PJ, mas já que eles vinham, era de aproveitar. O concerto de Setembro fora de facto fantástico, e esta seria uma óptima oportunidade para rever momentos altos e, quiça, ouvir músicas que então ainda não tivera oportunidade de ouvir. "Life Wasted" rock fantástico, "Small Town", acústica sempre presente nas sets e de facto encantadora, em comunhão perfeita com o público, "Given to Fly" a minha música preferida de Yield, com refrão fortíssimo, e por fim, a mais especial de todas, "Crazymary". A melhor interpretação que já ouvi do Eddie relativamente a esta música. Poderosa. E os solos de Mccready e Boom Gaspar, estavam qualquer coisa.
Foi de facto grande concerto. Não superou o de Setembro, até porque nessa noite eram só os PJ, mas foi muito bom. Notaram-se as falhas típicas de regresso após paragem (casos de Daughter com final pouco conseguido, e Yellow Ledbetter) mas Black e Rearviewmirror mantiveram nível altíssimo, e se desta vez não saiu "vocês são do caralhu" não foi com menos propriedade que Eddie refere "vocês são os maiores". Claro está, quer um quer outro precedidos do devido "fods": Ponto altíssimo, face a terem dir embora, e perante os buus do público, Eddie cita um amigo "Que se foda Madrid". Nota 20, eheh.
Valeu também o dia pela forte presença esposendense, devidamente estacionados na minha "maison". Éramos 8, coube toda a gente, e penso que todos dormimos confortáveis. Ponto negativo o facto de no final do concerto não haver tranportes para regressar a Lisboa. Cerca de hora e meia à espera, e depois, quais sardinhas enlatadas, num bus super lotado todos a caminho do...Cais do Sodré. Daí até apanhar o táxi outra aventura. Mas valeu apena. Cansados mas nunca vencidos, foi grande noite, e o sono depois ainda soube melhor.



Da esquerda para a direita: Sónia, Zé Rui, Bruno (Tó), Melo, Bruno (Machado), David (Bidinho), Felgueiras. Falta a Marina, nossa fotógrafa de serviço. Não seja por isso.



Como vêem, devidamente acompanhada. Encantou-se por este jovem que lhe debitava uns versos lindos. Ainda tentou convencer o senhor a acompanhá-la ao festival. Imperturbado, assim se manteve serenamente. Quieto e mudo. Tal como o encontráramos. Pra que a Marina não fosse de mãos a abanar ofereceu-lhe este singelo manjerico. Simpático.
Resta dizer que o concerto de Linkin Park foi bom, desfiar de hits, nunca saindo da mesma linha, mas são músicas de fácil "ouvido" e consumo.
Blasted Mechanism cheirámos um pouco. Pareceu-me bom, a ver e ouvir melhor em ocasião futura. Mas naquele momento havia que abastecer. E aí nota positiva para o Festival. Nunca esperámos muito e comeu-se bem.
Resto do dia a passear pela "bella cità". Tal como nos seguintes.








Época balnear? Aonde?


Dizem que já começou. Dizem também que já estamos praticamente no Verão. Deve ser deve.

sexta-feira, junho 15, 2007

Ninguém pára o Berardo


quinta-feira, junho 14, 2007

quinta-feira, junho 07, 2007

Contagem decrescente....

Para o OeirasAlive. Começa já amanhã. De Esposende, bem se poderá denominar de "Invasão" a rota que muitos farão, tal é o seu número. Na boa tradição portuguesa de bem receber, aqui por casa hospedarei alguns. Será o espírito de Taize em força no lema "um m2 por pessoa".
Quanto aos concertos, esperam-se grandes concertos na proporção da grandeza das bandas que actuarão.
Amanhã Pearl Jam será uma repetição que, com franqueza, julgava só ocorrer daqui a 3/4 anos. Foi mais cedo do que esperado, e é bom. Será um concerto diferente, em modelo festival, com outras bandas a preceder, público porventura já mais cansado, mas engane-se quem achar que haverá reacção frouxa de um lado ou do outro. Pearl são uma banda galáctica a nível de palco, e não tenho dúvidas de que será grande, grande concerto. Pessoalmente, o desejo de que toquem "Man of the hour", música que me diz muito, e que talvez esteja ao nível da "One" dos U2.
Outro ponto alto, pelo menos a nível de expectativa, será a actuação dos Beastie Boys. Não sou apreciador de hip hop por aí além, mas o som dos Beastie Boys inexplicavelmente sempre me cativou, e confesso que estou com vontade de ser surpreendido e muito, pela positiva claro está.
Enfim, será um fim-de-semana on rocks. Mais desenvolvimentos poderão acompanhar aqui no blog, com fotos e tudo. Do nosso enviado especial Felgueiras. E também contributos de outros "festivaleiros".

quarta-feira, junho 06, 2007

Perfeito Perfeito Perfeito

Perfeito, Perfeito, Perfeito era a "Oceans" a abrir o concerto de Pearl Jam...



Ai eu dizia, "Onde fica o perfeito? Fica aqui no Alive!!!"

Festival...


Vamos lá invadir Lisboa... ALIVE and Kicking.

Ele há coisas...

Hoje numa troca de e-mails entre amigos, um deles lembra-se de fazer um trocadilho. O outro, sarcástico responde "ai que giro esse teu trocadilho". E de repente, dou-me a recordar o longo ano de 1998, em que o meu professor de português, grande Pe. Cândido, costumava brincar dizendo:


"esse foi um trocadalho do carilho, e um trocadilho do...."



Ele há coisas, em que um gajo esquece-se e passados anos, ao recordar-se, dá-se conta do tempo que passou, e da ternura com que o guarda.

A minha ida aos Gatos

Ontem, final do dia, fui jantar à cantina com o meu amigo Nélson. Depois de um cafezinho na Faculdade de Direito, ao irmos para casa, damos conta de grande agitação pela reitoria, com largas dezenas de jovens amontoados. Intrigados, fomos apurar do que se tratava. "É a gala final dos Gato Fedorento". Cum catano, não fazia a menor ideia. "Então, e como é que se entra? Há bilhetes à venda?" "Não, só por convite?" "E onde é que uma pessoa vai arranjar convite a esta hora? Esquece. Vamos mas é pra casa, e depois vê-se na televisão". No meu caso, no youtube, porque domingo à noite estarei a bombar com Beastie Boys. Mas o Nélson, determinado, decide-se a tentar a sua sorte. "Espera aí um bocado". Vejo-o a dirigir-se para um assistente que orientava as entradas dos VIPs, e só vejo esse assistente a bracejar em sinal negativo do tipo "Aqui não há nada". No entanto, uma rapariga da produção, aproxima-se do Nélson, e faz-lhe sinal para ir com ela a uma banca que havia ali mesmo ao lado. Foram, e vejo-a a entregar uns papelinhos ao Nélson, o qual, sorridente, regressa para junto de mim "Já cá cantam!". E pronto, ia assistir na mítica Aula Magna ao meu primeiro, e o mais especial, episódio da saga "Diz que é uma espécie de magazine".
Como é programa de televisão, havia que aguentar as pausas. Foram Várias. Desconfortantes. Mas pior que tudo, o facto de o programa ter começado tardiamente, já depois das 22.30. As pausas tornaram-se ainda mais penosas. O cansaço fazia-se sentir. Muitos saíram ao longo do programa, durante as pausas. O Nélson primeiro, eu fui depois da actuação dos Da Weasel (uma bosta. Som altíssimo, o que levou RAP a dizer "Acho que os assustaram. Aliás, nós também estamos assustados" e Pac a concordar. A música também está bem aquém do melhor dos Da Weasel). No início o quarteto ainda aproveitava para mandar as suas graçolas, o que ia ajudando a passar as pausas. Mas foi só mesmo no início. Depois, não houve mais nada. Nem uma música som-ambiente. Sinal menos.
Mas de resto, tudo muito bom. O sketch de abertura, uma versão do crime no combóio Expresso Oriente, esteve fantástica. Raúl Solnado em grande como inspector Poirot. E os convidados. Humberto Bernardo, Luís Pereira de Sousa, Rita Salema, também eles com deixas inspiradas.
A música de entrada foi com os Xutos (apesar de não a achar grande coisa), e houve também actuação rebelde de David Fonseca com "After all there was another", o que levou RAP a comentar com graça "Oh David, a Mónica notava-se que estava chateada por ter sido trocada, mas tu tavas mesmo furioso!".
Ponto alto da noite foram sem dúvida os novos tesourinhos deprimentes. Geniais. A da RTP África, e a do cozinheiro da sopa alentejana, são mesmo preciosos.
Os convidados esses foram as "vítimas" dos tesourinhos. Luís Horta do "`samente" esteve muito bem, a fingir-se chateado por ter perdido contra o Presidente da CM de Sobral do Montargaço.
Tenho pena de à 1 ter bazado, mas a plateia era composta por jovens, maior parte a começar exames, e facto de ser a meio da semana, não ajudou. Prova disso, foi o facto de o histerismo em bater palmas ter perdido fulgor de skecth para sketch. Mas de resto foi muito giro.
Parabéns aos Gatos, agora vão para merecidas férias, e a ver se em Setembro/Outubro regressam para nos entreter com mais humor.

sábado, junho 02, 2007

Xeque-mate

Ontem, em amena cavaqueira com o Melo rumo a Esposende, soube que o "maestro" do xadrez, Kasparov de seu nome, fundou um partido politico na Rússia, um partido para fazer oposição ao governo de Vladimir Putin.
Mas o engraçado está, que no dia da 1ª manifestação deste novo partido politico, o seu maioral foi preso.

Caso para dizer que Kasparov, vai jogar xadrez no próprio "xadrez"...
Xeque-mate ao "rei".

E esta hein...

sexta-feira, junho 01, 2007

40 anos...


Como já tive oportunidade de dizer, a minha relação com os Beatles começou por ser de ódio, para depois se tornar em amor.
"Hey Jude", "All you need is love", fãs e fãs histéricas, parecia-me impossível os Beatles serem uma banda cool. Julgava uma espécie de boys band dos anos 60. Quando falavam deles não eram as músicas rock que passavam como pano de fundo, e não me parecia que eles tivessem um culto por malta que realmente curtia música, como tinham os Clash ou os Doors. Os Beatles pareciam-me a antítese do tipo de banda que eu curtia.
E depois, ainda me intrigava mais pelo facto de referirem o Sgt. Pepper`s como o "álbum " do século. Seria??
Afinal, o tempo e a maturidade vieram a desmentir-me redondamente. Não só os Beatles são uma banda muito à frente do seu tempo, como Sgt. Pepper`s é um álbum excepcional.
Aliás, quando o Bono começou a fazer snippet da música na Vertigo Tour, nunca pensei dar por mim histérico a gritar "Sgt. Pepper`s Lonely Hearts Club Band, we hope you really enjoy the show/Sgt. Pepper`s Lonely Hearts Club Band, sit back and let the evening go...". Just perfect!
Nunca terei oportunidade de ver os Beatles ao vivo, mas já ter trauteado um trecho, ainda por mais interpretado por um dos "filhos" musicais de John Lennon, é, de certa maneira, uma compensação.
Longa vida ao Sargento Pimenta e aos Beatles!


quinta-feira, maio 31, 2007

Dez Anos...

No passado dia 29 de Maio, fez 10 anos que a música ficou mais pobre.
10 anos sobre a morte de Jeff Buckley, um artista de mão cheia, que tendo apenas editado um álbum, "Grace" de seu nome, se tornou uma lenda musical. Um álbum intemporal, com músicas como "Lilac Wine", "Grace", "Last Goodbye" e "Hallelujah " (versão da música de Leonard Cohen), que ainda conseguem "encher as medidas" dos apreciadores de música.
Morreu na terra do "rei" Elvis, Memphis, num acidente de viação...

Para ele, a nossa homenagem... Artistas como ele fazem falta...
"This is our Last Goodbye"!!!

quarta-feira, maio 30, 2007

Burning From Inside

Por estes dias voltei a recordar uma das minhas bandas favoritas. Uma banda que não edita um álbum desde o ano do meu nascimento, mas que, no entanto, faz parte da banda sonora da minha vida. Tive o prazer de os ver ao vivo, coisa que não imaginava, em Fevereiro do ano de 2006.
A digressão "Near The Atmosphere" trouxe-os de novo a Portugal, falo claro está dos Bauhaus.
Um concerto memorável, que certamente ficará para sempre.
Deixo aqui o inicio do concerto, com a maravilhosa "Burning From Inside", onde Peter Murphy mostra que é ainda uma grande voz, que não muda com o tempo.

terça-feira, maio 29, 2007

Parabéns II

Ao Sporting,
Pela vitória na taça. Num jogo em que a soma das oportunidades de golo não foi maior do que o todo (jogo), em que nenhuma das equipas deslumbrou, valeu no final o melhor 11.
Um prémio merecido para uma boa época, e final de campeonato muito bom. Resta o campeonato, em que com o hábito de conquistas, e mais 2 reforços de ponta, tudo será possível!
Ao Porto,
20 anos depois, muitos 27 de Maio passados, pela magnífica valsa em Viena. Jamais me esquecerei (muitas repetições depois) do calcanhar de Madjer, ou do eterno capitão João Pinto, qual criança que não desprende o seu brinquedo, a correr campo fora com a taça não a largando para que outros companheiros a pudessem tocar!
Ninguém diria que passados esses anos todos ainda teríamos o Benfica em mais 2 finais, ou que o Porto vencesse nova prova. Como diz o anúncio o Impossível é nada. É por isso que acredito que um dia, também eu, levantarei a Taça! Pelo menos, enquanto sonhar não pagar imposto...

domingo, maio 27, 2007

Parabéns!

Este fim-de-semana comemoram-se os 30 anos da estreia do primeiro episódio (o IV) da Saga Star Wars. May the force be with you!

sexta-feira, maio 25, 2007

Até morrer....Sporting allez!




Sporting Sempre!

quinta-feira, maio 24, 2007

Jornalismo de escola

"Carlos", nome fictício, 9 anos, foi abusado por um predador sexual. Antes chamavam-se pedófilos, agora são predadores. Já agora diziam Carlos a presa, e não Carlos um menino.
Depois da jornalista descrever o modus operandi do predador, sai-se com esta:

O que é que pensaste quando ele te convidou para entrar no carro?

Olha minha senhora, que ele queria meter a pilinha dentro do meu rabinho.

Depois do abuso físico, o abuso emocional....






A vida não está nada simplex...

Um tipo reside na cidade há vários anos. Fez dela centro da sua vida. Tem documentos que comprovam inequivocamente tal facto. Pois haviam de pegar com a puta da carta de condução...Arre!
Que sentido faz, para atribuir um cartão de residência, pedir em 3 dos 4 documentos exigidos, que a morada actual conste nos mesmos? Se 2 já provam, para quê um terceiro (para não falar do segundo)?? Sobretudo, quando se sabe que estar a pedir para mudar a carta é sempre chato, além de que se amanhã estamos noutro sítio, lá teremos de a mudar outra vez (e pagar...). Só sabem ser complicados. E com isto complicam-nos a vida...Arre!

quarta-feira, maio 23, 2007

O ciclo vicioso (da parvoíce)

O caso do professor que contou uma piada e foi suspenso já mereceu, após várias tentativas, comentários de Cavaco, Chefe de Estado. Ao que isto chegou....Era pôr a directora na ordem e ponto final.

P.S: É minha impressão, ou a comemoração do título do Porto foi coisa pífia, esgotando-se no próprio dia da conquista?? É que já lá vão 3 dias, e os jornais dão capa a outros assuntos, algo que normalmente não sucederia. Era semana toda a falar do campeonato, a entrevistar o primeiro treinador do treinador, ou do craque...Liga precisa urgentemente de ter outro campeão, é o que é.

O porta-voz

A falta de assunto do caso "Madeleine" é de tal ordem que hoje ocuparam o reporte do dia com a ida à PJ da sócia alemã (certo modo, compreensível) e, pasme-se, com a entrevista ao porta-voz de Robert Murat. Declarações essas surreais.
Algures num sítio que parecia o quintal lá de casa, o homem junto à carrinha a dizer que o Robert e tal, ainda não foi contactado pela polícia sobre os resultados das provas periciais, que continua a sair de casa para tratar de asssuntos particulares e blablabla...Depois sai a pergunta "nerd" que tem sido habitual "então e ele sempre vai contratar o advogado do OJ Simpson?"
Começo a tar como o outro. Minuto de silêncio é pouco. Venha o dia de silêncio a ver se não enlouquecemos..

Lisboa II

António Costa
Helena Roseta
José Sá Fernandes
Ruben de Carvalho
Fernando Negrão
Telmo Correia
Carmona Rodrigues


Tá bonito tá...PSD e PS ainda vão lamentar a confusão em que se meteram (tarde e más horas)...

segunda-feira, maio 21, 2007

Queimou a lenda

Hoje com profunda tristeza assisti a noticia do incêndio do histórico "Cutty Sark", um Clipper pertencente a frota britânica, que se encontrava em Greenwich, em doca seca. O clipper construido em 1869 em Dumbarton, Escócia, pertenceu também à marinha portuguesa, com o nome de "Ferreira" e depois "Maria do Amparo". Este imponente Clipper, que foi um dos mais rápidos do mundo na sua epóca, "morreu" hoje, devido a um incêndio. É triste ver navios com tanta história e obras de arte, serem destruidos desta forma. Esperemos que os ingleses, tal como os portugueses fizeram com a 'nossa' Fragata "D. Fernando II e Glória", o recontruam para continuarmos a apreciar estas 'preciosidades'...

Campeões...

Mais um titulo, mais sofrido que os anteriores, no entanto, com o mesmo sabor dos anteriores.

Assim se vê a força do Dragão.



Parabéns à 'Nação' Portista...

domingo, maio 20, 2007

Até morrer Sporting allez!

Faltavam poucos minutos para o fim da partida, o campeão já estava encontrado, mas mesmo assim, a massa associativa do Sporting superou-se! Todos de pé, a aplaudir, cantar, até ao apito final "até morrer Sporting allez, até morrer Sporting allez, até morrer Sporting allez, Sporting allez, allez allez". Arrepiante! Amo ser deste Clube!

Operação H5N1


Esta tarde no Dragão. Porque o sonho comanda a vida :)

sexta-feira, maio 18, 2007

Pedido de fã

Estes senhores estiveram ontem em Lisboa e terão dado concerto que encheu a alma. São uma das míticas bandas dos anos 60/70, que influenciaram gerações e gerações. Uma das minhas bandas predilectas, Pearl Jam, há muito que os homenageiam nos seus concertos, fazendo alguns covers, em particular, "Baba O´Riley", que muitas vezes termina os concertos. Confesso que em Setembro só queria era "Rockin`in the Free World" a terminar (antes da inevitável Yellow Ledbetter), mas agora em Junho, gostaria muito de ouvir a Baba. Até lá, comecem a decorar:



Don`t cry
Don`t raise your eye
It's only teenage wasteland




quarta-feira, maio 16, 2007

Lisboa I

Fernando Negrão??? Muito mal jogado por Marques Mendes. Se calhar não tem culpa (toda) porque se há coisa de que o PSD é expert é nos afamados barões que mandam dicas para aqui, palpites para acolá, mas na hora de dificuldade, e em que se pede um candidato forte (para uma vitória gloriosa umas vezes, ou uma derrota digna a maior parte), nem vê-los.
A solução Maria José Nogueira Pinto, seria boa, mas nem devem ter pensado nela. E é pena porque com a candidatura de Roseta, ou a não coligação pré-eleitoral da esquerda, com sorte o PSD ainda poderia manter a câmara nº 1 do País. Agora, não me parece que vá acontecer. Marques Mendes deveria candidatar-se, depois de tudo o que se passou. Agora, Fernando Negrão?
Quanto ao PS, joga forte com António Costa, com provas dadas, e de reconhecida competência. Tenho pena pelo Governo, porque numa pasta sempre delicada estava a fazer um bom trabalho. E era um nome forte, coisa que não abunda muito pelo Governo. A curiosidade de passados 2 anos nenhum dos pesos-pesados do Governo está em funções (Campos e Cunha, Freitas do Amaral, António Costa) dá que pensar...

segunda-feira, maio 14, 2007

Escolha falhada...

A Câmara de Lisboa "caiu", e agora alguêm a vai ter de pôr de pé. Os candidatos começam a colocar-se na linha da frente para o "assalto" a Câmara da Capital, quem sairá vencedor desta batalha que parece, será renhida...
Helena Roseta foi a 1ª a colocar-se na linha da frente, entregou o cartão do partido e avança como candidata "Sebastianista", pronta a salvar a Câmara de se "afogar" nas águas do Tejo. O CDS parece recorrer à velha guarda, colocando Telmo Correia como o mais bem colocado, lá na frente de ataque, tal como um Nuno Gomes, que não sabe bem o que anda a fazer.
O Bloco e o PCP, ficaram-se pela escolha dos seus vereadores, José Sá Fernandes pelo Bloco e Ruben Carvalho pelo PCP.
A incognita, reside nos "laranjinhas", que andam longe de ser uma laranja mecânica, que convocaram como "artilheiro" de serviço, o Fernando Seara, que poderá trocar uma Câmara por outra. Parece-me um "artilheiro" com algumas potencialidades, se for bem apoiado pela equipa "laranjinha".
A grande falha no meio disto tudo é a equipa Rosa, que decidiu retirar um dos membros do seu Governo para tentar "ganhar" a Câmara de Lisboa, como se dependesse da mesma como de pão para a boca. A escolha de António Costa, parece-me despropositada no momento em que estamos. Com a presidência da União Europeia a porta, com a época do incêndios a chegar, neste momento e mais que nunca o Ministro da Administração Interna e segundo do Governo devia permanecer de pedra e cal no Governo. Parece-me desajustada esta substituição, parecendo uma substituição à Jesualdo.
Vamos lá ver quem tem mais "faro de golo"...

domingo, maio 13, 2007

Não é por nada...

...mas ficas muito mais cool de guitarra posta, a dedilhar aquelas cordas como só tu sabes fazer. De qualquer modo, parabéns Dr. Honoris Causa!

sábado, maio 12, 2007

Pai, tás como um nabo!

David Hasselhoff, conhecido também por Justiceiro, Mitch ou borrachão, parece não conseguir-se libertar da dependência pelo álcool. Vai daí, as suas filhas, numa tentativa desesperada de lhe fazer ganhar vergonha na cara, decidiram fazer este filme (ou será maldade?) e divulgá-lo. O "uma espécie" associa-se à campanha, mostrando o exemplo daquilo que não deveremos ser daqui a uns 25 anos. Ou isso, ou temos os nossos filhos a exibirem as nossas figuras tristes (mas lixam-se que ficam sem mesada, muahahah...).

Festival Euroleste da canção

Marija Serifovic, assim se chama esta beldade, 22 anitos, venceu ontem o ex-Festival Eurovisão da Canção, agora rebaptizado Festival Euroleste. Reino Unido, Irlanda, França, Espanha, países de nomeada na música que se faz e se fez pelo mundo fora já eram. Agora é o tempo de Arménias, Lituânias, Bielorússias, Sérvias, Ucrânias, Moldávias, Macedónias, etc, pautarem o ritmo. Oh yeah!
Gostei de ouvir o Jorge Gabriel. Com pouca rodagem em Eurofestivais mas já a mandar os seus bitaites "Isto vai ter que mudar" ou "Isto não vai ficar assim". Claro está, mandou a deixa final "Vemo-nos pro ano, na Sérvia!". Sei que ainda falta algum tempo para 31 de Dezembro de 2007 mas quero deixar as minhas previsões: i) Portugal vai escolher uma música de xaropada; ii) uma cantora com 1 carinha laroca e, de preferência, um corpinho jeitoso. iii) vão até à Sérvia e ganham um bilhete de regresso antecipado como tem sido até aqui ou se Portugal for à final, os países mais votados aqui serão Ucrânia, Roménia e Moldávia; iv) Eládio Clímaco começará a comentar festivais eurovisões do passado na RTP Memória. A comentar os seus comentários. Médâmes et méssieurs, leides and gentleman....

Fezada

De que Maddie aparecerá amanhã. Pelo menos, amanhã, como nunca até hoje, choverão orações lá em cima, pela pequena desaparecida.
Falando do desaparecimento propriamente dito, penso que a PJ está a dar o melhor de si, e nenhuma outra polícia de investigação faria melhor, naquelas circunstâncias. É verdade que têm algum défice de comunicação, mas esta é hora de apoiar e não criticar.
Não alinho no discurso provinciano de que a nossa polícia se esforça mais na procura dos outros, do que dos seus. A dedicação é a mesma. A diferença é que é uma criança estrangeira, ainda por cima britânica, dai a exposição e cobertura serem mais amplas, dando a sensação de que aqui a PJ está a dar tratamento preferencial, que não lhe é costume. Nada mais falso.

quinta-feira, maio 10, 2007

Estado de alma

O Felgueiras estava para cortar os pulsos. Não o censuro. São coisas que passam pela cabeça de qualquer um que se propõe a passar princípio de noite a ver as eliminatórias do festival da canção da Eurovisão. Assistir a este qualyfing é penoso. Xaropada atrás de xaropada, só mesmo um acesso de insensibilidade, para querer assistir a esta transmissão.
A mim apetecia-me era espancar a Isabel Angelino / Jorge Gabriel. Irritantes quanto baste nesta parte final, enquanto anunciavam os finalistas, e não se conseguia ouvir os apresentadores, eles sempre "Portugal, Portugal!". Que irritantes! Meu rico Eládio Clímaco...



Adenda: A Sabrina coitada, ganhou um bilhete de regresso datado de...amanhã, ahah. Que não fique triste. Até agora, desde que há isto das eliminatórias, que nenhuma representação nacional logrou chegar à final. Pelo menos, não conseguiu ficar pior que ninguém. Mas também não ficou melhor, ahah!
À Sabrina sempre resta a consolação de a Floribella também já ter sido eliminada (mas por favor Sabrina, não chegues ao aeroporto a desatar a chorar. Ao menos fá-lo longe das câmaras. Não sigas o exemplo da gaiense), e depois ter regressado das trevas e hoje ser a estrela televisiva que se conhece. Pode ser que também te safes. És fofinha, também tens ar de parola, acho que reúnes os ingredientes. Pensa, daqui a uns meses estás no "Dança Comigo". Ou isso, ou fazer coro ao Emanuel. E nós pimba, nós pimba...

Parabéns

Hoje, Paul Hewson, comemora o seu 47º aniversário... Para quem não sabe Paul Hewson é o Bono Vox, vocalista dos U2.
Parabéns Bono...

domingo, maio 06, 2007

Sem hipótese

As vitórias de Alberto João Jardim e Nicolas Sarkozy nesta noite de Domingo eleitoral.
Quanto ao primeiro caso, por muito que se critique, abomine e deteste o estilo, temperamento e liderança de Alberto João, a verdade é que o homem é um verdadeiro animal político. Alguém que fez obra, que não consta que tenha enriquecido à custa da política, e que não renega as origens, nem quem lhe pôs no cadeirão: o povo. E este não o esqueceu. Vitória expressiva!
Quanto a Sarkozy, vitória igualmente saborosa. Desde o princípio que não simpatizei com a candidatura de Sègolene Royal. Alguém que era apresentada mais pela sua beleza, charme, telegenia (tudo verdade) do que pelas ideias, projectos políticos. Nesse capítulo, aliás, tremenda desilusão. Cometeu várias gaffes ao longo da campanha, e nunca foi capaz de ter ideias consistentes em domínios importantes. Aliás, dizia-se que nunca pareceu ter os dossiers bem dominados. E o debate final, em que na esteira da campanha toda, puxou ao de cima a ideia de uma França brutalizada, e que tinha que ficar colérica perante tal, enfim, ridículo. A senhora perdeu o charme, e foi bem derrotada.
Sarkozy, quer trazer a França de volta ao mundo, sem a arrogância e chauvinismo que sempre a caracterizaram e bem expressos em Chirac. Penso ser complicado, mas o discurso é entusiasmante, e ter a França como parceiro e não divisor da construção europeia e da aliança atlântica é promissor.
Bons mandatos é o que se deseja para os ganhadores desta noite.

Merecido

E o Man Utd é campeão! Merecidamente. A época sensacional que realizaram, muito por culpa de Cristiano Ronaldo, não deixou ninguém indiferente, pelo que, tendo estado larga parte do campeonato em primeiro lugar, não mereciam outro desfecho que não este.
E Alex Ferguson prova, mais uma vez, que ainda não perdeu qualidades, e mantendo esta equipa jovem, mais 2/3 jogadores experientes, pode, novamente, dominar o panorama futebolístico europeu. E pensar que a Vodafone rompeu no final da época passada o patrocínio com o Manchester porque este não ganhava títulos, não deixa de causar certa ironia neste momento.
Quanto a Mourinho, continua a ser o "special one", acredito que não fossem as lesões que teve, e poderia ter tido melhor sorte. Agora, Mourinho no início da época disse que este ano tinha menos jogadores no plantel porque assim todos jogavam, mas o que ficou provado foi que com 3/4 jogadores lesionados ao mesmo tempo, o Chelsea teve sempre de puxar pela criatividade para compensar lacunas, e o resultado é que foram poucas as vezes em que saiu bem sucedido. Daí que para o ano o treinador português deva repensar esta filosifia. Bem como o discurso na hora da derrota. Os campões não são só os que sabem vencer, mas também os que sabem perder. E Mourinho com todas aquelas bocas infelizes nos últimos tempos, não ganhou nada com isso, bem pelo contrário. Faz-lhe bem perder, e acredito que é pessoa para na próxima conferência de imprensa dizer que tem a certeza que para o ano será campeão novamente. Pelo menos, principal favorito ele será!

sexta-feira, maio 04, 2007

Lá vai Lisboa..

Assim começa uma cantiga popular, que por esta altura ganha contornos trágicos e comédicos. Carmona Rodrigues, ao melhor estilo raçudo e intempestivo dos engenheiros disse alto e bom som "Eu fico!", pondo em cheque a declaração de véspera de Marques Mendes. No entanto, Carmona pode querer sair por cima, recorrendo para isso à metáfora do comandante que não abandona o navio que se está a afundar, mas podemos usar outra, a do tipo que está enterrado na areia, para podermos afirmar que Carmona está a enterrar-se cada vez mais. Há quem diga que este gesto revela, finalmente, uma posição de força política, mas como em tudo na vida, não basta ser, é preciso parecer. E o que Carmona parece neste momento é a de uma pessoa agarrada ao lugar, que mesmo vendo os seus mais fiéis colaboradores feitos arguidos e, por isso, afastados sabe-se lá até quando dos lugares de vereadores, mesmo assim, teima em continuar. Com isto tudo Lisboa sai prejudicada, e quando pensávamos que coisas destas só aconteceriam em Gondomar, Felgueiras ou Marco de Canaveses, eis que a cidade nº 1 do País, a minha segunda cidade, oferece este triste espectáculo ao mesmo.
Qualquer que seja o desfecho desta novela, dois nomes há a destacar. Pedro Santana Lopes, que se deve estar a rir disto tudo, recordando a sabedoria do povo nesta frase magnífica "atrás de mim virá, quem bom de mim fará", e Marques Mendes, que podendo não cativar, nem ter grandes chances de chegar a PM, dá mostras ao menos de os ter no sítio, e querer limpar a política da mancha da suspeição e falcatruas que paira, muito em particular, sobre os presidentes de câmara. E com esta tomada de posição, dá uma valente bofetada à oposição, em particular ao PS, uma vez que até hoje, nunca ninguém da oposição tomou a iniciativa de se demitir, o que, em termos práticos, levaria a Carmona não ter condições para governar e, assim, ir a eleições. Jogando tudo no mero tacticismo e cálculo políticos, o PS de Lisboa não se destacou nobremente pela diferença, não dando provas de merecer a confiança para governar a cidade, nas próximas eleições.
Para mim, o próximo Presidente da Câmara deve ser uma destas 3 mulheres, pela seguinte ordem de preferência: Maria José Nogueira Pinto, Manuela Ferreira Leite, Paula Teixeira da Cruz. Todas elas suficientemente competentes, e com dinâmica de vitória, para pôr Lisboa no caminho que nunca deveria ter largado.

domingo, abril 29, 2007

Esta noite....

... 9 milhões de portugueses vão estar a torcer por ti. Vamos lá!

segunda-feira, abril 23, 2007

Memória

Faleceu Boris Yeltsin. Figura mítica dos anos 90, época decisiva na nova Rússia. Felizmente que teve um interlocutor de grande dimensão, Bill Clinton, com quem foi possível estabelizar a nova ordem, ainda que muito continue por realizar.
Para a história, fica uma das conferências políticas mais surreais e divertidas de que há memória:

domingo, abril 22, 2007

As melhoras King

sexta-feira, abril 20, 2007

Estou maravilhado

Do meu amigo Gato recebi esta preciosidade. Ok, um filme 007 consome-se no cinema na altura, saímos de lá extasiados, mas no dia seguinte a vida continua, daí a pouco já quase ninguém se lembra, e só voltamos a dar conta quando está para estrear o seguinte.
Mas "Casino Royale" é um filme à parte. Primeiro, porque tem um argumento do melhor. O senhor Paul Haggis (vencedor de "Colisão") não é um argumentista qualquer, pelo contrário, e deu de facto um tónico bem realista e cativante à "estória". Depois, Martin Campbell (realizador do meu outro 007 preferido - Goldeneye) filma muito bem os pormenores, mantendo o interesse até ao fim (exemplar a jogatana de póquer, ou a cena de luta inicial). Por fim, a actuação de Daniel Craig. Cada vez que pego no dvd para rever as cenas convenço-me mais que pode muito bem vir a ser o melhor Bond de sempre. Este filme aliás é exemplar. Não só mantém a tradição do Bond conquistador, como é genuíno na fase em que está realmente apaixonado, o que o levará a demitir-se. Não é só uma questão de músculos. Tem que haver interpretação, e da boa, por detrás e nesse sentido Daniel Craig prova ser um bom actor, como aliás já tinha lido do Nuno Markl que conhece bem melhor a carreira de Craig do que eu.
Em suma, não me canso de ver o filme, e agora com o dvd dedico-me ao desporto de puxar para a frente e para trás sucessivas vezes o filme, só para rever esta/aquela cena e dar conta de pormenores que passam à primeira, às vezes à segunda, e que dão um valor ainda maior ao filme. Por isso é que os dvds são úteis.
Referi Daniel Craig, mas nota de destaque igualmente para Mads Mikelssen, um vilão (Le Chiffre) em grande, sem mania das grandezas, apenas um tipo normal que quer fazer dinheiro na vida; e Eva Green (Vesper) actriz francesa lindíssima, com provas de que é um talento de quem se ouvirá falar bastante no futuro.
Espero que o próximo 007 (Bond 22, título provisório) mantenha o registo mais humano, e menos espalhafatoso de que Casino Royale é belo exemplo. E, se não for pedir demais, que os U2 façam o tema principal, porque tirando o "goldeneye" da diva Tina Turner e o"tomorrow never dies" da Sherly Crow, todos os outros (pelo menos os dos últimos filmes) são bem fraquinhos.

Fim do limbo

A Igreja Católica eliminou o limbo, onde a tradição católica colocava as crianças que morriam sem receber o baptismo, considerando que aquele reflectia «uma visão excessivamente restritiva da salvação», Diário Digital

Deus é Amor, bem que pode ser o lema do pontificado de Bento XVI.


quinta-feira, abril 19, 2007

Sem Palavras... Delicioso...

Um hino ao futebol...




Faz lembrar o Maradona no mundial de 86. Será o sangue argentino que lhe corre nas veias?
Sem palavras....

quarta-feira, abril 18, 2007

Ahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahah

Clicar na imagem para ver maior.

terça-feira, abril 17, 2007

Ainda sobre o mau exemplo dos soldados britânicos...

Grande texto de João Miguel Tavares hoje no DN.

Chuck Norris está pendurado pelos tornozelos, à mercê do coronel Yin. Yin exige uma confissão. Chuck Norris não confessa. Horror! Um saco com uma ratazana gigante é enfiado na sua cabeça. O corpo de Chuck Norris estrebucha violentamente. Depois pára. O malvado Yin manda retirar o saco. E Chuck Norris aparece ensanguentado mas vitorioso, com a ratazana morta presa nos dentes.
Eu vi demasiados filmes americanos na minha adolescência. Filmes onde o herói aguentava pancada da grossa e soldados anónimos resistiam às mais elaboradas torturas. Desaparecido em Combate 2 é um deles. Fuga para a Vitória, com Sylvester Stallone e Pelé a triturarem arianos num campo de futebol, é outro. Já para não falar dos vários Rambo. E quem é amamentado a maus filmes de Hollywood jamais poderá compreender como é que 15 soldados britânicos são apanhados por tropas iranianas em alto mar e começam a debitar confissões sem que ninguém lhes ponha um dedo em cima. Reparem bem: eu não digo uma ratazana. Digo um dedo.
Não é a primeira vez que prisioneiros ocidentais fazem penitência diante das câmaras de televisão. Mas habitualmente apareciam um bocadinho amolgados, depois de terem saltado de um avião ou caído de um helicóptero. Estes 15 surgiram fresquíssimos, muito bem alimentados, entretidos no pingue-pongue, e depois de confessarem os seus pecados ao mundo foram vestidos pelo costureiro de Ahmadinejad e postos a andar. Assim que chegaram ao Reino Unido, começaram a contar as suas experiências traumáticas à comunicação social e aproveitaram para encher os bolsos - a única senhora dos 15 terá sacado 100 mil libras (quase 150 mil euros) por uma entrevista a uma televisão e a um jornal. Da próxima vez que os iranianos entrarem a bordo de um navio inglês, os seus marinheiros farão como o burro do Shrek, aos pulos na segunda fila, "levem-me a mim!, levem-me a mim!".
Tão fácil capitulação por parte de soldados e oficiais que era suposto estarem bem treinados só pode ter duas justificações. Uma, mais filosófica, tem a ver com a forma como o ocidente deixou de saber encarar a morte e enfrentar a dor - aqueles militares não estavam preparados para lidar com uma situação de cativeiro. A outra, mais política, tem a ver com o atoleiro em que se transformou o Iraque - se as tropas já não acreditam no que andam a fazer é evidente que não lhes apetece sacrificaram-se por uma causa que não partilham nem entendem. Ninguém pratica actos de heroísmo quando o corpo duvida do que a cabeça lhe diz. Ora, quem sai a perder no meio de tudo isto? O Ocidente, claro. Sempre o Ocidente. Que exporta o heroísmo através do cinema e a cobardia em directo, pela televisão. Onde é que tu andas, Chuck Norris.

quinta-feira, abril 12, 2007

25 Julho - Coliseu dos Recreios

Aimee Mann.



Não posso perder.

terça-feira, abril 10, 2007

E assim de repente umas notas sobre o País e o Mundo

1. Infeliz a atitude dos marinheiros britânicos feitos prisioneiros no Irão que facilmente confessaram terem entrado em águas iranianas. Uma atitude que fica bastante aquém dos grandes exemplos de estoicismo e resistência que muitos e muitos soldados britânicos deram ao longo das décadas em conflitos igualmente complexos e adversos.
Não só é um mau sinal para as tropas que ainda combatem, como também dá que pensar acerca da fibra dos soldados nos dias que correm, uma vez que sempre se esperara que estes fossem dotados de grande preparação psicológica e talhados para enfrentarem com disciplina momentos como os vividos no Irão.
2. A par da reforma da Administração Pública ou das Finanças (sempre anunciadas como os grandes desígnios dos Governos ou dos partidos candidatos a Governo), há uma bastante esquecida mas não menos importante: a Reforma do Ensino Superior.
Seria bom que a polémica da Independente servisse para repensar o estado do Ensino Superior. São os cursos que há aos mil e que continuam a subsistir, é a fraca competência pedagógica ministrada em algumas Universidades privadas, é a ausência de critérios na avaliação dos docentes, a ausência de informação sobre as valências/saídas profissionais dos cursos/universidades, etc, etc..
Bom seria haver um ministro com pulso que levasse a cabo uma reforma de grande envergadura.
3. Cada vez mais começo a achar que o Man Utd vai ser a grande surpresa do ano. Não só conseguirão ganhar a Premier League (merecidamente, diga-se), como são neste momento grandes candidatos a vencer a Champions. Neste ponto particular continuo a torcer pelo Chelsea cujo futebol, lamentavelmente, é do mais soporífero que se vê por aí.
4. Nancy Pelosi, presidente da Câmara do Congresso norte-americano, esteve no passado fim-de-semana em Lisboa para uma curta visita. À saída do encontro com Jaime Gama pôs-se, em plena rua, a comentar as perguntas que os jornalistas lhe iam fazendo, com a maior das descontracções. Um estilo a registar, e a imitar por alguns políticos cá da praça sempre de semblante carregado.
5. Está a decorrer a campanha para a chefia do PP. Ribeiro e Castro acossado não tem papas na língua. Pena que esse impulso tenha ficado adormecido ao longo dos últimos anos. No entanto, merece a minha simpatia dada a forma pouco dignificante com que lhe querem pôr na rua.

sexta-feira, abril 06, 2007

Bla Bla Bla


E eles aí estão, com novas músicas para serem apreciadas aqui.

quinta-feira, abril 05, 2007

Palavras para quê?


terça-feira, abril 03, 2007

Mr Bean...gracias!

Hoje, ao fim da tarde, fui ver o resultado da incursão de Mr. Bean por terras gaulesas. À partida a expectativa era elevada, ou não fosse um fã indefectível do personagem, pese embora esta ser pontuada por alguma cautela, dado ter ficado meio desapontado com os trailers. Pareceram-me um conjunto de gags metidos ao empurrão, nada de extraordinário, o que poderia fazer vir aí um filme mediano.
Mas que se dane, fã que é fã de Mr. Bean perdoa tudo. E a verdade é que o filme supera largamente as pequenas amostras que nos foram dado a ver.
Tem um fio condutor bem conseguido, não abusa dos gags, estes por sua vez são "à Mr. Bean", tendo em diversas cenas momentos extraordinários. O francês do Mr. Bean está qualquer coisa...acreditem! Hehehe...
Depois há ainda uma breve incursão pelo mítico festival de cinema de Cannes, com algumas indirectas, também elas bem engraçadas.
Outra nota de destaque vai para a actriz francesa que contracena com Mr. Bean. Que mulherão!
Fiquei encantado da vida com estas férias de Mr. Bean, e só espero que não seja o fim do personagem. Deveria haver um filme de Mr. Bean por mês, que é uma hora e meia de boa disposição, a deixarem-nos com vontade de mais.
Mas se este for de facto o epílogo da maravilhosa personagem, então, só me resta agradecer penhoradamente: Gracias Mr. Bean!



segunda-feira, abril 02, 2007

Porque adoro o Rally (apesar de ser um ignorante no que a carros toca...)

Nunca fui um aficcionado por automóveis ou desportos motorizados.
Ao contrário do que é próprio em rapazinhos dos 7 aos 77, nunca fui dado a comprar revistas de carros, ver programas sobre carros, ou discutir calorosamente sobre o último Mercedes série 4 v.5, ou o Peugeot 307, 4 cilindradas (nem sei se acabei de dizer monumentais disparates, mas isto serve apenas a título de exemplo). Apesar de me considerar um nabo nesta matéria, reconheço que não sou indiferente a um Ferrari na estrada, ou um bom Audi ou Mercedes (que aprecio pela beleza, e não pelas valências, que essas, a mim, são perfeitamente desconhecidas).
Também nunca fui grande, grande adepto da F1, por achar prova relativamente desinteressante. Ok, a largada é muito emocionante sim senhor; se há um piloto tuga a correr dou mais atenção, mas normalmente, todo o resto da prova já se encontra definido, o que me leva a mudar de canal pela 12ª volta, e a lá regressar para as voltas finais.
No entanto, apesar de tudo isto, adoro o Rally. Desde muito petiz que fui habituado a estas andanças. Recordo com saudade os vários anos, em que por alturas de Março, faltava à escola a meio da semana, eu que nunca faltava, e ficava logo todo preocupado por os meus Pais serem coniventes com a situação, mas afinal, estava desculpado. Era por um bom motivo. Na companhia inolvidável do meu avô, às vezes do meu Pai, outras do shôr Miguel, lá íamos pras encostas de Ponte de Lima, e lugares afins, ver o Rally de Portugal.
Era todo um ritual. Levantar bem cedo, comprar a revista com a informação toda acerca da prova, ir para os lugares, conviver com os outros aficcionados (algumas vezes dávamos ou davam-nos boleia), comer qualquer coisa, e depois uma longa, longa espera, até que chegassem os primeiro carros. Eram apenas fracções de segundos, mas assim que ecoavam os primeiros sons dos motores, o público em largo número presente entrava em euforia, numa agitação que não deixava ninguém indiferente. Recordo de apanhar alguns sustos tamanha era a audácia dos fãs em quererem tirar a melhor foto, levando-os a arriscar a sua própria vida!
Grandes tempos, grandes campeões. Carlos Sainz da Toyota (o preferido dos portugueses), Juha Kankunnen da Lancia (o meu preferido, e cujo carro considerava mais bonito), Didier Auriol, François Delecour, Marku Allen (sim, vi-o correr!), Colin McRae, Maximo Biassion, Jorge Bica, Fernando Peres, Rui Madeira, enfim...Eram provas disputadíssimas e apesar de cada um ter o seu favorito, os restantes não eram menos aplaudidos, ou não fossem ases ao volante.
Este fim-de-semana o Rally regressou a Portugal. Mas penso que sem o encanto de outros tempos, creio. Eu ainda sou do tempo em que a RTP dava no canal principal acompanhamento directo às provas (agora passou para a RTP 2). Por outro lado, o Algarve pode ser mais seguro e etc, mas caramba, Rally de Portugal é aquele que decorria pelas encostas de Ponte de Lima e afins, e com as grandes especiais de Arganil ou da Lousã. Eram verdadeiras romarias. O Algarve é longe pra caramba!
Pelo menos o meu Rally de Portugal será sempre o que se disputava no Norte de Portugal. E oxalá um dia possa repetir com um filho, neto meu, o que os meus "velhos" faziam comigo. Viva o Rally!